Sinopse

Su-013 foi uma criança pobre, dada como órfã e criada num reformatório gerenciado por seu pai, Zio. Cedo, descobriu-se que ela era especial. Passou a ter treinamento específico para tornar-se um dos Zeladores, na Lua. Aos 9 anos de idade, Su-013 fugiu numa das naves de carga e escondeu-se no Paraíso, vivendo ali e aprendendo a lutar. Ciente de seus poderes, Su-013 tentou viver uma vida normal, mas sempre chamando atenção por sua beleza e inteligência. Assumindo a identidade de Tiazinha, durante algum tempo, trabalhou num supermercado, onde foi encontrada por Bradbury, um gênio que, pouco antes de morrer, instalou sua consciência em vários sites da grande rede de computadores e tornou-se um mestre virtual.

Sempre atuando em causas nobres, Bradbury entra em contato com nossa heroína e Tiazinha passa a fazer parte dos protegidos de Brad, mudando-se para VipSec aos 18 anos, em cuja maior rede de TV torna-se a mais famosa apresentadora de telenotícias, com seu programa GibiTronix. Com Brad combate as grandes corporações que dominam a cidade de Trônix – união de São Paulo com o Rio de Janeiro

Tiazinha é mais rápida, forte e ágil que qualquer ser humano normal. O monitoramento de forças e saúde é feito por Brad e mostrado na tela para os espectadores ficarem sabendo como está a situação. Além da força física e de seu bastão-chicote, Tiazinha emite rajadas energéticas e, com o auxilio de seu uniforme, tem capacidades como a invisibilidade, a explosão energética e o campo de força. Ela tem a ajuda de Zé um cão superpoderoso.

Bandeirantes – 20h
de 4 de outubro de 1999 a março de 2000

criação de L.P. Simonetti e Fábrica de Quadrinhos
roteiros de Mário Teixeira
direção de Del Rangel
produção da TV Bandeirantes e Fábrica de Quadrinhos

SUZANA ALVES – Tiazinha (Su-013)
HENRIQUE MARTINS – Bradbury
CARMO DALLA VECCHIA
CARLOS MARI
CARLOS CAREDA
CARLOS LANDUCCI
KLEBER COLOMBO
ARNALDO BOCCHI
JACQUELINE DALABONA
ANDRÉ ABUJAMRA
e
JOSÉ MOJICA MARINS – Dr. Ziggy
Suzana Alves começou a carreira nos anos 90 lançada por Luciano Huck no Programa H, como a figura da mulher dominadora com chicotinho e máscara preta, depilando rapazes no palco e tornando-se imediatamente símbolo sexual no Brasil. Vestiu-se um pouco mais, abandonou o chicote e “interpretou” Su-013 neste seriado pretensiosamente de ficção científica e sem sucesso.

Uma das táticas da heroína usada para arrancar confissões era amarrar e depilar o criminoso – o mesmo método usado por Tiazinha no Programa H.

Cada episódio iniciava com uma história em quadrinhos e depois passava para ação real.

O rumo do seriado mudou mais tarde, quando Tiazinha voltou ao passado (nosso presente), para continuar lutando pela justiça. Foi a fase As Novas Aventuras de Tiazinha

Marcelo Rúbens Paiva, na Folha de São Paulo de 06/10/1999:
“A máscara do Zorro é uma das marcas da Tiazinha. E seu rebolar é o combustível que detona uma catarse. Ela é um personagem erotizado, criado para dar audiência, porque bunda, no Brasil, faz sucesso e levanta o Ibope. Curiosamente, como acontece com É o Tchan, que nasceu com um pé no lascivo, tenta conquistar o público infanto-juvenil. Em As Aventuras de Tiazinha, que estreou anteontem na Bandeirantes, não tem saracoteio. É infanto-juvenil pseudo-sério. Diferença e vontade. É no futuro, numa cidade de nome Tronix, inspirada em São Paulo. Uns bandidos com cara de mano vão explodir uma estação de energia. Tiazinha, no seu “tiamóvel”, surge do nada e não impede nada. O lance explode mesmo assim. Mas Tiazinha não sofre um arranhão. Ela luta uma arte marcial, dá uma chave de braço num cyberterrorista e anda como se fosse um robô. Não sorri. Tem cara de quem, quando era sobrinhazinha, sofreu. Perdeu sua identidade. Podia, ao menos, rebolar na frente de um bandido e arrancar pêlos de personagens não-virtuais. Nem o chicotinho ela usa. Ela diz, no primeiro episódio: ‘Eu sou muito diferente. Eu tenho vontade própria’. Vamos falar a verdade, que fique só entre nós. A vontade própria dela não é a vontade da audiência? Seu programa, infelizmente, é ruim. É inacreditavelmente trash. A produção deveria recuperar a comicidade que havia na personagem. E a sensualidade. Ela é a recordista da Playboy brasileira, ora! E de sério tem o Jornal Nacional, na mesma ‘tiahora’, no outro ‘tiocanal’.”

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