Sinopse

A história de Solano, homem marcado para morrer por conta de uma maldição indígena que assombra sua família há muitas gerações. Mas desta vez
será diferente e ele segue desafiando o destino. O coração do rapaz, um domador de cavalos batalhador e capaz de tudo para combater injustiças, será disputado por Manuela, uma mocinha cheia de atitude, e Estela, mulher misteriosa e descendente distante da tribo que jogou o tal feitiço.

No interior do Brasil, às margens do rio Araguaia, Antoninha, uma mulher de fibra, por volta de seus 70 anos, está gravemente doente, e será a responsável por uma reviravolta na vida dos moradores da região. Ela vive solitária em sua grande estância, dividindo seu espaço apenas com a fiel escudeira Aspásia. Mas essa história promete mudar com a chegada de Fernando, seu único filho.

Junto com o bon vivant Fernando, desembarcarão no Araguaia seu filho, o charmoso Solano, a esposa de Fernando, a bela e jovem Estela, e a mãe de criação dele, Mariquita. Ao chegar à região o trio vislumbra toda a beleza do rio Araguaia: suas praias de areia muito branca e sua água cristalina repleta de turistas, jovens praticando os mais variados esportes. A primeira impressão é de haverem chegado a um paraíso escondido no meio do sertão. Mas logo no início de sua estada, o trio será surpreendido pelas consequências de uma terrível maldição pregada pelos índios da tribo Karuê e que se perpetua há mais de um século na família de Antoninha.

Apesar de ter passado a maior parte de sua vida sozinha, Antoninha sempre teve um admirador não tão secreto: o poderoso proprietário de terras e rico comerciante da região, Max. Por causa do amor não correspondido, Max casou-se com Amélia e teve dois filhos, Manuela e Frederico, mas jamais desistiu de tentar conquistar Antoninha, que sempre o menosprezou. O grande fazendeiro enriqueceu de maneira nebulosa há muitas décadas e manda nas terras e nos moradores da região.

Inconformado com as injustiças sofridas pelos moradores das redondezas do rio Araguaia, o corajoso Solano está disposto a enfrentar o poderoso Max. O jovem irá investir seu tempo e dinheiro e fará de tudo para garantir ao povo condições dignas de vida e trabalho. Com a ajuda da “madrasta” Estela, do padre da região, o dedicado Emílio e da charmosa viúva Janaína, além dos trabalhadores do Araguaia, Solano irá se dedicar à construção de uma cidade pensando na melhoria da qualidade de vida do povo. Esse projeto irá despertar a fúria de Max, que se revelará um inimigo poderoso de Solano.

Para complicar ainda mais o embate entre Max e Solano, o jovem justiceiro vai acabar se apaixonando pela filha do inimigo, a princesinha do Araguaia, Manuela. Apesar das inúmeras diferenças entre Manuela e Solano e de ela já estar comprometida com o genro dos sonhos de seu pai, Vitor os dois não vão conseguir lutar contra esse amor por muito tempo. Mas também não vão conseguir vivê-lo com facilidade. Além de Vitor e Max, Manuela e Solano terão que lidar com um obstáculo chamado Estela. A bela “madrasta” do jovem se aproximará cada vez mais e revelará sua paixão proibida por ele.

Não será só Solano que incomodará Max ao provocar mudanças radicais na vida de seus funcionários. Junto com o jovem empreendedor chegará ao sertão do Araguaia a trupe do Gran Circo Tenório, conduzida por Terê Tenório, descendente de uma linhagem de bufões com origem (diz ela) na Idade Média.
O grupo irá causar muito incômodo a Max ao criticar seu papel como senhor das terras da região em farsas e tragédias encenadas no grande picadeiro. Se para Max o circo representa ameaça, para o povo da região, será garantia de muitas risadas e momentos raros de diversão.

Globo – 18h
de 27 de setembro de 2010 a 9 de abril de 2011
166 capítulos

novela de Walther Negrão
escrita por Walther Negrão, Alessando Marson, Jackie Vellego e Renato Modesto
direção de Fred Mayrink, Luciano Sabino e Alexandre Klemperer
direção geral de Marcos Schechtman e Marcelo Travesso
direção de núcleo de Marcos Schechtman

Novela anterior no horário
Escrito nas Estrelas

Novela posterior
Cordel Encantado

MURILO ROSA – Solano
CLÉO PIRES – Estela / Estrela
MILENA TOSCANO – Manuela
LIMA DUARTE – Max (Maximiliano Martinez)
JÚLIA LEMMERTZ – Amélia
LAURA CARDOSO – Dona Mariquita (Maria Quitéria)
EVA WILMA – Beatriz (Pierina)
THIAGO FRAGOSO – Vítor Vilar
RAPHAEL VIANA – Fred
SUZANA PIRES – Janaína
MARIANA RIOS – Nancy
OTÁVIO AUGUSTO – Padre Emílio
THAÍS GARAYP – Terê
EMÍLIO ORCIOLLO NETTO – Neca Tenório
NANDO CUNHA – Pimpinela
ÂNGELO ANTÔNIO – Delegado Geraldo Luti Filho
GÉSIO AMADEU – Cirso
TÂNIA ALVES – Pérola
TURÍBIO RUIZ – Xamã
FLÁVIA GUEDES – Aspásia
BRUNA MARQUEZINE – Terezinha
LUCIANO SCALIONI – Bruno
MARIA JOÃO CHIAPETA – Glorinha (Sargento Mourão)
YUNES CHAMI – Mamed
ANINHA LIMA – Lenita
THIAGO OLIVEIRA – Tavinho
PAULA PEREIRA – Dora
CINARA LEAL – Safira
RAQUEL VILLAR – Esmeralda
NANDA LISBOA – Ametista
EDUARDO COUTINHO – Ricardo
LUCIANA CARNIELLI – Lurdinha
RICARDO CASTRO – Caroço (Welber)
ISABELLE MARQUES – Cotinha
ADILSON MAGHÁ – Genão (Genésio)
MÁRCIO ROSÁRIO – Veloso
CHRISTOVAM NETTO – Marreta
ALINE BARCELLOS
as crianças
FREDERICO VOLKMANN – Tomé
CADU PASCHOAL – Pedro
DOUGLAS MOREIRA – André
ROBERTA PIRAGIBE – Verônica
BRENDA DINIZ – Maria
LAURA BARRETO – Madalena
LUIGI MATHEUS – Mateus
KARINA FERRARI – Juliana
e
BRUNO PADILHA – falsifica o teste de paternidade de Solano a mando de Max
CLARICE NISKIER – Irmã Dulce (religiosa que leva as crianças do Padre Emílio)
DIOGO OLIVEIRA – Apoena (índio que amou Antônia no passado)
EDSON CELULARI – Fernando (pai de Solano)
HENRI CASTELLI – Rudy (Rudolf)
JONAS MELLO – Bispo Eugênio (chega para investigar o comportamento de Padre Emílio)
JUCA DE OLIVEIRA – Cabo Esquadra (Gabriel, avô de Solano)
LEONA CAVALLI – Marly (mulher de Bento, o falecido marido de Janaína, que vem reinvindicar seus diretos)
LUIZ BACCELLI – médico
LUIZ CARLOS VASCONCELOS – Frei Gusmão (religioso que leva as crianças do Padre Emílio)
MARCELO TORREÃO – orienta Max a respeito das terras da Antoninha
NEUZA BORGES – Ivete (ajuda Solano a encontrar seu avô, Gabriel e o leva ao Araguaia)
PABLO BELLINI – Hector (tentou incluir Nancy numa rede internacional de prostituição)
REGINA DUARTE – Antoninha (avó de Solano)
RICARDO VANDRÉ – Siqueira (trabalha na empresa de Max)
SUYANE MOREIRA – Iaru (índia que joga a maldição sobre a família de Antônia)
THALITA RIBEIRO – Jussara (filha do pai biológico de Ametista)
Antônia (ancestral que deu origem à “maldição das Antônias”)
O rio Araguaia – ou rio das araras vermelhas no dialeto tupi guarani – nasce no estado de Goiás e faz a divisa natural entre Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. Com extensão de 2.114 quilômetros, é considerado um dos rios mais piscosos do mundo. O Araguaia não é tão conhecido como seus irmãos Amazonas ou São Francisco, mas não menos rico em beleza natural, lendas e histórias. E um de seus grandes diferenciais é o turismo em seu período de seca: visitantes e famílias de toda a região, atraídos pelas belas praias, montam acampamentos nas ilhas de areia que se formam em seu leito, transformando o local em um grande centro de lazer.

Essa e outras peculiaridades do rio foram exploradas na novela, com o ecoturismo, a cultura indígena, a imponência dos cavalos e a magia do circo.
“A novela descreve universos muito ricos e mostra um lugar no coração do país pouco explorado pela televisão brasileira”, explicou o autor,
Walther Negrão.

“Essa é uma novela ‘rurbana’, que mostra essa mistura entre tradição e modernidade, urbano e rural, natureza e civilização”, definiu Marcos Schechtman, o diretor, fazendo alusão ao conceito de ‘rurbano’ criado pelo sociólogo Gilberto Freyre, que aponta para a diluição das fronteiras entre o campo e a cidade.
“É um universo totalmente novo e um jeito de mostrar um lado da região do Araguaia que ainda não foi explorado na televisão.”

Na época de sua estreia, Schechtman afirmou que não existiam grandes semelhanças entre Araguaia e o que foi visto quando o autor Benedito Ruy Barbosa e o diretor Jayme Monjardim levaram Pantanal para a tela da TV Manchete, em 1990, chegando a bater a liderança de audiência da Globo.
“São universos diferentes. O Pantanal tem um lado bucólico, uma ancestralidade e arquétipos totalmente rurais. A gente contrasta a natureza linda do Araguaia com a civilização”, comparou.

A exibição em HD (high definition) na faixa das 18 horas, anteriormente prevista para o primeiro semestre de 2011, foi antecipada depois de verificada a alta qualidade das imagens captadas nas primeiras externas de Araguaia.

A história tinha fortes indícios de duas outras obras do autor: as novelas Cavalo de Aço (Globo, 1973) e Ovelha Negra (Tupi, 1975).
Em Cavalo de Aço, tal qual o protagonista Solano (Murilo Rosa) de Araguaia, um forasteiro (Rodrigo, personagem de Tarcísio Meira) chega a uma pequena cidade e se envolve amorosamente com a filha do manda-chuva da região, o vilão – que por sua vez também se chamava Max (Ziembinski em Cavalo de Aço, Lima Duarte em Araguaia).
Em Ovelha Negra, tal qual Solano novamente, um homem (Júlio, personagem de Rolando Boldrin) levanta um povoado em terras inóspitas.

As gravações na região aconteceram na cidade de Pirenópolis, e também em Aruanã e Luiz Alves, dois pequenos municípios no entorno do rio Araguaia que atraem centenas de turistas durante o período de férias. A trama mostrou que o chique por lá era ficar nos acampamentos, muitos deles de luxo, lotados de gente em busca das praias de rio, com direito a jet ski, helicópteros e jacarés.

A cidade cenográfica era formada por casas de palafitas, uma igreja construída com bambu e palha de coqueiro, além da plantação de 2.500 girassóis, cenográficos ou não. Vista de uma perspectiva superior, e com o auxílio da computação gráfica, a cidade tinha o formato de um girassol – as construções no miolo e as plantações como pétalas.

Tudo remetia ao campo nos cenários e direção de arte de Araguaia. Desde reproduções de animais nas paredes a livros sobre cavalos espalhados nos cenários, as influências campestres dominaram a história. Incluindo o figurino de seus personagens, como o da mocinha Manuela (Milena Toscano). Com botas e colete de couro, a jovem veterinária transparecia seu temperamento forte em peças comuns ao ambiente sertanejo.

Uma das maiores preocupações da equipe de produção de arte foi marcar bem a fartura da casa do vilão Max (Lima Duarte). Na mesa havia desde bolos de abóbora, de cenoura e de morango, baba de moça, queijadinha de amendoim, bolo de aipim, torta de maçã e queijo da serra da Canastra, até uma bandeja de cajus. A única peça cenográfica era o cajuzinho do cerrado:
“É uma fruta menor, típica de lá, não deu para arrumar aqui”, justificou a produtora de arte Fernanda Bedran.
E a escolha exagerada dos ingredientes de um mero lanche da tarde tinha outro motivo: contrastar a riqueza da casa com a simplicidade de outras famílias da região do Araguaia.
“Escolhemos tons alaranjados nessa mesa. Até no suco, que na teoria é de mangaba, mas na prática não passa de um industrializado, de caixinha mesmo, sabor pêssego”, entregou Fernanda.

Girassol era o título provisório da novela – nome dado devido à plantação de girassóis existente na fazenda de Max (Lima Duarte).

Alguns detalhes da produção se sobressaíram. Mário Monteiro e Juliana Carneiro mostraram um belo trabalho cenográfico, aliado à direção de Marcos Schechtman, que marcou a produção através de imagens solares que deram certo no passado em produções como O Clone (2001-2002) e A Casa das Sete Mulheres (2003).

Trilha Sonora Nacional

araguaiat1
01. RIOS DE AMOR – Victor & Léo
02. MENTES TÃO BEM (MIENTES TAN BIEN) – Zezé Di Camargo & Luciano (tema de Solano e Estela)
03. COMPANHEIRO – Maria Eugênia (tema de abertura)
04. DISPARADA – Daniel
05. TOCANDO EM FRENTE – Leonardo e Paula Fernandes (tema de locação: Araguaia)
06. O AMANHÃ É TÃO DISTANTE (TOMORROW IS A LONG TIME) – Zé Ramalho (tema de locação)
07. MAIS QUE A MIM (ao vivo) – Ana Carolina (participação especial de Maria Gadú)
08. FOTOS NA ESTANTE – Skank (tema de Fred)
09. JARDINS DA BABILÔNIA – Kid Abelha (tema de Esmeralda, Safira e Ametista)
10. O TEMPO – Móveis Coloniais de Acaju (tema geral)
11. PURO ÊXTASE – Barão Vermelho (tema de Janaína e Nanci)
12. SIMPLES – Manno Góes (tema de Pimpinela)
13. POR ENQUANTO – Cássia Eller
14. FELICIDADE – Antônio Villeroy

Trilha Sonora Sertaneja

araguaiat2
01. ADRENALINA (ao vivo) – Luan Santana
02. PODE CHORAR – Jorge & Mateus
03. BALADEIRA (Ao Vivo) – Jeann & Júlio
04. TÔ VENDENDO BEIJO (ao vivo) – Humberto & Ronaldo
05. XIQUE BACANIZADO (ao vivo) – João Carreiro & Capataz
06. FUTEBOL, CERVEJADA E VIOLA (ao vivo) – Luiz Mazza & Luciano
07. NO PONTEIO DA VIOLA (ao vivo) – Mayck & Lian
08. LABIRINTO (Ao Vivo) – César Menotti & Fabiano
09. AMANHECEU, PEGUEI A VIOLA – Renato Teixeira & Sérgio Reis
10. FORRÓPEANDO – Roberta Miranda e MV Bill
11. LOUVAÇÃO FORRÓ – Agarradinho
12. CATIRANDÊ- Tais Guerino

Trilha Sonora Internacional

araguaiat3
01. RUN TO YOU – Lady Antebellum (tema romântico geral)
02. I NEVER TOLD YOU – Colbie Caillat (tema de Janaína e Fred)
03. MARRY ME – Train (tema de Solano e Manuela)
04. STEAL MY KISSES – Ben Harper and The Innocent Criminals (tema de Neca)
05. COOLER THAN ME – Mike Posner
06. TONIGHT – Alex Max Band
07. MY BABY LEFT ME – Alexxa
08. VALENTINO – Diane Birch (tema de Safira, Ametista e Esmeralda)
09. LOVE ME TENDER – Elvis Presley (tema de Amélia e Vítor)
10. ROLLERBLADES – Eliza Doolittle
11. HAPPY – Marina Elali (tema de Solano e Estela)
12. PRAY FOR YOU – Jaron and The Long Road To Love (tema de Nancy e Pimpinela)
13. THIS IS ME, THIS IS YOU – Marit Larsen (tema de Bruno e Terezinha)
14. BLOWIN’ IN THE WIND – Fiuk (tema de Solano)
15. BABIES IN YOUR DREAMS – Youth Group

Tema de Abertura: COMPANHEIRO – Maria Eugênia

Vai amigo
Não há perigo que hoje possa assustar
Não se iluda

Que nada muda se você não mudar
Ponha alguma coisa na sacola
Não esqueça a viola
Mas esqueça o que puder
E curte pra não morrer

Rasgue as coisas velhas da lembrança
Seja um pouco de criança
Faça tudo o que quiser
E cante que é bom viver…

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