Sinopse

O advogado Caio (Rodrigo Lombardi) largou a possibilidade de administrar uma grande empresa no Brasil, a Garcia, quando Bibi (Juliana Paes) terminou o relacionamento com ele. Sem olhar para trás, trocou o Rio de Janeiro pelos Estados Unidos. Passados quase quinze anos, ele entende que é momento de voltar e encarar o que deixou para trás. Um homem movido por ideais éticos, que, ao conseguir crescer e ter sucesso em um alto cargo ligado à Justiça, vive um grande conflito íntimo ao ver sua vida cruzar novamente com a de Bibi, que terá, então, enveredado pela vida do crime.

Bibi não conseguiu terminar a faculdade de Direito onde conheceu Caio, mas tem certeza de que fez a escolha certa ao abandonar este homem, que dividiu seu amor por ela com o amor pela profissão. É do tipo que ama demais, quer e só entende o amor em temperatura máxima. Conhece e casa-se com Rubinho (Emílio Dantas), mas o casal passa por dificuldades financeiras. Ela acredita que, se continuarem juntos, tudo vai dar certo, custe o que custar. Rubinho quer esse amor, mas também quer dinheiro e poder.

Hoje, quem administra a Garcia é Ruy (Fiuk), filho de Eugenio (Dan Stulbach), um dos donos do negócio. O jovem tem a vida organizada: além da posição social e profissional, está noivo de Cibele (Bruna Linzmeyer). Em uma viagem de trabalho a Parazinho, no Pará, ele fica encantado por Ritinha (Isis Valverde), mas não quer abrir mão do noivado e de seu futuro por ela. Ritinha adora sentir o fascínio que exerce sobre os homens, assim como as sereias. Apesar de ser noiva de Zeca (Marco Pigossi), um rapaz conhecido por sua boa índole e apaixonado por ela, nada a impede de jogar com Ruy. Ritinha gosta de seduzir, conquistar. E Ruy não resiste ao canto dessa sereia.

Zeca é um tipo rude, passional, coração enorme. Mas, ao saber do envolvimento de Ritinha com Ruy, decide se mudar para Niterói, no Rio de Janeiro, e recomeçar. Quer se libertar do fascínio que Ritinha exerce sobre ele. Lá, conhece Jeiza (Paolla Oliveira), uma mulher diferente de todas as pessoas que já conheceu. Ela é policial, trabalha no Batalhão de Ações com Cães e sonha em se tornar lutadora de MMA. Difícil é encontrar um parceiro que entenda e respeite seu trabalho. Jeiza quer conquistar os ringues e mostrar que mulher pode fazer o que quiser.

Eugênio (Dan Stulbach), pai de Ruy, quer sair do posto de chefia e seguir a tão sonhada carreira de advogado. Joyce (Maria Fernanda Cândido), sua esposa, é uma mulher que cultua tudo o que diz respeito à beleza e ao feminino. Criou a filha Ivana (Carol Duarte) para vê-la como uma extensão de si própria. Entra em conflito com a filha quando a menina se revela trans homem. Ivana quer resgatar sua identidade, é um homem que nasceu num corpo de mulher. A relação de Eugênio e Joyce se desestabiliza com a chegada de Irene (Débora Falabella), uma mulher manipuladora, capaz de tudo para fazer valer seu querer, no caso, Eugênio.

No comando da Garcia com Eugênio está o seu irmão Eurico (Humberto Martins), um homem controlador e intransigente. A esposa dele, Silvana (Lilia Cabral), quer a emoção dos riscos e mergulha de cabeça na dependência do jogo. Dantas (Edson Celulari), pai de Cibele, também trabalha na Garcia. Tudo o que ele deseja é reconhecimento, já que ajudou os irmãos Garcia a segurarem a empresa depois da morte precoce do patriarca, e se sente injustiçado acreditando que nunca lhe deram o valor que merece. As histórias desses personagens se cruzam quando a força do querer de um afeta a força do querer do outro e pode determinar os rumos inesperados desta história.

Globo – 21h
estreia: 3 de abril de 2017

novela de Glória Perez
direção de Davi Lacerda, Luciana Oliveira, Cláudio Boeckel, Roberta Richard e Fábio Strazzer
direção geral de Pedro Vasconcelos
direção artística de Rogério Gomes

Novela anterior no horário
A Lei do Amor

RODRIGO LOMBARDI – Caio
JULIANA PAES – Bibi
EMÍLIO DANTAS – Rubinho
MARCO PIGOSSI – Zeca
ÍSIS VALVERDE – Ritinha
FIUK – Ruy
PAOLLA OLIVEIRA – Jeiza
LÍLIA CABRAL – Silvana
HUMBERTO MARTINS – Eurico Garcia
DAN STULBACH – Eugênio Garcia
MARIA FERNANDA CÂNDIDO – Joyce
DÉBORA FALABELLA – Irene
EDSON CELULARI – Dantas
BRUNA LINZMEYER – Cibele
CAROLINE DUARTE – Ivana
JULIANA PAIVA – Simone
ZEZÉ POLESSA – Edinalva
TONICO PEREIRA – Abel
OTHON BASTOS – Garcia
BETTY FARIA – Elvira
GISELE FRÓES – Cândida
ELIZÂNGELA – Aurora
TOTIA MEIRELLES – Heleninha
JOÃO CAMARGO – Junqueira
LUCI PEREIRA – Nazaré
DANDARA MARIANA – Marilda
GUSTAVO MACHADO – Cirilo
MARIANA XAVIER – Biga (Abigail)
SILVERO PEREIRA – Nonato
CLÁUDIA MELLO – Zuleide
KARLA KARENINA – Dita
PEDRO NERCESSIAN – Amaro
LUA BLANCO – Anita
GABRIEL STAUFFER – Cláudio
DRICO ALVES – Yuri
RAUL GAZOLA – Alan
MICHELLE MARTINS – Shirley
LUCY RAMOS – Leila
ELINE PORTO – Janete
LAÍZE CÂMARA – Francineide
BRUNO BARBOZA – Tatu
o menino JOÃO BRAVO – Dedé (filho de Bibi e Rubinho)
e
ALEJANDRO CLAVEAUX – Vitor (namorado de Jeiza, no início)
XANDE VALOIS – Zeca (criança)
JOÃO GABRIEL BOLSHAW – Ruy (criança)
BENKI PIYÃKO – índio Ashaninka que encontra e toma conta de Ruy e Zeca (crianças) que foram levados pela correnteza do rio

Em A Força do Querer, a autora Glória Perez aborda a diversidade, de tolerância e das dificuldades de compreender e aceitar o que é diferente de nós. E, através da saga de seus personagens, levanta discussões muito presentes no mundo contemporâneo, como a identidade de gênero.
“Escrever novela é uma maneira de conversar sobre o que acontece em torno de nós. Quero abordar a dificuldade que as pessoas têm de conviver com a diferença. Tolerância é a palavra-chave deste trabalho”, ressaltou.

Questionada sobre a questão do gênero abordada na novela, ela continuou:
“Estamos assistindo à desconstrução do gênero e às transformações do mundo atual. Fui atrás de pessoas que vivem isso e conversam abertamente sobre o assunto, ouvi as histórias. (…) A partir do momento em que você percebe que alguma coisa está acontecendo, é preciso falar sobre isso. E a novela é uma maneira de você conversar sobre o assunto. Vamos mostrar as dificuldades que nossa personagem trans passa até perceber o que está se passando. Ivana sente uma incompatibilidade entre o seu corpo e sua mente, mas não entende o que é. Para os pais, toda essa situação também é muito difícil. De repente, toda a vivência com aquela pessoa precisa ser ressignificada. Percebi nas minhas pesquisas que isso é um drama muito grande, principalmente para as mães.”

Sobre o sereismo, Glória comentou de onde saiu a ideia de abordar esse tema na novela:
“Surgiu depois de ver na TV uma mulher vestida de sereia. Pensei: que profissão interessante! Nós nunca mostramos essa profissão em novelas. Não há um ponto de partida. As ideias vão surgindo!”

Para contar as histórias com uma boa dose de encantamento e magia, A Força do Querer traz a riqueza da cultura paraense, a lenda dos botos e das sereias e até a sabedoria da tribo indígena Ashaninka, que vive na fronteira do Acre com o Peru. Sobre a escolha do Pará para a ambientação da novela, comentou a autora:
“O Pará é bem diferente do Amazonas e do Acre. Tem características muito particulares, aspectos muito ricos e interessantes que ainda não foram mostrados nas novelas. A linguagem, a dança, a culinária. Além disso, acredito que a gente escreve melhor sobre aquilo que conhecemos. A região Norte é meu universo e quis mostrar de forma mais aprofundada do que na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes.”

Em Belém, a novela teve cenas gravadas no Mercado do Ver-o-Peso. Entre as locações, estavam o cais do porto, as barraquinhas que vendem alimentos e artesanatos, a parte da venda de banhos de ervas e a feira do açaí.

De Belém, a equipe partiu para Manaus. Em um vilarejo, a uma hora de barco da capital do Amazonas, com apenas 250 habitantes, foram gravadas as cenas da fictícia Parazinho. Vila de Acajatuba, que pertence ao município de Iranduba, tem oito comunidades, e uma delas, a Perpétuo Socorro, foi a escolhida como locação. Praticamente todos os habitantes do lugar participaram das cenas. No centro do vilarejo, foram gravados eventos importantes da trama e tradicionais na região Norte, como a procissão do Círio de Nazaré e a festa do Carimbó, uma dança típica da região.

A Força do Querer é ambientada no Pará apenas nos primeiros capítulos, mas a cultura da região Norte estará presente nos cenários ao longo de toda a novela. As equipes de cenografia e produção de arte fizeram uma verdadeira imersão, que começou seis meses antes do início das gravações com uma viagem para a tribo Ashaninka, na fronteira do Acre com o Peru.

Ísis Valverde e Paolla Oliveira fizeram um laboratório intenso para viverem suas personagens. Ísis aprendeu a nadar com uma cauda de sereia pesada e a permanecer embaixo d’agua em apneia. Paolla treina MMA e treinou com um cachorro e fez aula de tiro no Batalhão de Ação com Cães para sua personagem policial.

A personagem de Ísis Valverde exigiu um esforço imenso da equipe de figurino, que precisou contar com o apoio da área de caracterização de efeitos especiais. O trabalho começou com a confecção da cauda de sereia da personagem e demorou cinco meses para ser concluído. A cauda é feita de silicone e pesa 24 quilos. Duas outras caudas também foram produzidas para as gravações.
“Foram diversos testes e vários processos de confecção, desde o molde no corpo da atriz até o teste final na piscina”, contou Vinicius Vaitsman, caracterizador de efeitos.

O QUERERES – Caetano Veloso (tema de abertura)
SEREIA – Roberto Carlos
DOM DE ILUDIR – Nana Caymmi
PRA VOCÊ – Roberta Sá
DOCE PIMENTA – Maria Rita
SOB MEDIDA – Fafá de Belém
EU SEI DE COR – Marília Mendonça
NÃO QUERO DESPEDIDA – Mumuzinho
SINGULAR – Anavitória
TEM QUE PROVAR QUE MERECE – Xande de Pilares
TINTIM POR TINTIM – Diogo Nogueira
REI SOLANO – Mestre Solano
TRUE COLORS – Cyndi Lauper

Tema de Abertura: O QUERERES – Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim…

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