Sinopse

A cidade de Doce Horizonte une de um lado os jovens antenados da era digital e empresários do centro urbano, e do outro os moradores de uma propriedade rural. Duas realidades que fazem parte do dia-a-dia de Dulce Maria (Lorena Queiroz), garotinha carismática e sapeca, carinhosamente chamada pela mãe de Carinha de Anjo. Ela é filha única de Gustavo Lários (Carlo Porto), bem-sucedido empresário da cafeicultura brasileira, e da mexicana Tereza (Lucero), mãe acolhedora de sábios conselhos e voz adorável, que faleceu num acidente quando Dulce Maria tinha apenas três anos. Traumatizado com a tragédia, Gustavo deixou a filha em um colégio interno católico rural e mudou-se para a Espanha. Durante dois anos, viveu isolado da família.

Na ausência do pai, Dulce Maria contou com o afeto e os cuidados de Estefânia (Priscila Sol), prima de Gustavo (apelidada por ela de “Tia Perucas”) que é cheia de estilo, com um visual monocromático da cabeça aos pés que reflete seu humor. Recebeu ainda a atenção do Padre Gabriel (Alcemar Vieira), seu tio paterno, e de todas as freiras e noviças do internato onde vive e estuda. Quase todas as noites, Dulce Maria sonha com Tereza. Elas se encontram numa lúdica casa de bonecas. Lá, mãe e filha vivem momentos mágicos, emocionantes, divertidos e a pequena Dulce é sempre abastecida de afeto e conselhos.

No colégio, a menina é muito querida por todos. Criativa nas aventuras, vive se metendo em encrenca. É lá que ela recebe o carinho maternal da noviça Cecília (Bia Arantes), professora dedicada e protetora. Também tem como parceira de travessuras a irmã Fabiana (Karin Hils), uma noviça engraçada que comanda o coral do colégio. Já a Madre Superiora (Eliana Guttman), diretora do internato, não esconde seu afeto especial pela menina, mas também não deixa de passar os sermões e exigências sempre que necessários.

A história começa quando Gustavo resolve voltar para Doce Horizonte e mostrar que cometeu um erro ao se afastar da filha. Recuperado da depressão após a morte de Tereza, ele retorna determinado a reconstruir a vida ao lado de Dulce Maria. Mas ele não volta sozinho. Nicole (Dani Gondim), a nova namorada, esbanja beleza, porém nenhuma vocação para a maternidade. O que o empresário não sabe é que Nicole só está interessada no status e dinheiro que pode ter se casando com ele. Haydée (Clarice Niskier), a mãe de Nicole, e Flávio (Eduardo Pelizzari), o irmão, paparicam Gustavo e sonham em se dar bem com a união do casal.

Dulce Maria rejeita a ideia de ver o pai casado novamente. Ela tem medo que ele nunca mais se lembre da mãe dela. É nos braços de Cecília que a menina encontra segurança. A noviça é a única que ela sonha em ter como segunda mãe, ao contrário de Nicole, com quem tem desavenças e nenhuma afinidade. Os conflitos e questionamentos sobre a vocação religiosa de Cecilia são constantes e, com o tempo, ela se vê dividida entre a religião e seus sentimentos velados por Gustavo. O empresário também não consegue esconder o fascínio que sente pela professora da filha desde o primeiro instante em que a encontra. Mas ele sabe que não pode alimentar um amor proibido.

SBT – 20h30
estreia: 21 de novembro de 2016

adaptação de Leonor Corrêa do original mexicano Carita de Ángel
supervisão de texto de Íris Abravanel
colaboração de André Rodrigues, Flávio Queiroz, Marina Pedral e Natália Piserni
direção de João Batista, Mário Moraes, Roberto Menezes e Vanessa Arruda
direção geral de Ricardo Mantoanelli

Novela anterior
Cúmplices de um Resgate

LORENA QUEIROZ – Dulce Maria

LUCERO – Tereza Rezende Lários
CARLO PORTO – Gustavo Lários
BIA ARANTES – Irmã Cecília Santos
DANI GONDIM – Nicole Escobar
PRISCILA SOL – Estefânia (Tia Perucas)
ALCEMAR VIEIRA – Padre Gabriel
MAISA SILVA – Juju Almeida
JEAN PAULO CAMPOS – Zeca
ELIANA GUTTMAN – Madre Superiora (Maristela Lopes)
KARIN HILS – Irmã Fabiana
CAMILO BEVILACQUA – Pascoal Gomes
CLARISSE NISKIER – Haydée Escobar
DUDU PELIZZARI – Flávio
ÂNGELA DIPP – Rosana Almeida
THIAGO MENDONÇA – Vitor Gamboa
CRISTINA MUTARELLI – Solange Ortiz
JOSÉ RÚBENS CHACHÁ – Delegado Peixoto
CARLOS MARIANO – Ribeiro
BRUNO LOPES – Dr. André Renato Vieira
BLOTA FILHO – Silvestre
CAROL LOBACK – Francyele
EDDIE COELHO – Inácio de Oliveira
CAMILLA CAMARGO – Diana
RAI TEICHMAM – Fátima Santos
BRUNA XIMENES – Irmã Rita
RACHEL RENNHACK – Irmã Ana
LARISSA DIAS – Irmã Luzia
GUILHERME GORSKY – Cristóvão Valdez
SILVIA FRANCESCHI – Silvana Soares
ELISA BRITES – Verônica Mathias

e as crianças
GABRIEL MILLER – Emílio
LEONARDO OLIVEIRA – Zé Felipe
RENATA RANDEL – Bárbara
SIENA BELLE – Frida
MARIANNA SANTOS – Adriana
HELENA LUZ – Lúcia
VALENTINA RODARTE – Valentina
MARIA EDUARDA SILVA – Duda

Adaptação da novela mexicana Carita de Ángel, produzida pela Televisa entre 2000 e 2001 e exibida no Brasil, pelo SBT, entre 2001 e 2002 – que, por sua vez, é uma adaptação do original argentino Papá Corazón, de Abel Santa Cruz, que ganhou uma versão brasileira pela TV Tupi, Papai Coração, em 1976, com Narjara Turetta como a menina protagonista.

As tramas da atual Carinha de Anjo e de Papai Coração são as mesmas: a menina (Narjara Turetta/Lorena Queiroz) que conversa com a mãe falecida (Arlete Montenegro/Lucero), cujo pai (Paulo Goulart/Carlo Porto) está de casamento marcado com outra mulher (Joana Fomm/Dani Gondin) mas se apaixona por uma noviça professora da garotinha (Selma Egrei/Bia Arantes).

“Carinha de Anjo é uma novela doce, emocionante, divertida e musical. Crianças e adultos vão se divertir com as aventuras de Dulce Maria e se identificar com as novas famílias que integram essa versão da novela”, afirmou a adaptadora Leonor Corrêa sobre a primeira telenovela de sua carreira.

O SBT lança um novo talento para viver a protagonista de Carinha de Anjo: a menina Lorena Queiroz, de cinco anos.
“Fico encantada com o talento, carisma e dedicação dela. Esse é um trabalho que envolve a família da Lorena e todos esses profissionais que acompanham o dia a dia dos ensaios, preparação, bastidores, gravação, até a edição e sonorização final. Ela é mesmo uma carinha de anjo!”, elogiou Leonor Corrêa.
“Precisamos respeitar seus limites e ao mesmo tempo explorar o que ela tem de melhor: a espontaneidade. Agora que ela está super adaptada, se revelou uma atriz criativa e que tem sempre uma frase ou ação para agregar nas cenas. Isso é mágico e contagiante”, revelou o diretor Ricardo Mantoanelli.
“Dulce Maria exigia que a atriz reunisse uma série de qualidades que iam além do carisma, pois exigia maturidade, sem que isso a fizesse perder a criança que ela é. Encontramos isso na Lorena”, garantiu a diretora de elenco Márcia Ítalo.

A novela tem uma estrela internacional no elenco: a atriz, cantora e apresentadora mexicana Lucero – que foi atriz-mirim, participou da novela mexicana Chispita, exibida pelo SBT nos anos 80. Ela é a intérprete de Tereza, mãe da Carinha de Anjo. A equipe da novela conta como foi o processo de adaptação para essa personagem.
“Quando o diretor de Planejamento Artístico e Criação do SBT, Fernando Pelegio, sugeriu o nome de Lucero, ficamos todos muito empolgados, já que a atriz é querida do público brasileiro. A Lucero fala bem o português, mas é claro que o perfil de Tereza foi adaptado. A personagem nasceu no México, mas foi criada no Brasil”, contou a autora.
“É um privilégio trabalhar com ela. De cara virou uma espécie de madrinha do elenco e equipe. É doce, ativa, atenta a direção e possui energia de criança. Por isso foi imediata a química entre ela e Lorena”, elogiou o diretor.

O bem-estar do elenco mirim é um dos pilares das produções infantis do SBT. Por isso, além das crianças gravarem no máximo seis horas por dia, também possuem uma equipe qualificada que trabalha pelo desenvolvimento do dia a dia desses novos talentos. A emissora promove ainda palestras profissionais para instruir e orientar os pais dessas crianças. A fonoaudióloga Camila Mercatelli, a psicóloga Rosa Maria Naccarato, o preparador de elenco Ariel Moshe, a coach infantil Gisele Ramos e o professor de dança Eudóxio Júnior estabelecem um diálogo diário com o elenco e também com os pais dos atores mirins. O elenco adulto também recebe um cuidado especial, pois precisa entender e se adequar às dinâmicas necessárias para o trabalho com as crianças.

A direção musical da novela é assinada por Arnaldo Saccomani e Laércio Ferreira, com uma trilha sonora de canções inéditas e versões que não fizeram parte da novela original mexicana, com exceção da música de abertura, que desta vez foi regravada em português e também em espanhol, na voz de Lucero.
O ator Jean Paulo Campos (que interpreta o jovem cantor sertanejo Zeca) teve aulas de canto e aprendeu a tocar violão para viver seu personagem.
Há ao menos uma canção gravada em inglês na trilha sonora: “Oh Happy Day”, na voz dos coros do internato, com participação de Karin Hils, que interpreta a irmã Fabiana – numa clara referência à personagem de Whoopi Goldberg no filme Mudança de Hábito.

Os videoclipes também estão presentes em Carinha de Anjo, característica das novelas infantis do SBT.
“Há cinco núcleos musicais e todos terão videoclipes: Zeca (Jean Paulo Campos) e seu sertanejo de raiz, Juju (Maisa Silva) e seu pop adolescente, as freiras e seu coral, o coral das crianças com clássicos infantis e os temas lúdicos de Tereza”, disse Ricardo Mantoanelli.

A novela também trata de questões ligadas ao universo tecnológico, mas isso não significa apenas inserir na história celulares e outras parafernálias tecnológicas. O núcleo da personagem Juju Almeida (Maia Silva) é conhecido como “família conectada” e é nele aonde estão mais presentes as câmeras, os celulares e um pouco de ousadia com a linguagem em função da narrativa da web.
Antes da estreia da novela, foi lançado nas redes sociais o Vlog da Juju, que já possuía mais de um milhão de visualizações no Youtube antes da estreia.
“Por que a novela não pode continuar em outras plataformas depois de sair do ar? A Maisa é um fenômeno na internet e tínhamos que aproveitar mais esse talento dela. O resultado tem sido fantástico, nos números de views, na permanência (fidelidade) e na entrega da própria Maisa em cena”, afirmou o diretor geral.

A trama apresenta elementos tecnológicos para a produção das cenas, como na captação de algumas imagens utilizando a tecnologia 4K, assim como já aconteceu em alguns videoclipes da novela antecessora, Cúmplices de um Resgate.
“Usamos imagens de drone com captação 4K para localizar a cidade de Doce Horizonte, inspirada em um município de 500 mil habitantes do interior paulista. As cenas dos sonhos de Dulce Maria e sua mãe, Tereza, também mereceram um tratamento especial na luz, cenografia e pós-produção com efeitos especiais”, explicou Ricardo Mantoanelli.

As cenas da novela são gravadas nos estúdios 7 e 8, também na cidade cenográfica do CDT Anhanguera e em locações externas.
“A cidade cenográfica será um bairro da Doce Horizonte. Lá encontraremos a praça, a delegacia e o comércio.”, disse o diretor. Na praça fica um point dos personagens: o food truck do chef Vitor (Thiago Mendonça).
Já o casarão que serve de colégio das crianças fica numa fazenda em Itatiba (interior de São Paulo), próxima ao SBT.

A construção de toda parte cenográfica foi elaborada para traduzir a visão subjetiva, idealizada e inocente de Dulce Maria sobre o mundo e sua vida em Doce Horizonte.
“Buscamos dar um candy accent para a novela. O desafio é contar uma história triste de forma leve, divertida e doce, assim como é Dulce Maria”, explicou a diretora de arte e cenografia, Paula Utimura.

As diretoras de figurino, Cristiane Cândido e Jeane Figueiredo, contam que para a elaboração do figurino da novela, que conta com cerca de 5 mil itens, buscaram referências dentro do universo infantil ao pesquisarem sobre brinquedos e brincadeiras atuais para crianças de até cinco anos de idade.
“Como também temos um núcleo adolescente, observamos todo esse universo. Usamos como referência séries de TV, filmes, jogos, blogueiros e, claro, o mundo dos youtubers”, disse Jeane.
O figurino conta ainda com 25 modelos de perucas diferentes para a personagem Tia Perucas (Priscila Sol).
“São exatamente da mesma cor das roupas e acessórios usados no look. Somente um tom por look. Chegamos as cores utilizadas em uma pesquisa sobre as cores, quentes e alegres, que mais agradam as crianças”, concluiu Jeane Figueiredo.

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