Sinopse

Despertar as mais diversas sensações nos que a cercam, dentro da sua completa inocência, parece ser o destino da pequena Heleninha, desde o seu nascimento, que acontece no carro de Tonico Ladeira, quando a quase mamãe Ana pega uma estratégica carona para fugir da polícia. Estava selada a união de Ana e Tonico. De motorista a parteiro, Tonico fica irremediavelmente ligado a Heleninha, ainda mais que Ana desaparece.

Ana acaba por repetir a história de sua mãe Laura, que também a abandonou no nascimento. Mas Laura está disposta a conseguir para si a guarda da pequena Helena, sua neta. Novamente o destino dá uma ajudinha, pois mais tarde Ana decide deixar o neném na porta da casa de Laura, sem saber quem é ela. Enquanto isso, vários personagens masculinos disputam a paternidade da criança, pois Ana não faz a mínima idéia de quem seja o pai de Heleninha. Entre eles, Tonico Ladeira, Zezinho, Antônio Antonucci e os irmãos Rei e Rico.

No outro lado da história, a solteirona Ângela sonha com um homem que não conhece e se assusta quando descobre que ele existe. Ângela é uma mulher tímida e reprimida sexualmente que dedicou sua vida a cuidar dos irmãos mais novos, Zetó e Caco. Eficiente secretária, trabalha com Tonico, e apaixona-se por um locutor de rádio, Tonhão, com quem tem sonhos sensuais.

Globo – 19h
de 13 de junho de 1988
a 11 de fevereiro de 1989
209 capítulos

novela de Carlos Lombardi
colaboração de Luís Carlos Fusco
direção de Roberto Talma, Antônio Rangel, Marcelo de Barreto e Paulo Trevisan
direção geral de Roberto Talma

Novela anterior no horário
Sassaricando

Novela posterior
Que Rei Sou Eu?

ISABELA GARCIA – Ana
TONY RAMOS – Tonico Ladeira
DINA SFAT – Laura
MARIA ZILDA – Ângela
ARY FONTOURA – Nero Petráglia
ARMANDO BÓGUS – Liminha
JOSÉ DE ABREU – Tonhão
GUILHERME FONTES – Rei
GUILHERME LEME – Rico
SILVIA BUARQUE – Raio de Luar
RODOLFO BOTTINO – Antônio Antonucci
INÊS GALVÃO – Soninha
LÉO JAIME – Zezinho
MÁRCIA REAL – Walkíria
SEBASTIÃO VASCONCELOS – Tico
NICETTE BRUNO – Branca
FRANÇOISE FORTON – Glória
PATRÍCIA TRAVASSOS – Ester
DÉBORA DUARTE – Joana Mendonça
CARLA MARINS – Sininho
PAULO FIGUEIREDO – Dinho
SILVIA BANDEIRA – Dinha
PAULO GUARNIERI – Nicolau
FELIPE PINHEIRO – Ladislau
JORGE FERNANDO – Zetó
TARCÍSIO FILHO – Caco
CLÁUDIA MAGNO – Gilda
DEBORAH EVELYN – Fânia
ILVA NIÑO – Mainha
JOÃO SIGNORELLI – Celso
IRVING SÃO PAULO – Bad Cat
ANDERSON MÜLLER – Bad Boy
CRISTINA SANO – Grega
FÁBIO PILLAR – Amado
CHIQUINHO BRANDÃO – Joca
LEINA KRESPI – Vespúcia
EDSON SILVA – Severo
CARLA TAUSZ – Elza
as crianças
BEATRIZ BERTÚ – Heleninha
ADRIANA VALBON – Heleninha
CAROLINE – Heleninha
ROBERTO – Heleninha
JOÃO REBELLO – Juninho
CATARINA DAHL – Flávia
e
ALEXANDRE ZACCHIA – policial
ALFREDO MURPHY – advogado de Laura
ÂNGELA FIGUEIREDO – Tânia
ANTÔNIO PEDRO – Dr. Valcourt
BEATRIZ LYRA – médica
BEL KUTNER – Laura (jovem)
CARLOS EDUARDO DOLABELLA – Augusto
CATALINA BONAKY – velha
CRISTIANE LOPES – Ana (criança)
EDUARDO GUERRA – médico
EMILIANO QUEIROZ – Brito
EVANDRO MESQUITA – cicerone
FÁBIO SABAG – Dr. Valcourt II
GERMANO FILHO – cozinheiro
GUILHERME MARTINS – supervisor do hospital
HUGO GROSS – recepcionista do hotel
JOYCE DE OLIVEIRA – Srª Prado Almeida
LUIZ HENRIQUE – farmacêutico
LUIZ MAGNELLI – maître
MARCOS WAIMBERG – Leonel
MARIA ALICE VERGUEIRO – funcionária do presídio onde Ana vai presa
MARIA HELENA VELASCO – delegada
MILTON DOBBIN – médico
MOACYR DERIQUÉM – Dr. Lúcio
MOZART RÉGIS – gerente de rádio
PASCHOAL VILLABOIM – cobrador
PAOLETTE – Osvaldão
PEDRO CARDOSO – Flávio
ROSITA TOMAZ LOPES – Dona Maria Clara
TEREZA RACHEL – Eva (mãe de Joana Mendonça)
THELMA RESTON
TONICO PEREIRA – Válter
VERA HOLTZ – Madalena (vizinha de Ana)
VICENTE GONÇALVES – Liminha (jovem)
WALMIR SANTOS – zelador do Juizado de Menores
ZÉ PREÁ – velho

– núcleo de ANA (Isabela Garcia), moça corajosa, que enfrenta tudo. Motorista, perdeu o emprego quando engravidou. Envolve-se em um assalto e passa a ser perseguida pela polícia. Dá a luz durante a fuga. Deseja uma vida tranquila à filha recém-nascida, o que acredita não ser possível a seu lado. Por uma ironia do destino, deixa a bebê na porta da casa de sua mãe biológica, que não conhecia:
a filha pequena HELENINHA (Adriana Valbon / Beatriz Bertu)
a mãe de criação MAINHA (Ilva Niño), mulher humilde e sofrida que criou os filhos com grande dificuldade
o irmão adotivo CELSO (João Signorelli), filho de Mainha, um marginal com quem entra em conflito por não concordar com a sua maneira de levar a vida
o marido ZEZINHO (Léo Jaime), um fora-da-lei atrapalhado, mas de bom coração, amigo de Celso apesar de serem bem diferentes. Tudo em que se mete dá errado. Não se conforma por tê-la metido em confusões com a polícia
os comparsas de Zezinho, BAD CAT (Irving São Paulo) e BAD BOY (Anderson Müller), tão atrapalhados quanto ele
a advogada GILDA (Cláudia Magno), a defende dos crimes que é acusada.

– núcleo de TONICO LADEIRA (Tony Ramos), marqueteiro político, é um sujeito inseguro, mas mandão e autoritário no trabalho. Consumista e hipocondríaco. Fala rapidamente e se atropela com as palavras. Tinha acabado de perder o emprego quando foi feito refém por Ana na fuga da polícia. Presos em um engarrafamento, ajuda a moça a ter o filho dentro do carro. Fica irremediavelmente ligado a ela. Eles acabam se reencontrando nas situações mais inusitadas:
a mulher SONINHA (Inês Galvão), ex-miss Osasco, fútil, perua, deslumbrada e pouco inteligente. O casal vive uma relação conturbada e desgastada
o filho JUNINHO (João Rebello), sofre com o descaso dos pais, fazendo tudo para chamar a atenção deles.

– núcleo de LAURA (Dina Sfat), mulher dura e fria, ficou rica dando o golpe do baú, assumido por ela abertamente. O marido desapareceu há muitos anos. Possui um passado nebuloso e não se conforma de ter abandonado a filha, Ana, quando ainda neném. Seu maior desejo é encontrá-la. Começa a amolecer o seu temperamento quando a neta vai morar com ela, deixada pela própria filha na porta de sua casa sem que ela soubesse. Cria Heleninha como uma forma de amenizar sua culpa. Quando Ana voltar para reaver a filha, vai travar uma batalha judicial contra ela pela guarda da bebê:
o ex-marido LIMINHA (Armando Bógus), desligado das coisas práticas do mundo, já foi comunista e, depois, hippie. Desapareceu há vinte anos, sem deixar vestígios, até que reaparece inadvertidamente
o ex-sogro NERO PETRÁGLIA (Ary Fontoura), figura tragicômica, com quem mora, com quem implica, mas por quem tem carinho. Ex-ator, um grande canastrão, não aguentou o fim do teatro antigo. Está afastado há vinte anos da profissão, teima em voltar, mas não consegue reconquistar seu espaço. Na verdade, não assume a velhice. Passou a beber além da conta e recitar trechos inteiros de Shakespeare
a filha RAIO DE LUAR (Silvia Buarque), com quem vive em atrito, pelo gênio intempestivo dela. Fruto da geração hippie, daí seu nome. Radical, critica a família a todo instante, mas não abre mão dos confortos e das mordomias
os enteados NICOLAU (Paulo Guarnieri), um puxa-saco, sempre quer agradar todo mundo,
e LADISLAU (Felipe Pinheiro), tem ataques de sonambulismo, quando é capaz de fazer coisas das quais depois se envergonha
a empregada VESPÚCIA (Leina Krespi), sua cúmplice
o mordomo SEVERO (Edson Silva), cuida de Nero em suas bebedeiras
a babá de Heleninha, ELZA (Carla Tausz).

– núcleo de ÂNGELA (Maria Zilda), moça tímida, romântica e reprimida sexualmente. Solteirona, dedicou a vida a criar os irmãos mais novos, desde a morte dos pais, e acabou voltando-se totalmente para a casa e o trabalho. Não se acha capaz de despertar o interesse de qualquer homem. É uma secretária eficiente, a princípio de Tonico. Apaixona-se pela voz de um locutor de rádio, com quem tem sonhos e delírios sensuais:
os irmãos ZETÓ (Jorge Fernando), divide com ela a responsabilidade da casa, só que, ao contrário dela, não abriu mão de sua vida própria
e CACO (Tarcísio Filho), o caçula. Mimado e esperto, aproveita-se da bondade da irmã para levar uma vida folgada
o ex-noivo ANTÔNIO ANTONUCCI (Rodolfo Bottino), ainda apaixonado por ela, a persegue. Envolve-se também com Ana.

– núcleo de TONHÃO (José de Abreu), longe da família há muito tempo, sem dar notícias. É o locutor da rádio por quem Ângela se apaixona, o personagem dos sonhos dela. Ao conhecê-la, acaba se encantando por ela – para a total surpresa dela:
o pai TICO (Sebastião Vasconcelos), com quem sempre teve uma relação difícil. No início, cumpria pena na prisão. É um homem ríspido, que não está acostumado a gestos de carinho
os irmãos mais novos: RICO (Guilherme Leme), desde que o pai foi preso e o irmão mais velho sumiu, cuida do caçula como um verdadeiro pai. Trabalhador, só demonstra irresponsabilidade quando se envolve com garotas: deixa tudo de lado para “levar uns coelhos”,
e REI (Guilherme Fontes), não conta com a presença do pai, preso, nem do irmão mais velho, desaparecido. Conta apenas com o irmão Rico. Apesar de mais novo, tem mais responsabilidade do que ele. No fundo, inveja a facilidade que ele tem para se relacionar com garotas. Apaixona-se por Raio de Luar
a amiga de Rico e Rei, GREGA (Cristina Sano)
a sexóloga FÂNIA (Deborah Evelyn), que estuda o comportamento sexual dos homens, por isso se aproxima de Rico e Rei, depois de Tonhão, quando ele reaparece na vida dos rapazes.

– núcleo de BRANCA (Nicette Bruno), mãe de Tonico e mais duas filhas. Preocupa-se em exagero com a prole, considerando que os filhos são dependentes dela. Ficou viúva há muitos anos e só agora se dá conta de que não se permitiu se relacionar com o vizinho Tico, com quem tivera um caso no passado:
as filhas GLÓRIA (Françoise Forton), separada do marido. Dependente, precisa de alguém em volta, cuidando dela,
e ESTER (Patrícia Travassos), trabalha no escritório com Ângela. Domina o marido, em quem manda e desmanda
o genro AMADO (Fábio Pillar), marido submisso de Ester, parece não se incomodar com essa situação
a neta FLÁVIA (Catarina Dahl), filha de Ester e Amado, muito ligada ao primo Juninho
o ex-marido de Glória, JOCA (Chiquinho Brandão).

– núcleo de WALKÍRIA (Márcial Real), dona da empresa de marketing político onde Ângela é secretária e Tonico trabalhava no início. Matriarca da família, toca os negócios da empresa. É uma figura forte e dominadora. Foi apaixonada por Nero no passado, mas reluta em aceitar uma nova relação com ele depois de tantos anos:
o filho DINHO (Paulo Figueiredo), dominado pela mãe, só se solta quando ela não está por perto. Deveria cuidar dos negócios, mas, na prática, isso não acontece porque é um incompetente
a nora DINHA (Silvia Bandeira), fútil e alienada, forma com o marido Dinho um par divertido
a neta SININHO (Carla Marins), puxou aos pais: desligada das coisas à sua volta. É muito amiga de Raio de Luar, apesar de terem temperamentos completamente diferentes. Envolve-se com Rei
a funcionária JOANA MENDONÇA (Débora Duarte), que substitui Tonico em seu cargo quando ele é demitido. Competente, firme e dura, mas de bom coração. Adora futebol e foi treinadora de um time no Rio de Janeiro, de onde veio para assumir a posição no escritório em São Paulo. Procura ajudar Ângela, sua secretária, a ficar mais à vontade. Na verdade, tem uma quedinha por ela.

Uma novela anárquica, repleta de ação, diálogos irônicos, traçada com muita criatividade pelo autor, que definia aqui seu estilo peculiar, iniciado modestamente em Vereda Tropical (1984-1985) e perpetuado em seus trabalhos posteriores: Perigosas Peruas (1992), Quatro por Quatro (1994-1995), Vira-lata (1996), Uga Uga (2000-2001), Kubanacan (2003-2004) e outras.

A bebê Heleninha servia para unir os diversos núcleos da história, apresentados em um texto inquietante, ágil e sarcástico, com pitadas sentimentais e melodramáticas.

Cinco crianças se revezaram no papel da menina Heleninha, em diferentes fases de seu crescimento: Adriana Valbon e Roberto (enquanto bebê de colo), e Caroline e Beatriz Bertú (quando Heleninha começa a engatinhar). Mas foi a menina Beatriz Bertú (da última fase e a que ficou mais tempo no ar) que encantou a todos: o elenco, a produção da novela e, principalmente, o público. Beatriz cresceu e seguiu a carreira de atriz.

Tony Ramos exercitou sua veia cômica compondo um Tonico Ladeira de forma inusitada. Carlos Lombardi escreveu o personagem pensando em dar ao ator um papel que ele nunca tinha vivido até então, o de um rapaz muito ansioso e cheio de manias. Segundo Lombardi, ele seria uma mistura da personalidade do próprio autor com a do diretor Roberto Talma.
Por sua atuação na novela, Tony Ramos foi premiado com o Troféu Imprensa de melhor ator de 1988.

Em 2006, Lombardi praticamente reeditou Tonico Ladeira em sua novela Pé na Jaca, com um personagem muito semelhante: Arthur Fortuna, vivido por Murilo Benício.

Destaque também para a relação fraternal dos irmãos Rico e Rei, interpretados por Guilherme Leme e Guilherme Fontes. A dupla popularizou o bordão “levar uns coelhos”, que na novela significava “transar”.

Os sonhos da reprimida Ângela (Maria Zilda), nos quais ela libera sua sensualidade e dá vazão às fantasias, verdadeiros filmes, eram dirigidos por Paulo Trevisan, diretor de clipes musicais, que deu um tratamento ágil às histórias criadas pelo inconsciente da personagem.
Novamente o autor reeditou uma personagem: em 2000, a Maria João (Vivianne Pasmentar) de Uga Uga lembrava muito a Ângela de Bebê a Bordo.

Carlos Lombardi afirmou que Bebê a Bordo sofreu cortes da Censura. Algumas cenas com a atriz Carla Marins, por exemplo, não foram levadas ao ar. O diretor Roberto Talma corrobora a informação. Ele precisou ir a Brasília para assegurar a exibição da novela. A Censura queria liberar a trama para as 21 horas, mas a emissora havia se programado para exibi-la às 19. Talma precisou cortar cenas, como a de uma briga que envolvia Ana (Isabela Garcia), mas conseguiu liberar a novela. (*)

Bebê a Bordo teve um final triste, tipo “a novela não acaba por aqui”: Laura (Dina Sfat) conseguiu a guarda de Heleninha e, com isso, ela e Ana (Isabela Garcia) não se entenderam. Ana, Rico e Rei planejaram uma fuga com a bebê, mas capotaram o carro, que caiu de uma ponte. Rico e Rei, que haviam casado um dia antes, foram dados como mortos e suas mulheres, Sininho (Carla Marins) e Raio de Luar (Silvia Buarque), acreditaram ter ficado viúvas. Ana levou um tiro na fuga e depois renunciou ao amor de Tonico, que continuou apaixonado por ela. Rico e Rei fugiram para o Paraguai com Heleninha, guardando-a para Ana. A novela terminou com a menina dando um beijo num quadro com o rosto de sua mãe pintado.

As gravações do parto de Heleninha (exibido no primeiro capítulo) pararam a Zona Oeste de São Paulo: foi gravado na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Avenida Nove de Julho, e na Rua Augusta. (*)

Os lenços usados na cabeça por Rei fizeram grande sucesso na época. Ele e seu irmão, Rico, andavam meio largados, sem muita preocupação com a estética. Carlos Lombardi os descrevia como neo-hippies. A figurinista Sônia Soares sugeriu o lenço para o personagem de Guilherme Fontes por conta da profissão dele: o rapaz era entregador de pizza e, como tinha cabelo longo, não podia correr o risco de deixar cair nenhum fio no alimento. (*)

O título da novela – Bebê a Bordo – foi uma ideia de Boni, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.
O nome primeiramente pensado para a novela, Filha da Mãe, foi proibido pela Censura da Nova República, que justificou o seu veto: “O título, no contexto, sugere ‘… expressão eufemística para filho da puta’ (Novo Dicionário Aurélio), sendo, portanto, apelativo’“. (Cláudio Ferreira em “Beijo Amordaçado – A Censura às Telenovelas Durante a Ditadura Militar”)
Este, por sua vez, acabou sendo usado em 2001 para uma novela de Silvio de Abreu: As Filhas da Mãe.

Bebê a Bordo foi o último trabalho da atriz Dina Sfat na TV, falecida em 20/03/1989 (pouco mais de um mês após o término da novela), vítima de câncer.

Bel Kutner (filha de Dina Sfat e do ator Paulo José), em uma de suas primeiras aparições em TV, fez participações especiais como Laura (Dina) jovem, em cenas de flashback.

O ator-diretor Jorge Fernando, que trabalhou em Bebê a Bordo como ator, deixou a novela antes de seu término para dirigir a trama substituta no horário: Que Rei Sou Eu?.

Bebê a Bordo foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 09/11/1992 e 12/03/1993.
Também reprisada pelo Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo), a partir de 15/01/2018.

(*) Fonte: site Memória Globo.

Trilha Sonora Nacional

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01. MORDIDA DE AMOR – Yahoo (tema de Ângela)
02. ADORO – Léo Jaime (tema de Ana e Zezinho)
03. QUASE NÃO DÁ PARA SER FELIZ – Dalto (tema de Ana)
04. PRECISO DIZER QUE TE AMO – Marina (tema de Ana e Tonico)
05. O BECO – Os Paralamas do Sucesso (tema de Rico e Rei)
06. RENDEZ VOUS – Carla Daniel (tema de Rei e Raio de Luar)
07. AS BRUXAS – Beto Saroldi (tema das cenas de ação)
08. AMOR BANDIDO – Joanna (tema de Ester)
09. DE IGUAL PRA IGUAL – José Augusto (tema de Soninha)
10. ME AME OU ME DEIXE – Wanderléia (tema de Branca)
11. VIVER E REVIVER – Gal Costa (tema de Liminha)
12. RONDA – Emílio Santiago (tema de Laura)
13. ME DÁ UM ALÔ – Solange (tema de Glória)
14. AMOR E BOMBAS – Eduardo Dussek (tema de abertura)

Trilha Sonora Internacional

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01. I DON’T WANT TO GO ON WITH YOU LIKE THAT – Elton John (tema de Rico)
02. BUILD – Housemartins (tema de Ana)
03. 1, 2, 3 – Gloria Estefan & Miami Sound Machine
04. I WONDER WHO SHE’S SEEING NOW – Temptations
05. LE BAL MASQUÉ – La Compagnie Créole
06. SO LONG – Eddy Benedict (Edinho Santa Cruz) (tema de Sininho)
07. DOWNTOWN LIFE – Daryl Hall & John Oates (tema de Rei)
08. I DON’T WANT TO LIVE WITHOUT YOU – Foreigner (tema de Tonico e Ângela)
09. I’M NO REBEL – View From the Hill (tema de Raio de Luar)
10. NO PAIN (NO GAIN) – Betty Wright (tema de Gilda)
11. STRANGELOVE – Depeche Mode (tema geral)
12. QU’EST-CE QUE TU FAIS? – Formule II (tema da lambateria)
13. NEVER TEARS US APART – INXS (tema de Rei e Raio de Luar)
14. ELECTRICA SALSA – Off (Sven Väth) (tema de Ângela e Tonhão)

Trilha Sonora Complementar: Lambateria Tropical

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01. ODÉ E ADÃO – Luiz Caldas
02. KIRICA NA BUSSANHA – Gerônimo
03. UMA HISTÓRIA DE IFÁ (EJIGBÔ) – Margareth Menezes
04. LÁ VAI O TRIO – Banda Tomalira
05. TE AMO (THE RETURN OF LEROY PT.1) – Ademar e Furta Cor
06. BAGDÁ – Banda Mel
07. VAI LÁ MANÉ – Chiclete com Banana
08. JEITO DE CORPO – Banda Cheiro de Amor
09. CARAMBA – Missinho
10. ISSO É BOM (CUISSE LÁ) – Avatar
11. VEM VER (YO VOUAI OU) – Fogo Baiano
12. RALA-COXA – Djalma Oliveira
13. SHAULIN-NAGÔ – Sarajane
14. LIBERTEM MANDELA – Banda Reflexu’s
15. BUNDA LÊ-LÊ – Os Paralamas do Sucesso

Direção musical: Márcio Antonucci
Supervisão musical: Wálter D’Avilla Filho
Seleção musical da trilha internacional: Sérgio Motta
Sonoplastia: Jenny Tausz

Tema de Abertura: AMOR E BOMBAS – Eduardo Dussek

O nosso amor
É um bebê tentando respirar
Enquanto isso eu passo longe a berrar
Bombas explodem
E granadas nos fazem beijar
Com mais ardor
Sem violência contra o nosso amor
Sua ausência é o meu terror
E a ciência não achou melhor remédio
Do que “I love you”
Para curar o mal que o mundo contraiu
Poder fazer da má notícia
Um pensamento, que delícia!
Seus olhos são dois milhõezinhos de dólares
Que assaltei com beijos metralhadores
À mão armada
De carinho que não bate
Bomba de chocolate
Meu amor!…

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