Sinopse

Através das lembranças da menina Zélia, desenrola-se o cotidiano da família Gattai, imigrantes italianos que vieram para o Brasil perseguindo o sonho da Colônia Santa Cecília, reduto anarquista, e que viveram em São Paulo nos anos 10 e 20, acompanhando o crescimento da cidade. A relação amorosa com os pais Ernesto e Angelina, e o convívio com a empregada Maria Negra, o Nôno, e os quatro irmãos mais velhos: Remo, Vanda, Vera e Tito.

Ernesto Gattai era o elemento chave da família. Ao seu lado, dona Angelina, mulher forte e sensível que conseguia conviver com os sonhos do marido sem tirar os pés do chão. Lia Victor Hugo e Zola, mas também os folhetins de romances desvairados. Jogava no bicho e estava sempre atraída pelos enterros que passavam diante de sua porta.

Em foco, as brincadeiras de infância, a dura luta dos pais em sustentar a prole, e a paixão de Ernesto pela família, automóveis e o movimento anarquista.

Globo – 22h15
de 7 a 17 de maio de 1984
9 capítulos

minissérie de Wálter George Durst
baseada no romance homônimo de Zélia Gattai
direção de Wálter Avancini, Hugo Barreto e Silvio Francisco
direção geral de Wálter Avancini

NEY LATORRACA – Ernesto Gattai
DÉBORA DUARTE – Angelina
DANIELE RODRIGUES – Zélia
MARCOS FROTA – Remo
CHRISTIANE RANDO – Vanda
LÍLIAN VIZZACHERO – Vera
AFONSO NIGRO – Tito
GIANNI RATTO – Nôno
ZENAIDE PEREIRA – Maria Negra
LUIZ GUILHERME – Orestes
UMBERTO MAGNANI – Tio Guerrando
JOSÉ DE ABREU – Angelim
MARTHA OVERBECK – Margarida
RIO NOVELO – Gino
DENIS DERKIAN – Zé do Rosário
BÁRBARA FAZIO – Ada
HOMERO KOSSAC – Ibrahim
CRISTINA MEDEIROS – Leoni
VERA BARBOSA – Marie
CHRISTIANE TRICERRI – Salma
PAULO HESSE – Amadeo
EUGÊNIA DE DOMÊNICO – Josefina
ANTÔNIO PETRIN – Roque
ADEMILTON JOSÉ – Luís da Farmácia
NEWTON PRADO
Lage
PAULO GORGULHO – Hugo
GEORGE OTTO – Teruccio Celentano
LINDA GAY – Vicenza
LUCINO DI FRANCO – Cláudio
JANE SANTANA – Clélia
ANDRÉA L´ABATTE – Mário Bonfatti
CARLOS CAPELETTI – Miguel
DAVID LEROY – Antônio
JOSÉ BASSETTI – Henrique
SÉRGIO ROPPERTO – Aurélio
SOLANGE THEODORO – Eugênia
VALÉRIA DE ANDRADE – irmã de Ernesto
e
ISABEL RIBEIRO – narradora
apoio
CACHIMBO
JACYRA SCOLA
JOSÉ CERRUTI
LÉA CYNTHIA
MARION DORINI
NORMA CAMPOS
OSMAR DE PIÉRI
OSWALDO CAMPOZANA
PEPONE
RENATA PEREIRA
RIO NOVELLO
SAMANTA
ULISSES BEZERRA
VANDELICI FRAGA
VERA D´AGOSTINO
VIC BARONE
VICENTE BACCARO
VICTOR BARBERIS

Feliz momento da Globo, que apenas pecou em não mostrar na íntegra o trabalho da dupla Durst-Avancini, produzida na unidade autônoma de produção da Globo paulista.

Originalmente concebida como uma novela infanto-juvenil para o horário vespertino, Anarquistas, Graças a Deus encontrou problemas para veiculação de suas imagens. A Globo pensou em recorrer a ela para substituir a novela Sol de Verão, às 20 horas, após a morte do ator Jardel Filho, em 1983. Conseguiu, afinal, estrear um ano após estar concluída, em 8 episódios compactados.

Adaptação notável, perfeita reconstituição de época e exemplar direção de Avancini, principalmente ao dirigir os atores. Todos espontâneos e mágicos, destacando-se a garota Daniele Rodrigues num trabalho inesquecível.

Zélia Gattai, a autora, elogiou a performance de Ney Latorraca, que interpretou seu pai, Ernesto Gattai. Ela enviou ao ator um telegrama quando a minissérie estava terminando: “Se meu pai estivesse vivo, ficaria muito orgulhoso de se ver na TV. Você está perfeito!”

Antigos filmes da época da imigração italiana, trazidos de Roma, serviam de contraponto à história e explicavam o que ocorria em São Paulo no período que se segue à Primeira Guerra Mundial. Cada capítulo da minissérie – que foi tema de reportagens na imprensa italiana – era composto de trechos de documentários e de fragmentos da memória de Zélia, eixos que conduziam a ação e enquadravam cenografia, vestuário, linguajar e sotaques.

Ao contrário do marido Jorge Amado, que não gostava de assistir às adaptações de suas obras, a autora Zélia Gattai não perdeu nenhum capítulo de Anarquistas, Graças a Deus.
“Claro que não deu para ser 100% fiel (ao livro), mas adorei!”, disse ela.

Em função da exibição da minissérie, o livro de Zélia Gattai teve a venda ampliada em 15 vezes.

Reapresentada de dezembro de 1985 a janeiro de 1986, às 16h50, em versão compacta.

Trilha Sonora
anarquistast
01. MATTINATA – Mario Del Monaco
02. COMME FACETTE MAMMETA – Sergio Franchi
03. CORE’NGRATO – Mario Lanza
04. TORNA A SURRIENTO – Beniamino Gigli
05. UNA FURTIVA LAGRIMA – Placido Domingo
06. SANTA LUCIA – Tito Schipa
07. QUEL MAZZOLIN DI FIORI – Luciano Tajoli (tema de abertura)
08. MUSICA PROBITA – Beniamino Gigli
09. UN AMORE COSI’ GRANDE – Mario Del Monaco
10. TARANTELLA – Mangini Coletti
11. O SOLE MIO – Tito Schipa
12. SERENATA – Armando Sorbara
13. E LUCEVAN LA STELLE – Placido Domingo
14. NABUCCO: VA PENSIERO… – Robert Shaw Choracle & Orchestra

Sonoplastia: Adirson Sansão
Direção de sonoplastia: Antônio Faia
Seleção musical: Y. Szapiro e Júlio Medaglia
Apoio musical: Márcio Antonucci
Supervisão musical: Waltel Branco
Produção musical: Júlio Medaglia

Tema de Abertura: QUEL MAZZOLIN DI FIORI – Luciano Tajoli
Quel mazzolin di fiori
Che vien dalla montagna
E guarda ben che no ‘l se bagna
Che lo voglio regalar
Lo voglio regalare
Percheè l’è un bel mazzetto
Lo voglio dare al mio moretto
Questa sera quando ‘l vien
Sta sera quando ‘l viene
Sarà una brutta sera
E perchè sabato di sera
Lu non l’è vegnù da me
Non l’è vegnù da me
L’è andà dalla Rosina
E perchè mi son poverina
Mi fa pianger e sospirar
Mi fa pianger e sospirare
Sul letto dei lamenti
Cosa mai diran le genti
Cosa mai diran di me ?
Diran che son tradita
Tradita nell’onore
E a me mi piange il core
E per sempre piangerà…

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