Sinopse

O declínio de uma poderosa e conservadora família carioca, os Tavares Branco, no período que vai de 1984 a 1992. Passando pela morte de Tancredo Neves, a eleição e o impeachment de Fernando Collor, os Tavares Branco vão falindo e deixando transparecer seus problemas familiares e financeiros.

Aceitando o pedido de um padre, o jurista Tavares Branco cria o menino órfão Mariel, que fica sob os cuidados da criada Jandira. Mariel cresce e se torna motorista da família, mas acaba por se envolver com Carla, a caçula da casa, e é expulso da mansão acusado de estupro.

O tempo passa e Mariel reencontra Jandira, que sempre nutriu um amor pelo ex-motorista. Ela o leva a um culto numa igreja evangélica e Mariel vê na religião a salvação de seus problemas. Em cinco anos ele se torna um milionário com sua própria igreja, o Templo da Divina Chama, enquanto seus antigos patrões empobrecem. Mas os mesmos sentimentos do passado continuam a ligar a nova vida de Mariel ao universo dos Tavares Branco: a paixão por Carla e o desejo de vingança.

Apesar de se amarem, Mariel e Carla têm ideais de vida diferentes: ele pretende crescer cada vez mais com suas várias igrejas evangélicas, e ela, bastante politizada, eleitora do PT, não concorda com seu modo de agir.

Globo – 22h30
de 5 a 22 de setembro de 1995
12 capítulos

minissérie de Dias Gomes
baseada em seu romance homônimo
direção de Roberto Farias e Ignácio Coqueiro

EDSON CELULARI – Mariel Batista
ADRIANA ESTEVES – Carla
ZEZÉ POLESSA – Jandira
STÊNIO GARCIA – Tavares Branco Filho
ARICLÊ PEREZ – Celeste
LUIZ FERNANDO GUIMARÃES – PJ (Pedro Jorge)
MARIA ZILDA BETHLEM – Irene
BETTY GOFMAN – Suzana
MARIA PADILHA – Sônia
RAUL GAZOLLA – Victor Prata
INGRA LIBERATO – Rafaela
RÚBENS CORRÊA – Albano Tavares Branco
YOLANDA CARDOSO – Tia Lalu
MILTON GONÇALVES – Jovildo
CÁSSIO GABUS MENDES – Padre Giovani
PAULO JOSÉ – Claudionor
OSWALDO LOUREIRO – Emiliano
ANTÔNIO CALLONI – Cleto
PAULO GORGULHO – Delegado Etevaldo Morsa
ISADORA RIBEIRO – Luzia
SILVIA BANDEIRA – Estela Couto
JOÃO FELIPE – Vicentinho
NORMA GERALDY – Dalva Tavares Branco
VIRGÍNIA NOWICK – Vilma Lucchesi
CIBELE LARRAMA – Mariana
RICARDO BLAT – pastor
PATRÍCIA NOVAES – Sueli
PATRÍCIA LOPES – Marta
RAFAEL MONDEGO – Neco
ARIEL COELHO – Hilário
JOEL SILVA – detetive Abreu
LEONARDO JOSÉ – deputado
GUSTAVO OTONI – Andrade (advogado de Emiliano)
LÉO WAINER – advogado de Mariel
RACHEL IANTAS – Yana (secretária do Vr. Victor)
SOLANGE BADIM – secretária de Albano Tavares Branco
ARAÚJO HULK – segurança de Mariel
JAMAICA MAGALHÃES – pastora na igreja de Mariel
LUCIANA COUTINHO – mulher no bolo de aniversário de JP
as crianças
TIAGO QUEIRÓZ – Mariel
ALESSANDRA AGUIAR – Carla
BÁRBARA SOUZA – Suzana
MARCELA AGUIAR – Sônia
ROBSON SANCHES – Pedro Jorge
LEONARDO BIAGIONI – Vicentinho
elenco de apoio
ALMIR ALVES
ANA PAULA DESENZI
ANDRÉA CAVALCANTI
ANITA TERRANA
BEATRIZ TAUNAY
BERNADETE DE CASTRO
CARLA ALEXANDER
CARLA FAOUR
CARLOS EDUARDO
CARLOS WAGNER
CELSO ANDRÉ
CEUMAR ADILSON
CLÁUDIA TELLES
CLÁUDIO SÁ
CREUZA DE CARVALHO
DIOGO DAHL
ED FÉLIX
EDMILSON DA CONCEIÇÃO
FLÁVIA MOURA
GILDA VILHAÇA
GILMAR SILVA
GUDIVAN ALBUQUERQUE
HEITOR MARTINEZ
HÉLIO INÁCIO
JEFERSON NEGÃO
JOÃO CARLOS
KELLY COSTA
KLEBER BRANDÃO
LAÉRCIO FONSECA
LAURA DE LA ROQUE
LAVÍNEA FERNANDES
LUÍS EDUARDO AMARAL
LUIZ DE BRAGANÇA
MARCO POLO
MARCO CALZOLARI
MARISA GRIECOMILENA TIMÓTEO
MOYSÉS FARIA
NÁDIA MIGUEL
NILTON DE CASTRO
OLGA MINARDI
RAUL LABANCA
REGINA GUIMARÃES
RENATA MOREIRA
RENATA MORENO
ROGÉRIO FABIANO
RONALDO CARVALHO
RUBENILSON PINHEIRO
SAULO D’FIGUEIREDO
SÉRGIO FARIA
SÉRGIO HENRIQUE
WALDIR AMÂNCIO
WASHINGTON MOTTA

Decadência causou polêmica ao tratar de assuntos fortes, como, por exemplo, o flashback do processo político de ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor.

Mas a grande polêmica mesmo ficou a cargo das pregações religiosas de Mariel (Edson Celulari) e da crítica feita a esse fanatismo provocado com palavras e atos inflamados. A minissérie provocou a revolta das igrejas evangélicas, que se sentiram ofendidas com a maneira pela qual o assunto foi abordado. A Igreja Universal do Reino de Deus chegou a entrar na Justiça com uma ação civil indenizatória por danos morais. A Central Globo de Produção e a vice-presidência de operações da Rede Globo decidiram incluir na abertura da minissérie um texto que dizia ser “imprescindível renovar seu respeito a todas as religiões”. Lido por Edson Celulari – que na trama fazia discursos religiosos inflamados – o texto enfatizava que Decadência não pretendia criticar nenhuma religião em particular nem qualquer de seus representantes.

Adriana Esteves, mesmo tendo uma boa atuação e sendo a mocinha da história, perdeu espaço para Zezé Polessa.

Destaque para a inserção na minissérie de imagens da atriz Maria Zilda Bethlem descendo a rampa do Palácio do Planalto com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1990.

Foram usados em Decadência efeitos especiais que permitiam a produção interferir em imagens jornalísticas de arquivo, acrescentando atores em cenas nas quais originalmente só havia personalidades políticas ou rostos anônimos. O lobista PJ (Luiz Fernando Guimarães), por exemplo, desceu a rampa do Planalto ao lado do presidente Fernando Collor, e a jovem Carla (Adriana Esteves) gritou em meio a uma manisfestação de caras-pintadas.

As cenas na mansão dos Tavares Branco foram gravadas numa locação em Petrópolis (RJ), por cerca de dois meses. A cenógrafa Cláudia Alencar cuidou do envelhecimento gradativo dos móveis e das paredes da casa. A produção também contou com recursos tecnológicos que garantiram o incêndio na mansão, todo feito em computação gráfica.

Cenas marcantes:
Primeira noite de Carla e Mariel. Carla põe a calcinha sobre a Bíblia de Mariel que estava aberta em cima da cama.
Os porres tomados por (Sônia) Maria Padilha, loucamente apaixonada pelo irmão PJ.
Irene (Maria Zilda Bethlem) flagrando o ex-marido PJ com duas amantes (gêmeas) e agindo naturalmente.
A morte de Suzana (Betty Gofman), que se fecha na mansão Tavares Branco em chamas e morre queimada. Carla, desesperada, assiste a morte da irmã do portão.

Decadência rendeu a Edson Celulari o prêmio de melhor ator na TV em 1995 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

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