Sinopse

A história é uma fábula sobre dois universos distintos: o encantamento da realeza europeia e as lendas heróicas do sertão brasileiro. A união desses mundos é representada pelo romance de Açucena, uma cabocla brejeira criada por lavradores no nordeste do Brasil, sem saber que é a princesa de um reino europeu. E Jesuíno, um jovem sertanejo que desconhece ser filho legítimo do cangaceiro mais famoso da região.

A história começa quando os reis aventureiros de Seráfia do Norte, Augusto e Cristina, e a bebê Aurora, viajam ao Brasil em busca de um tesouro escondido pelo fundador de seu reino, Dom Serafim. Na viagem, Cristina e sua filha são vítimas de uma emboscada arquitetada pela Duquesa Úrsula de Bragança, que cobiça o lugar da rainha e de sua filha. Antes de morrer, Cristina salva Aurora e a entrega para ser criada por um casal de lavradores, que a batiza com o nome de Açucena. Desolado, o rei volta para Seráfia acreditando que sua mulher e sua filha morreram.

Em outro contexto, mas na mesma região, o cangaceiro Herculano, preocupado com a segurança de seu filho, deixa o pequeno Jesuíno e sua mulher Benvinda em uma fazenda. Após se certificar que os dois ficarão protegidos pelo anonimato de suas origens, o líder do cangaço parte e promete voltar apenas quando seu filho for um homem adulto, pronto para a vida no cangaço, com seu bando.

Porém, vinte anos depois, o rei Augusto descobre que sua filha pode estar viva no Brasil e Herculano decide que já está na hora de ter um sucessor para comandar seus canganceiros. A pequena Brogodó não será mais a mesma após a vinda da família real. E o amor entre Açucena e Jesuíno poderá sofrer as consequências deste passado até então desconhecido pelos dois. No caminho do casal, haverá vários vilões, além da duquesa Úrsula. Timóteo Cabral, filho de um rico coronel da região, é inimigo declarado de Jesuíno e deseja conquistar a todo custo o coração de Açucena.

Globo – 18h
de 11 de abril a 24 de setembro de 2011
143 capítulos

novela de Duca Rachid e Thelma Guedes
escrita por Duca Rachid, Thelma Guedes e Thereza Falcão
colaboração de Manuela Dias, Daisy Chaves, Júlio Fischer e Alessandro Marson
direção de Amora Mautner, Gustavo Fernandez, Natália Grimberg, Thiago Teitelroit e Ricardo Waddington
direção geral de Amora Mautner
núcleo de Ricardo Waddington

Novela anterior no horário
Araguaia

Novela posterior
A Vida da Gente

CAUÃ REYMOND – Jesuíno
BIANCA BIN – Açucena / Princesa Aurora / Cocada
DOMINGOS MONTAGNER – Herculano
DÉBORA BLOCH – Duquesa Úrsula de Bragança
CARMO DALLA VECCHIA – Rei Augusto
BRUNO GAGLIASSO – Timóteo Cabral
NATHÁLIA DILL – Dora (Doralice Peixoto) / Fubá
JAYME MATARAZZO – Príncipe Felipe
LUCY RAMOS – Maria Cesária
OSMAR PRADO – Delegado Batoré (Altino)
MARCOS CARUSO – Prefeito Patácio Peixoto
ZEZÉ POLESSA – Dona Ternurinha
LUIZ FERNANDO GUIMARÃES – Nicolau
FELIPE CAMARGO – Duque Petrus
EMANUELLE ARAÚJO – Florinda
GUILHERME FONTES – Marquês Zenóbio Alfredo
MATHEUS NACHTERGAELE – Miguezim
CLÁUDIA OHANA – Benvinda
ANA CECÍLIA COSTA – Virtuosa
ENRIQUE DIAZ – Euzébio Bezerra
LUIZA VALDETARO – Antônia
MAURICIO DESTRI – Príncipe Inácio
MIGUEL RÔMULO – Cíço (Cícero Bezerra)
LUANA MARTAU – Carlota
HELOÍSA PERISSÉ – Neusa
MOHAMED HARFOUCH – Farid / Tufik / Said
ANDRÉIA HORTA – Bartira
PAULA BURLAMAQUI – Penélope
JOÃO MIGUEL – Bel (Belarmino)
MARIANA LIMA – Rainha Helena
BERTA LORAN – Rainha-Mãe Efigênia
EMÍLIO DE MELLO – General Baldini
TUCA ANDRADA – Zóio Furado (Leopoldo Fulgêncio)
ILVA NIÑO – Cândida Araújo
MARCELLO NOVAES – Quiquiqui (Quintino)
GENÉZIO DE BARROS – Padre Joaquim
DÉBORA DUARTE – Amália
TONY TORNADO – Damião
NANDA COSTA – Lilica
FLÁVIA RUBIM – Filó
ISABELLE DRUMMOND – Rosa
PATRÍCIA WERNECK – Teinha
LAND VIEIRA – Tibungo
RENAN RIBEIRO – Galego
GLICÉRIO ROSÁRIO – Setembrino
RENATO GÓES – Fausto
ANTÔNIO KARNEWALE – Dr. Sérgio
EDMILSON BARROS – Ademar
WAGNER MOLINA – Genaro
CRISTIANE AMORIM – Janaína
ISABEL MELLO – Cordata
ARAMIS TRINDADE – Raimundo
CAROLINA LOBACK – Genevra
ALESSANDRO TCCHE – Soldado Rufino
MARCELO FLORES – Soldado Paçoca
PEDRO FARAH (FARNETTO) – Demóstenes
KENYA COSTA – Noca
TOMY SCHIAVO – Carne Seca
VINÍCIUS MARINS – Garnizé
RENAN MONTEIRO – Ventania
as crianças
JOÃO FERNANDES – Nidinho (Eronildes)
SOFIA TERRA – Lady Cecília
MATHEUS COSTA – Salim
CAIO MANHENTE – Zig
BÁRBARA MAIA – Dulcina
MAX LIMA – Juca
NAUANA COSTA – Sofia
BERNARDO SIMÕES – Omar
e
ALFREDO HENRIQUE DA SILVA – Jesuíno (criança)
ALINNE MORAES – Rainha Cristina (rainha de Seráfia do Norte, mulher do Rei Augusto, mãe de Aurora)
ANDRÉ MENDES – Ernesto Nazareth (músico)
ARCH BAVA – Serafim d’Ávila
BETH BERARDO – Angélica Cabral (mulher do Coronel Januário, mãe de Timóteo e Antônia)
BETO QUIRINO – José
BRUNNO PEDRO – Elias
CACO CIOCLER – Coronel Pedro Falcão (reclama as terras de Timóteo, no último capítulo)
CAMILA AMADO – Zefa (conta ao Rei Augusto, a mando dos cangaceiros, que Aurora morreu)
CHICO MELO – jagunço de Timóteo
DANIEL RIBEIRO – Tenente Aroera (chefia a captura do bando de Jesuíno)
ELISA PINHEIRO – Abigail Maia
ERLEMILSON MIGUEL – Ecron
FERNANDO EIRAS – Baltazar (mordomo real em Seráfia)
GILLRAY COUTINHO – Tomás Lampedusa (diretor de cinema que quer filmar a história da Princesa Aurora)
JORGE LUCAS – João do Rio
MARCELO ARGENTA – Oficial Ribeirinho
MÁRCIO VITO – Isaías
MAURÍCIO MACHADO – Silvério Duarte (galã de cinema)
MAYANA NEIVA – Vicentina Celeste (estrela do cinema mudo)
REGINALDO FARIA – Coronel Januário Cabral (dono da Fazenda Morro Branco, marido de Angélica, pai de Timóteo e Antônia)
ROGÉRIO RANGEL COSTA – Palhaço Calibã / Cardeal Obron Ravena (falso cardeal que coroa Timóteo rei)
ROMEU BENECDITO – Jacinto
SAULO RODRIGUES – Oduvaldo Vianna (produtor e diretor de cinema)
THIAGO LACERDA – Rei Teobaldo (rei de Seráfia do Sul, marido da rainha Helena, pai de Felipe e Inácio)
ZÉ CELSO MARTINEZ – Amadeus (oráculo e grande conselheiro do reino de Seráfia do Norte)

– núcleo de AÇUCENA (Bianca Bin), moça de beleza rústica e natural, é alegre, espontânea e inteligente. Criada em Brogodó, no sertão brasileiro, a menina sertaneja nem imagina que, na realidade, chama-se AURORA e é a procurada princesa de um reino europeu:
a mãe VIRTUOSA (Ana Cecília Costa), doce e amável, mas que vira uma leoa quando um de seus filhos precisa. Perdeu um filho recém-nascido, mas sua tristeza diminuiu ao receber Açucena em seus braços
o pai EUZÉBIO (Enrique Diaz), sertanejo sofrido e calejado, apegado aos valores, zela por sua família e teme pela segurança da filha
o irmão CÍCERO (Miguel Rômulo), filho biológico de Virtuosa e Euzébio, é valente como o pai.

– núcleo de JESUÍNO (Cauã Reymond), bonito, forte, bom moço e com grande senso de justiça. Noivo de Açucena, os dois são completamente apaixonados um pelo outro. Não imagina que, na realidade, é o filho do cangaceiro mais temido do sertão:
a mãe SIÁ BENVINDA (Cláudia Ohana), empregada na fazenda onde vive com o filho. Ainda mocinha, apaixonou-se por um cangaceiro e com ele, teve Jesuíno, mas o casal acabou se separando.

– núcleo do Reino de Seráfia do Norte:
o REI AUGUSTO (Carmo Dalla Vecchia), amado pelo povo de Seráfia do Norte, bonito, alegre e altivo. Parte com a família Real para uma expedição no Brasil em busca de um tesouro desaparecido, quando perde sua esposa e filha, ainda bebê, em uma armadilha. Descuida-se e perde seu espírito aventureiro, tornando-se uma pessoa triste. Só volta a se animar vinte anos depois, quando descobre que sua filha pode estar viva em Brogodó, para onde se muda com a corte de Seráfia
a RAINHA CRISTINA (Alinne Moraes, em participação especial), no passado foi uma linda e educada plebeia que encantou Augusto e tornou-se rainha de Seráfia do Norte. Durante a fuga de uma armadilha preparada para ela no Brasil, deixa a filha Aurora com Euzébio e Virtuosa para salvar a menina e foge. Ao tentar escapar, sua carroça cai de um penhasco e acaba morrendo
a DUQUESA ÚRSULA DE BRAGANÇA (Débora Bloch), grande vilã de Seráfia do Norte. É a mentora da morte de Cristina ao lado de seu amante. Bonita, sofisticada e bastante vingativa, já manteve um romance com rei Augusto e não aceitou tê-lo perdido para Cristina. Desde então, passou a planejar maneiras de retomar seu lugar. Casou-se com o irmão de Augusto, de quem acaba se livrando. Acompanha a comitiva ao Brasil e prepara uma armadilha para Cristina e Aurora, pois como não consegue assumir o posto de rainha, quer casar sua filha com o príncipe escolhido
o DUQUE PETRUS (Felipe Camargo), irmão de Augusto e marido de Úrsula, foi trancafiado em uma masmorra pela esposa e seu amante, com uma máscara de ferro presa ao seu rosto, para que ele não atrapalhasse seus planos de se tornar rainha
a RAINHA-MÃE EFIGÊNIA (Berta Loran), mãe de Augusto e Petrus. A matriarca é doce, mas fala o que pensa para quem quer que seja. Esforça-se para ajudar Açucena a se tornar uma princesa
LADY CARLOTA (Luana Martau), filha de Úrsula e Petrus, mimada e ambiciosa como a mãe e, por isso mesmo, embarca em seus planos de casamento
LADY CECÍLIA (Sofia Terra), sobrinha de Úrsula que, na realidade, é filha da duquesa
NICOLAU (Luiz Fernando Guimarães), mordomo de Seráfia do Norte, é o amante e comparsa de Úrsula. Foram os dois que planejaram a armadilha para Cristina e Aurora, mas não contavam que a princesa sobrevivesse. Nicolau é louco por Úrsula, dinheiro e poder e ajuda a duquesa em seus planos para tentar assumir o trono de rainha
GENERAL BALDINI (Emílio de Mello), ostenta uma rígida disciplina e inúmeras medalhas e condecorações. Excelente estrategista, é na realidade o pai de Lady Cecília
AMADEUS (Zé Celso Martinez, em participação especial), oráculo e grande conselheiro do reino de Seráfia do Norte. É ele quem interpreta os sonhos do rei Augusto.

– núcleo do Reino de Seráfia do Sul:
o REI TEOBALDO (Thiago Lacerda, em participação especial), morre após uma batalha contra Seráfia do Norte, baleado por um soldado de seu próprio exército, mas, antes de falecer, firma um acordo de paz com o rei Augusto. Pelo acerto, seu filho deve se casar com a princesa Aurora, assim que os dois atingirem a maioridade
a RAINHA HELENA (Mariana Lima), mulher de Teobaldo, firme e corajosa, que fica viúva ainda grávida do segundo filho
os príncipes FELIPE (Jayme Matarazzo), quando pequeno, após um acordo entre seus pais, foi prometido a Aurora,
e INÁCIO (Maurício Destri), que no decorrer da trama, abdica de toda a sua fortuna para se dedicar a ajudar os pobres de Vila da Cruz.

– núcleo de HERCULANO (Domingos Montagner), o cangaceiro mais famoso do sertão de Brogodó, pai de Jesuíno. Um verdadeiro mito, temido e respeitado. Nunca desistiu da ideia de se reaproximar do filho e introduzi-lo no cangaço. Quando o filho era pequeno, decidiu deixá-lo na fazenda de um coronel onde o menino se cria, sem saber de suas origens, pois temia pela segurança de sua família. Mas agora decide que é hora dele saber da verdade e acompanhá-lo. No decorrer da trama, envolve-se com Úrsula:
a mãe CÂNDIDA (Ilva Niño), nasceu cangaceira e perdeu o marido no cangaço. Tem fama de impiedosa, corajosa e mandona
os cangaceiros BELARMINO (João Miguel), muito vaidoso, um mestre dos disfarces, tem o respeito dos demais cangaceiros por ser muito valente e corajoso
e ZÓIO-FURADO (Tuca Andrada), informante e mensageiro de Herculano que no decorrer da trama acaba traindo-o.

– núcleo do CORONEL JANUÁRIO CABRAL (Reginaldo Faria, em participação especial), que abriga a família de Herculano em sua fazenda, em troca da segurança de suas terras. Transforma Jesuíno em seu braço-direito e, ao morrer, deixa seu legado para o filho mau-caráter:
os filhos: TIMÓTEO (Bruno Gagliasso), rapaz cruel e autoritário que, após a morte do pai, herda a fazenda. Passa por cima de quem for para realizar seus caprichos, principalmente dos pobres sertanejos da região. Seu grande amor é Açucena, que não se rende às suas investidas. Por conta disso, faz tudo para prejudicar o noivado da jovem com Jesuíno. Acaba engravidando Lady Carlota,
e ANTÔNIA (Luiza Valdetaro), vive reclusa na fazenda do pai. Alvo da paixão de Cícero, acaba apaixonada pelo príncipe Inácio. Com a morte do pai, Timóteo a força a casar-se com um homem mais velho
as empregadas LILICA (Nanda Costa), jovem espevitada e interesseira que tenta se aproximar de Nicolau na esperança de morar em Seráfia,
e NOCA (Kenya Costa).

– núcleo de PATÁCIO PEIXOTO (Marcos Caruso), prefeito de Brogodó e aliado político do coronel Januário. Homem falante que não perde a oportunidade de discursar para os eleitores, mesmo não sendo ouvido muitas vezes. Acaba abrigando a família Real de Seráfia. Sua família não lhe dá sossego:
a mulher TERNURINHA (Zezé Polessa), a alma gêmea de Patácio e sua principal aliada. Mulher deslumbrada com o posto de primeira-dama da cidade e, com a chegada da corte de Seráfia a Brogodó, vive tentando se aproximar dos nobres e imitar seus gestos e vestuários. Envolve-se com Zóio-Furado
os filhos: DORALICE (Nathalia Dill), moça corajosa e de temperamento forte. Apaixona-se por Jesuíno, mas o rapaz não corresponde. Chega a entrar disfarçada para o cangaço, como o cangaceiro FUBÁ. Vive às turras com o príncipe Felipe, mas os dois acabam apaixonados,
e FAUSTO (Renato Góes), rapaz influenciável, amigo e comparsa de Timóteo, não tem capacidade para ser sucessor de Patácio.

– núcleo do libanês FARID (Mouhamed Harfouch), barbeiro e dentista itinerante, que passa de casa em casa extraindo dentes, fazendo a barba dos homens da região e cortando cabelo. Esconde de todos que é casado com três mulheres:
as mulheres: NEUSA (Heloísa Perissé), religiosa, considera-se muito amiga de Ternurinha, mas as duas vivem disputando para ver quem é mais rica e bem relacionada. Ao descobrir as traições do marido, muda completamente de personalidade,
BARTIRA (Andréia Horta), mulher bonita e sensual que vive em Vila da Cruz. É a única com quem Farid tem filhos,
e PENÉLOPE (Paula Burlamaqui), jornalista que vive na capital, só descobre a infidelidade do amado quando vai a Brogodó documentar a vida de Herculano e seu bando em um filme. Ao descobrir as traições de Farid, acaba envolvendo-se com Belarmino
o cunhado DELEGADO BATORÉ (Osmar Prado), irmão de Neusa, dominado por ela. Medroso, vive para servir aos interesses de Januário e Timóteo. O homem da lei deveria ser duro e rígido, mas é, no fundo, fraco, patético e apaixonado. Acaba casando-se com Antônia, mesmo contra a vontade dela
a empregada FILÓ (Flávia Rubim), graciosa e esperta, tem medo de ficar solteirona. Cúmplice de Farid, sabe do seu segredo
os filhos com Bartira, SALIM (Matheus Costa), SOFIA (Nahuana Costa) e OMAR (Bernardo Simões).

– núcleo de ZENÓBIO ALFREDO (Guilherme Fontes), marquês natural de Seráfia, grande amigo do rei Augusto. Botânico e estudioso das ciências naturais, é ele quem incita o rei a organizar uma expedição ao Brasil para localizar um tesouro. Só não volta com o monarca para Seráfia, pois se apaixona e decide ficar no Brasil:
a mulher FLORINDA (Emanuelle Araújo), administra a venda que sustenta a família e que, de noite, oferece um animado forró. É invejada pelas mulheres da cidade por ser amada pelo marido, ter seu próprio negócio e frequentar a corte de Seráfia. No decorrer da trama, envolve-se com Petrus, mas afasta-se dele ao perceber que não consegue viver sem seu marido
a cunhada TEINHA (Patrícia Werneck), professora do grupo escolar da cidade, onde mantém um curso de alfabetização de adultos
os filhos: ROSA (Isabelle Drummond), jovem linda e graciosa. Acaba apaixonando-se por Cícero,
ZIG (Caio Manhente) e DULCINA (Bárbara Maia).

– núcleo de MARIA CESÁRIA (Lucy Ramos), a melhor cozinheira da cidade, começa a trabalhar na casa do prefeito Patácio e conquista o coração do rei Augusto, por quem também se apaixona:
o pai DAMIÃO (Tony Tornado), trabalhador da fazenda do coronel Januário, suspeita que um dos filhos é fruto de uma traição da mulher
a mãe AMÁLIA (Débora Duarte), amiga e conselheira da filha. Mulher de fibra e trabalhadora, faz de tudo para convencer o marido de que nunca o traiu
os irmãos TIBUNGO (Land Vieira), capataz da fazenda, apaixonado por Lilica. Torna-se braço direito de Timóteo, mas depois se arrepende
GALEGO (Renan Ribeiro), é ruivo e de pele branca, muito diferente dos pais e irmãos. Sofre discriminação do próprio pai, que vê no menino a prova da traição da esposa
e JUCA (Max Lima), contínuo na prefeitura de Brogodó, dá boas ideias a Patácio.

– núcleo do PADRE JOAQUIM (Genézio de Barros), grande conciliador, que teme a chegada da corte de Seráfia a Brogodó:
os sobrinhos: QUIQUIQUI (Marcello Novaes), gago que só não gagueja enquanto está cantando e tocando zabumba com o trio de forró, que anima as noites. Envolve-se com Neusa,
SETEMBRINO (Glicério Rosário), assim como o irmão Quiquiqui, frequenta o curso de alfabetização de Teinha, por quem se apaixona
e ERONILDES, o NIDINHO (João Fernandes), muito levado, enlouquece o padre com sua bagunça. Encanta-se com Lady Cecília. No decorrer da trama, descobre ser filho de Patácio.

– demais personagens:
MIGUÉZIM (Matheus Nachtergaele), profeta e pregador de Brogodó. Para uns, é santo; para outros, mendigo e louco. É quem profetiza a chegada de um rei à cidade. Luta contra Timóteo e a favor do amor de Açucena e Jesuíno
DEMÓSTENES (Pedro Farah), telégrafo de Brogodó
ADEMAR (Edmilson Barros), dono do cinema da cidade
GENARO (Wagner Molina) e JANAÍNA (Cristiane Amorim), trabalham no cinema de Brogodó
CORDATA (Isabel Mello), vidente e dona do hotel de Brogodó
RAIMUNDO (Aramis Trindade) e GENEVRA (Carolina Loback), casal de lavradores de Vila da Cruz
RUFINO (Marcelo Flores) e PAÇOCA (Alessandro Tcche), soldados da delegacia, fieis seguidores do Delegado Batoré.

Um sucesso que encantou a todos e levantou a audiência no horário das 6 da tarde na Globo, seja pela produção primorosa ou pela história contada ao sabor de fábula, que misturou elementos da cultura européia com os tipicamente brasileiros.

Uma super-produção com estética cinematográfica, Cordel Encantado foi a primeira novela gravada em 24 quadros, tecnologia na qual a câmera tira 24 fotos por segundo, como nas filmagens de cinema – em geral as novelas são gravadas a 30 quadros por segundo.

Dois mundos imaginários inspiraram esta história: os contos de fadas e as lendas heróicas do sertão brasileiro. De um lado, uma nova leitura dos contos da Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel e Branca de Neve, tantas vezes recontados com sucesso no cinema e na literatura.
Do outro, a incursão no mito do herói sertanejo, tendo como base a figura do “cangaceiro gentil-homem” que, ao contrário de um matador cruel, representa, nas palavras de Câmara Cascudo, o nosso “bandoleiro romântico, espécie matuta de Robin Hood… defensor dos fracos, dos velhos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas.”

A união desses imaginários era representada pelo amor entre a cabocla brejeira, criada por lavradores, sem saber que é a princesa de uma casta real européia, e um jovem sertanejo, que fica proscrito ao ser identificado como o filho legítimo do cangaceiro mais temido e respeitado da região.
Quando a família real vem da Europa, em busca da herdeira do trono, o amor dos dois fica ameaçado.

O contraste entre a pompa da nobreza européia e o arcaísmo do sertão nordestino nas décadas de 10 a 30, dá ensejo a grandes embates, amores românticos, situações de humor e intrigas palacianas. Para incrementar o caráter fantasioso e aventureiro, a história se iniciou com uma expedição da família real ao Brasil, em busca de um tesouro escondido pelo fundador do reino de Seráfia, Dom Serafim – inspirada na famosa expedição científica do ex-presidente americano Theodore Roosevelt, e do Marechal Rondon à selva amazônica em 1914. A busca pelo tesouro recomeçou 20 anos depois, acirrando a disputa entre as várias facções de poder na fictícia Brogodó.

A ideia era, portanto, criar um espaço ficcional de sonho e fantasia, com pitadas de desatino e irreverência, onde quase tudo podia acontecer e nem tudo precisava ser levado tão a sério. O viés romântico foi a tônica desta fábula, sem desprezar, no entanto, seu forte potencial paródico e pitoresco.

Cordel Encantado citou de Guimarães Rosa e Graciliano Ramos a Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna. Nossos autores se encontraram com os contos de fadas e os “tesouros da juventude”, como Os Três Mosqueteiros e O Homem da Máscara de Ferro.

Algumas referências literárias e históricas em personagens de Cordel Encantado:
A perigosa Úrsula (Débora Bloch) lembrava a ardilosa Marquesa de Merteuil, personagem de Choderlos de Laclos em Ligações Perigosas.
Herdeiro do rei do cangaço, Jesuíno (Cauã Reymond) era um justiceiro proscrito tal qual Robin Hood.
Setembrino (Glicério Rosário) conquistava um amor por causa dos versos que assinava com pseudônimo, como fez Cyrano de Bergerac, personagem da peça de Edmond Rostand.
A chegada dos monarcas de Seráfia a Brogodó era uma clara alusão à vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, de modo que um paralelo pode ser traçado entre a figura do Rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia) e D. Pedro I.
O cangaceiro Herculano (Domingos Montagner) e o profeta Miguézim (Matheus Nachtergaele) remetiam aos próprios Lampião e Antonio Conselheiro.
A destemida jornalista Penélope (Paula Burlamaqui) e seu empenho por uma reportagem sobre Herculano, era uma referência ao fotógrafo Benjamim Abrahão Botto, que registrou imagens de Lampião nos anos 20.
O Príncipe Felipe (Jayme Matarazzo) e a Princesa Aurora (Bianca Bin) – não por acaso – tinham os mesmos nomes dos príncipes de A Bela Adormecida. E não faltou à princesa o direito ao sono profundo do conto de fadas.
Ao achar que Jesuíno estava morto, Açucena tomou uma poção não se importando se morresse junto com ele, o que fez lembrar Romeu e Julieta.
A triste Antônia (Luísa Valdetaro), donzela mantida presa em seu quarto, lembrou Rapunzel na torre. Só faltou os longos cabelos.
Maria Cesária (Lucy Ramos), por um momento lembrou Cinderela.
O Duque Petrus (Felipe Camargo), desaparecido e dado como morto, na verdade havia sido vítima de uma intriga real e preso a uma máscara de ferro para que não fosse reconhecido – como o personagem de Alexandre Dumas em seu clássico romance.
Mais tarde, este homem da máscara de ferro foi se refugiar nas coxias do cinema de Brogodó, pois era tido com uma figura misteriosa, quase um fantasma – uma alusão ao Fantasma da Ópera. Assim como na história original, ele desperta o amor de uma bela mulher, sensibilizada pela sua figura horrenda e inofensiva – o que não deixa de ser uma referência à outra obra: A Bela e a Fera.
Doralice (Nathália Dill) chegou a se disfarçar de homem para ingressar no bando de justiceiros chefiados por Jesuíno. Em tudo – inclusive na caracterização – lembrou Diadorim, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Mas Doralice, como no mito da heroína guerreira, também remetia às figuras de Joana D’Arc e Anita Garibaldi.

Com gravações na França e em Sergipe, Cordel Encantado teve no Projac (Rio de Janeiro) uma cidade cenográfica de 22 mil metros quadrados, criada pelo arquiteto João Irênio. Ela era composta pelos fictícios municípios nordestinos de Brogodó e Vila Cruz.
Na cenografia da equipe de João Irênio e Alexis Pabliano, pôde-se apreciar desde luxuosos castelos até simples casebres sertanejos.

As figurinistas Marie Salles e Karla Monteiro, com um grupo de costureiras, bordadeiras, camareiras e outros profissionais, vestiram os personagens da novela. Foram contratadas oito bordadeiras para fazer as peças que compunham o visual do reino fictício de Seráfia. Só com acessórios, foram trazidas 65 malas da França.
Para compor os looks e dar o tom da novela, rendas, crochê e até toalhas de mesa foram usadas na confecção das roupas das moças do sertão. Já a realeza contou com materiais ricos e brilhosos, mostrando sofisticação e luxo. A mistura do couro cru com metais deu um tom especial à roupa dos cangaceiros.

A supervisora de caracterização Gilvete Santos explicou que foram usados materiais especiais na novela, como pincéis de fibras naturais, bases feitas de água e esponjas de látex. Segundo Gilvete, os tons pastel predominaram na maquiagem, dando um ar natural aos personagens. Apenas Úrsula e Ternurinha tiveram um pouco mais de destaque e cor em suas caracterizações.

A produção de arte trouxe uma riquíssima coleção de objetos para enfeitar as cenas. Desde as toalhas de fuxico de Brogodó até as luxuosas mantas em tons vermelho, vinho e dourado de Seráfia, que deram o toque especial da produtora de arte Ana Maria Magalhães e equipe.
Cordel teve uma licença poética que contribuiu muito para que a gente se sentisse à vontade para brincar. Nós fizemos uma brincadeira entre os elementos dos anos 10, 20 e 30 e colocamos na novela”, contou ela.

Segundo o diretor de fotografia, Fred Rangel, os aspectos técnicos que deram o toque especial à novela foram as câmeras com um sensor similar às gravações com película, lentes fixas e o formato de 24 quadros.
Quanto à iluminação, Fred explica que a luz foi feita vinda do fundo para a boca de cena, o contrário do que normalmente se faz.
“Essa luz prioriza o que é mais importante. O que a gente não quer ver, a gente não ilumina. Mostramos apenas o essencial.”

Destaque para a presença no elenco do diretor teatral José Celso Martinez Corrêa – em uma participação -, que nunca havia atuado em uma telenovela.

Cordel Encantado foi premiada pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e pelo Troféu Imprensa como a melhor novela de 2011.

Em setembro de 2013, Cordel Encantado foi lançada em DVD numa “edição especial” (box com 12 DVDs).

Trilha Sonora

cordelt
01. MINHA PRINCESA CORDEL – Gilberto Gil e Roberta Sá (tema de abertura)
02. BELA FLOR – Maria Gadú (tema de Açucena e Jesuíno)
03. QUANDO ASSIM – Núria Mallena (tema de Rei Augusto e Maria Cesária)
04. CANDEEIRO ENCANTADO – Lenine (tema do bando de Herculano)
05. MARACATU ATÔMICO – Chico Science e Nação Zumbi (tema geral)
06. CHÃO DE GIZ – Zé Ramalho (tema de Petrus)
07. SAGA – Filipe Catto (tema de Úrsula)
08. CIRCULANDÔ DE FULÔ – Caetano Veloso
09. TUM TUM TUM – Karina Buhr (tema de Úrsula)
10. CORAÇÃO – Monique Kessous (tema de Rosa)
11. NA PRIMEIRA MANHÃ – Alceu Valença
12. MELODIA SENTIMENTAL – Djavan (tema de Inácio e Antônia)
13. ESTRELA MIÚDA – Maria Bethânia (tema de Farid e suas mulheres)
14. CARCARÁ – Otto (tema geral)
15. REI JOSÉ – Silvério Pessoa (tema geral)
16. XAMÊGO – Luiz Gonzaga

Tema de Abertura: MINHA PRINCESA CORDEL – Gilberto Gil e Roberta Sá

Minha princesa
Quanta beleza coube a ti
Minha princesa
Quanta tristeza coube a mim

Na profundeza
O amor cavou
O amor furou tudo no chão
No coração do meu sertão
No meu torrão natal
Meu berço natural
Meu ponto cardeal
Meu açúcar, meu sal

Nossos destinos
Desde meninos dão-se as mãos
Nossos destinos
De pequeninos eram irmãos

E os desatinos
Também tivemos que vivê-los bem juntinhos
E os caminhos nos trouxeram
Para esse lugar
Aqui vamos ficar
Amar viver lutar
Até tudo acabar…

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