Sinopse

1º de abril de 1964. Em meio a um incêndio na UNE (União Nacional de Estudantes), os jovens Maria Paixão e José Mariano Guerra se conhecem. Ela, líder do movimento estudantil, ele, um jovem militar da inteligência do exército. Os dois logo se apaixonam, mas vão enfrentar muita coisa para viver esse amor.

Maria Paixão é filha do jornalista Thiago Paixão, que trabalha no jornal “O Brasileiro”, e é casado com Lúcia, professora da universidade, com quem tem mais um filho, João. Thiago é apaixonado pela esposa, mas pensa em um envolvimento amoroso com Marina, a dona do jornal. Já João é um ator que ama a profissão e tem um romance com Stela, uma jovem que não está muito ligada em compromisso. Os dois trabalham no Teatro de Vanguarda, e estão ensaiando para uma próxima peça, dirigida pelo divertido Chico Duarte e escrita pelo dramaturgo Mário Vieira, apaixonado por Maria Paixão. O refúgio dos amigos é a Cantina do Beto Grande, um divertido amigo de todos, que está à procura do filho Miguel, desaparecido há alguns anos.

No teatro também trabalha Miriam, prima de José, e apaixonada por ele. Miriam vive brigando com Nina Madeira, também do teatro, e por quem Beto Grande nutre uma paixão platônica. Nina participa da luta armada e acaba se apaixonando por Telmo, um jovem militar que está infiltrado no grupo de teatro.

José Guerra, é filho do General Alcides Lobo Guerra, um militar que apoiou diretamente o Golpe de 1964. Major do Exército, José sofreu uma grave perda, Cléo sua namorada, foi morta numa chacina promovida por um grupo de perseguição a comunistas. José então busca informações a meio de fazer justiça. Ele vive em pé de guerra com Filinto, seu irmão, um jovem militar que não hesita em abusar do poder, até com a própria mulher, Olivia, uma mulher contestadora que não suporta o marido. Ela divide a casa com Ana, a mulher submissa do General Lobo Guerra.

O casal de comunistas Odete e Carlo Fiel são perseguidos pelo regime. De forma autoritária, os dois são presos pelo delegado Aranha e pelo inspetor Fritz, que em total abuso de poder afastam o casal de suas filhas pequenas, Alice e Lara, que acabam sendo levadas por Filinto, para que Olivia as crie, já que ela não pode ter filhos. Olivia no entanto, ao cuidar das meninas começa a investigar o passado delas, e acaba desagradando seu marido.

Do outro lado da história, encontra-se o casal Jandira e Rubens Batistelli, que juntos organizam tudo para contestar o Regime Militar e acabam perseguidos pela ditadura. Jandira é madrinha de Maria e ela acaba se unindo a eles no Movimento Revolucionário Brasileiro, onde também se unem à luta Bartolomeu, Davi, e a jovem Heloísa, filha do Dr. Rui, um médico que trabalha no Hospital do Exército. Mesmo pertencentes a lados opostos, Maria e José acabam se apaixonando perdidamente um pelo outro, Porém, Mário e Miriam se unem contra esse amor.

A história da luta armada pelos ideais da democracia e liberdade no Brasil; a violência aos direitos humanos e abuso de poder; a luta pela liberdade de expressão por meio da arte e da imprensa; a desagregação de famílias; a força de estudantes engajados que defendem a igualdade social no país; e as atrocidades cometidas contra os presos políticos são alguns dos temas e histórias abordados.

SBT – 22h30 / 23h
de 5 de abril de 2011 a 13 de janeiro de 2012
204 capítulos

novela de Tiago Santiago
colaboração de Miguel Paiva, Renata Dias Gomes e Eliana Garcia
direção de Luiz Antonio Piá e Marcus Coqueiro
direção geral de Reynaldo Boury

Novela anterior
Uma Rosa com Amor

Novela posterior
Corações Feridos

CLÁUDIO LINS – Major José Mariano Guerra
GRAZIELLA SCHMITT – Maria Paixão
THAÍS PACHOLEK – Miriam Santos
LICURGO SPÍNOLA – Rubens Batistelli
LÚCIA VERÍSSIMO – Jandira (Dira)
REYNALDO GONZAGA – General Lobo Guerra
GLAUCE GRAIEB – Ana Guerra
NICO PUIG – Major Filinto Guerra
PATRÍCIA DE SABRIT – Olívia Guerra / Violeta
CLÁUDIO CAVALCANTI – Geraldo Cordeiro
JAYME PERIARD – Delegado Aranha
MÁRIO CARDOSO – Thiago Paixão
FÁTIMA FREIRE – Lúcia Paixão
GISELE TIGRE – Marina Campo Belo
LUCIANA VENDRAMINI – Drª Marcela
GUSTAVO HADDAD – Mário Vieira
PAULO LEAL – João Paixão
JOANA LIMAVERDE – Stella Lira
PATRÍCIA DE JESUS – Nina Madeira / Natasha
FÁBIO VILLA VERDE – Tenente Telmo
CACÁ ROSSET – Beto Grande
CARLOS ARTUR THIRÉ – Chico Duarte
ERNANDO TIAGO – Inspetor Fritz
FÁBIO RHODEN – Bartolomeu
THIAGO PICCHI – Miguel
NICOLE PUZZI – Feliciana
ANTÔNIO PETRIN – Dr. Ruy
IVAN DE ALMEIDA – Coronel Santos
CARLOS DIAS – Diego
DIOGO SAVALLA PICCHI – Padre Bento
PEDRO LEMOS – Padre Inácio
MARILICE COSENZA – Marília
LUI MENDES – Jeová
NATASHA HAYDT – Heloísa
DANI MORENO – Marta
AIMÉE UBACKER – Edith
NATÁLIA VIDAL – Beth
ÉLCIO MONTEZE – Luís
TIAGO ABRAVANEL – Davi
DANIEL MARINHO – Capitão Gabriel Tavares
BRUNA CARVALHO – Lara Fiel
THAYNARA BERGAMIM – Alice Fiel
MARCELO REIS – Couto
ROBERTO SKORA – Major Borges
MARCELO CAMARGO – policial
DIEGO MONTEZ – Gabriel
WALDYR GOZZI – Paulo Arikatan
MARIUSA BREGÔLI – Ivone
MARCELO CAMARGO – Cardoso
ALEXANDRE FREDERICO – Aquiles Lobo Guerra
ISADORA PETRIN – Sônia
REGINA REMENCIUS – Margarida
BLOTA FILHO
e
CAMILA DOS ANJOS – Cléo
CIDINHA MILAN – Madame Lola
GABRIELA ALVES – Odete Fiel
ISADORA RIBEIRO – Bianca
JAEDSON BAHIA – Curió (guerrilheiro treinado em Cuba)
MARCOS BREDA – Carlo Fiel
MÁRIO BORGES – Coronel Demóstenes
ROGÉRIO MÁRCICO – Augusto Fiel
SAMANTHA DALSOGLIO – Vilminha
SOLANGE THEODORO – amiga de Lúcia
VICTOR BRANCO – Mr. Harry

A trama teve início com a Revolução de 1964 e abrangeu o período mais obscuro da ditadura militar, os chamados “anos de chumbo”. O propósito do autor, Tiago Santiago, era fazer uma leitura entre os anos de 1964 a 1971, período mais brutal da repressão.
“A intenção é narrar a história de personagens diretamente ligados ao tema da ditadura, seja a favor ou contra, como militares, guerrilheiros, torturadores, artistas, jornalistas, advogados e estudantes nos anos brutais da repressão”, observou Santiago.

A novela se propôs a levantar discussões sobre as mudanças comportamentais na década de 60, como a liberação da mulher após a pílula, o feminismo, o movimento hippie, a cena teatral e musical, as transformações provocadas pela moda, entre outras revoluções culturais dos anos 60.
“Vamos contar a história do Brasil em uma época de muita turbulência, mas que está praticamente esquecida ou é desconhecida pelas novas gerações”, enfatizou o diretor geral Reynaldo Boury.

O autor explicou que os personagens de Amor e Revolução eram puramente ficcionais e qualquer semelhança com pessoas da vida real era mera coincidência.
“Houve muitos estudantes que foram para a luta armada, muitos militares que ficaram contra o golpe, muita gente na linha-dura e muitos torturadores. Não posso dizer que os personagens são inspirados em uma ou outra pessoa em particular. Ainda que haja coincidências, os personagens são ficcionais, simbólicos e têm vida própria”, afirmou Santiago.

Ao longo da novela os principais fatos históricos e imagens que marcaram o período repressor da ditadura foram mencionados como pano de fundo da trama. Depoimentos de personagens reais que sofreram perseguições e torturas durante o regime ditatorial eram exibidos ao final de cada capítulo.
José Dirceu, Waldir Pires, Rose Nogueira, Denise Santana Fon, Antonio Carlos Fon, Maria Amélia Almeida Teles, Carlos Eugênio Paz, Luiz Carlos Prestes Filho, Ana Bursztyn, entre outros, gravaram relatos nos quais falaram abertamente sobre esta obscura época da história do Brasil.

Um dos maiores chamarizes de Amor e Revolução, estes depoimentos acabaram cortados da novela, sem maiores explicações, a partir de julho de 2011. O SBT deixou de exibi-los porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto. A novela vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não era correto nem justo. Para não ficar só com um lado da história, a produção resolveu abolir os depoimentos.

Apesar do capricho da produção, a novela fracassou no Ibope, o que acabou por gerar um atrito entre o autor Tiago Santiago e o diretor geral Reynaldo Boury. Por várias vezes, Amor e Revolução – uma novela inédita e em horário nobre – chegou a dar menos audiência que as reprises vespertinas de novelas, no SBT.

Na verdade, o tema Ditadura do Regime Militar não foi o suficiente para segurar o telespectador ante direção de atores e texto tão fracos. O autor também foi criticado pelo didatismo de seu texto. Ele argumentou que para aquele tema e aquele público, era necessário explicar muitas das situações apresentadas.

Pesquisas apontaram que o público rejeitava as cenas de violência e tortura. Apesar de “inseridas no contexto”, a sequências eram abundantes na novela e muitas vezes soavam de forma gratuita e/ou sensacionalista. Entre outras mudanças para ajustar a trama ao gosto do público, as cenas mais “fortes” foram devidamente limadas.

No capítulo do dia 12/05/2011, Amor e Revolução mostrou um beijo lésbico entre Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre), o que causou alvoroço e chamou a atenção da mídia para a novela, então com audiência em baixa. A despeito do tabu do beijo gay em novelas brasileiras, o autor não pôde mostrar a mesma cena entre dois homens, os personagens Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). Anunciada de ir ao ar (no capítulo do dia 07/07/2011), a sequência foi vetada pelo SBT. Em nota, a emissora explicou ter tomado a decisão após uma pesquisa mostrar insatisfação “em relação às cenas de violência demasiada e beijo gay explícito, que incomodaram a maioria das famílias brasileiras”.
Mas Tiago Santiago insistiu, e uma segunda cena de beijo entre Marcela e Marina foi gravada e, de novo, vetada pela emissora. Curiosamente, essa sequência chegou a ser disponibilizada no site oficial da novela.

O beijo de Amor e Revolução foi o primeiro beijo entre duas mulheres em uma novela brasileira.
Em 1963, o teleteatro Calúnia, exibido no TV de Vanguarda da TV Tupi, apresentou o primeiro beijo entre mulheres (com Vida ALves e Geórgia Gomide) de nossa Teledramaturgia (mas não era novela).
O primeiro beijo entre homens da Teledramaturgia nacional foi exibido na minissérie Mãe de Santo, da TV Manchete (escrita por Paulo César Coutinho), com os atores Raí Alves e Daniel Barcellos, mas com pouca repercussão.
Em novelas, o primeiro beijo entre homens aconteceu na Globo, em Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, em 2014, entre Mateus Solano e Thiago Fragoso.

No Twitter, o autor chegou a desabafar, afirmando que Amor e Revolução foi a novela mais difícil de sua vida. A decepção no Ibope foi um dos motivos.

Outra trama usada para chamar a atenção do público – mas que teve um efeito contrário, pois “pegou mal” – foi uma sequência que envolveu sexo na sacristia, em que um padre, Inácio (Pedro Lemos) teve relações com uma fiel, Marília (Marilice Cosenza) – que acabou grávida dele.

Amor e Revolução apresentou uma sequência em que fez uso de uma cena de uma novela antiga, através de uma montagem. Stella (Joana Limaverde) é uma atriz de teatro que consegue um papel em uma novela de televisão. Ela vai trabalhar na clássica Redenção, que foi ao ar pela TV Excelsior entre 1966 e 1968. A cena foi uma montagem em que Stella contracena com o ator Francisco Cuoco.

Além das gravações em estúdios e na cidade cenográfica do CDT Anhanguera, Amor e Revolução teve locações externas, com paisagens bucólicas e espaços históricos da cidade de São Paulo. Um sítio localizado em Santana do Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista; uma fazenda de café, em Itu, interior de São Paulo; o Educandário Dom Duarte, na zona oeste da cidade; o Palácio dos Cedros no bairro do Ipiranga; e as Ruas do Comércio e XV de Novembro e o Largo São Franscisco, no centro da capital paulista, foram os espaços escolhidos para compor a narrativa de época da novela.

Amor e Revolução estreou em uma terça-feira, dia 05/04/2011, às 22h15. No dia anterior, segunda, o SBT apresentou um programa especial de uma hora de duração sobre os bastidores da novela e sua temática, a ditadura militar (1964-1985).
O SBT optou por não estrear a novela numa segunda-feira para evitar o confronto com uma Tela Quente especial na Globo. Como era semana de estreia de nova grade na emissora carioca, a expectativa no SBT era que a Globo programasse um filme “campeão de audiência” para aquela faixa.
Também para um melhor desempenho de Amor e Revolução no Ibope, o SBT a exibiu de segunda a sexta, e não de segunda a sábado: a audiência dos sábados costuma ser menor, o que “derruba” a média semanal.

Um mês antes da estreia, e antes mesmo das primeiras cenas serem divulgadas em teasers ou chamadas na programação do SBT, um vídeo com sequências gravadas “vazou” na Internet. O vídeo foi postado no site do Youtube. Estratégia de marketing ou não, o SBT afirmou oficialmente que as imagens haviam sido furtadas.

O produtor executivo Sérgio Madureira – ex-Globo e com mais de 30 novelas globais em seu currículo – faleceu em 30/03/2011, na semana anterior à estreia de Amor e Revolução, após ter ficado por dois meses em coma, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral).

Com direção de Laércio Ferreira, em concordância com Tiago Santiago e Reynaldo Boury, a trilha sonora de Amor e Revolução era composta por grandes sucessos da MPB que marcaram a época do regime ditatorial. Alguns sucessos da época ganharam releituras com novos intérpretes.

O tema de abertura, Roda Viva, composição de Chico Buarque, já havia embalado a abertura de uma outra novela anteriormente: Roda da Vida, da Record, em 2001.

Amor e Revolução ficou mais de 9 meses no ar. A novela estreou em maio de 2011 e foi sendo espichada até janeiro de 2012 – apesar de as gravações terem terminado em 31/08/2011.

Na última semana da novela, o SBT promoveu uma enquete no site da novela para que o público pudesse escolher o destino dos personagens Jandira (Lúcia Verrissimo), Marcela (Luciana Vendramini) e Padre Inácio (Pedro Lemos). Foram gravados dois finais alternativos para cada personagem:
– Jandira deve ficar com Batistelli (Licurgo) ou Bartolomeu (Fabio Rhoden)? (ficou com Batistelli)
– Marcela deve ficar com Marina (Gisele Tigre), a quem ama, ou com Mário (Gustavo Haddad)? (ficou com Marina)
– Padre Inácio deve ou não largar a batina? (largou a batina)

Trilha Sonora

amorerevolucaot
01. RODA VIVA – MPB-4 (tema de abertura)
02. MENINO BONITO – Fernanda Takai (tema de Bartolomeu)
03. ALEGRIA ALEGRIA – Caetano Veloso
04. CÁLICE – Indireto e Pitty
05. O QUE SERÁ (A FLOR DA TERRA) – Chico Buarque e Milton Nascimento
06. NOSSA CANÇÃO (PRESTE ATENÇÃO) – Banda Veja (tema de José e Maria)
07. ESTE SEU OLHAR – Nara Leão
08. LONDON LONDON – Caetano Veloso
09. CORAÇÃO DE PAPEL – Ângela Márcia e Sérgio Reis (tema de Miriam)
10. GITA – Raul Seixas (tema de Nina)
11. VIOLA ENLUARADA – Marcos Valle e Milton Nascimento (tema do núcleo do teatro)
12. APESAR DE VOCÊ – Chico Buarque (coro MPB-4 e Quarteto em Cy) (tema de locação)
13. JOSÉ (JOSEPH) – Rita Lee
14. PRECISO APRENDER A SER SÓ – Elis Regina (tema de Marcela, Thiago e Marina)
15. UNIVERSO NO TEU CORPO – Taiguara (tema de Jandira e Batisteli)
16. VEM QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO – Ultraje a Rigor (tema do núcleo da faculdade)

ainda
A NOITE DO MEU BEM – Dolores Duran
BABY – Mutantes (tema de Stela)
CÁLICE – Chico Buarque
CONSTRUÇÃO – Chico Buarque
CARCARÁ – Edu Lobo (tema da fuga de Batisteli)
DISPARADA – Jair Rodrigues (tema de Geraldo Cordeiro)
DOMINGO NO PARQUE – Gilberto Gil (tema de locação)
MENINO – Milton Nascimento
OPINIÃO – Nara Leão (tema do núcleo do teatro)
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES – Geraldo Vandré
EM SILÊNCIO – Trio Irakitan (tema de Marcela e Marina)
NINGUÉM VIVE SEM AMOR – The Fevers (tema de José)

Tema de Abertura: RODA VIVA – MPB4

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá…

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