Por volta do capítulo 40, Janete Clair, em sua estréia na Globo, foi convocada por Glória Magadan - então supervisora de teledramaturgia da emissora - para continuar a história. A frase de Magadan para Janete - "Eu tenho um abacaxi para você!" - virou lenda nos corredores da Globo.
A autora resolveu recomeçar do zero. Para tanto idealizou um terremoto que matava grande número de personagens - por descuido, eliminou o que sabia o segredo da novela. A história então recomeçou com um salto de vinte anos na ação e apenas quatro personagens: os interpretados por Leila Diniz, Henrique Martins, Ênio Santos e Mirian Pires. Leila Diniz passou a interpretar dois papéis: Anastácia, seu papel original, e a filha dela.
A novela não foi um estouro de audiência, mas Janete Clair deu um destino coerente à Anástacia e garantiu sua permanência na Rede Globo, de onde nunca mais sairia.
Em 1998, mais de 30 anos depois do terremoto de Anastácia, na novela Torre de Babel, de Silvio de Abreu, a explosão do shopping prevista no roteiro levou embora vários personagens que não haviam caído no gosto do público. Foi a solução encontrada para levantar a audiência da novela, tal qual acontecera com Anastácia, A Mulher Sem Destino.
A direção de imagem da novela era de Régis Cardoso, nome que ainda se firmaria na Rede Globo como um dos principais diretores de novelas da emissora.