Sinopse

No Rio de Janeiro do início do século XX, o industrial Augusto Medeiros se vê forçado a casar sua filha Rosália com o temível Francisco de Montserrat, um banqueiro autoritário, por conta de uma dívida. Mas Rosália está apaixonada por Adriano, médico recém-formado que conhecera num baile de máscaras, no réveillon de 1901, sem saber que ele era filho do Sr. de Montserrat.

Enquanto isso, Montserrat mantem em seus cuidados uma mulher, Joana, tida como louca, presa num quarto de sua mansão – uma mulher que sabe demais sobre seu obscuro passado. Ao final descobre-se que Joana era na verdade Bárbara, esposa de Montserrat, tida como morta, e irmã gêmea de Joana. A farsa é desfeita com a chegada da verdadeira Joana, que vivia na França como a cortesã Nanette.

Mas o banqueiro tem ainda que enfrentar seu antigo rival, o médico Jorge Ramos, com quem disputara Bárbara no passado. Além disso, o médico exerce grande influência sobre Adriano, inclusive em sua escolha profissional.

Globo – 18h
de 16 de fevereiro a 5 de setembro de 1987
172 capítulos

novela de Walther Negrão
escrita por Walther Negrão, Alcides Nogueira, Marilú Saldanha e Ana Maria Moretzsohn
baseada na rádio-novela A Noiva das Trevas de Janete Clair
direção de Jayme Monjardim e José Carlos Piéri
direção geral de Jayme Monjardim

Novela anterior no horário
reprise de Locomotivas

Novela inédita anterior no horário
Sinhá Moça

Novela posterior
Bambolê

GLÓRIA PIRES – Rosália
LAURO CORONA – Adriano
CARLOS VEREZA – Sr. Francisco de Montserrat
ÍTALA NANDI – Joana (Nanette) / Bárbara
CARLOS ZARA – Dr. Jorge Ramos
EDNEY GIOVENAZZI – Augusto Medeiros
ESTHER GÓES – Leonor
CISSA GUIMARÃES – Paula
ELIAS GLEIZER – Manel (Manoel Barbosa)
YOLANDA CARDOSO – Catarina
CRISTINA PROCHASKA – Carola
SUZANA FAINI – Mercedes
CÉLIA HELENA – Berenice
ROGÉRIO MÁRCICO – Raimundo
JOÃO CARLOS BARROSO – Danilo
RÔMULO ARANTES – Nelo
PRISCILA CAMARGO – Alice
CAZARRÉ – Padre Inácio
CINIRA CAMARGO – Esmeralda
TIM RESCALA – Bodoque (Teotônio)
BETTY GOFMAN – Tunica
NARJARA TURETTA – Mariana
ROSANA GARCIA – Marizé
LUIZA THIRÉ – Marinês
CARLO BRIANI – Rogério
LUCA DE CASTRO – Juca
FELIPE DONOVAN – Tufik
KIKA BORJA – Luísa
e
ANDRÉ VALLI – Cipriano (aprisiona Rosália a mando do Sr. de Montserrat)
ARRIGO BARNABÉ – Eudécio
BETTINA VIANNY – Nanette (a impostora)
CARLOS GREGÓRIO – Cirineu Farfan (pai do filho que Paula espera)
CARLOS SEIDL
CHICO TENREIRO – Dr. Osvaldo Cruz
EDSON CELULARI – Eudécio (primo de Bodoque)
ÊNIO SANTOS – Dr. Silva
FRANCISCO MILANI – Veiga (policial que prende o Sr. de Montserrat, no final)
JORGE LUÍS DA SILVA
LÍDIA MATTOS – Madre Superiora
LOUIS ANDRÉ CORONA – cantor da confeitaria
LOURDES MAYER – Dona Amélia Alvim
MARGARIDA SCHALK – Madame Von Reuter
MARIA ALICE CORONA – cantora da confeitaria
MARIA DULCE SALDANHA – Flora
PAULO FORTES – tenor
PAULO PINHEIRO – Dr. Nelson
QUINTINO TIBÚRCIO
RAYMUNDO DE SOUZA – Alberto Cerqueira
STELLA MIRANDA – Mignon (cantora de um bar)

– núcleo de ROSÁLIA (Glória Pires):
os pais AUGUSTO MEDEIROS (Edney Giovenazzi) e LEONOR (Ester Góes), que oferecem a filha em casamento a um banqueiro em troca do perdão de uma dívida
a amiga TUNICA (Betty Gofman).

– núcleo do SR. FRANCISCO DE MONTSERRAT (Carlos Vereza), banqueiro que desposa Rosália:
o filho ADRIANO (Lauro Corona), jovem estudante de medicina por quem Rosália se apaixona
a tia louca de Adriano, JOANA (Ítala Nandi), presa num quarto da mansão pelo Sr. de Montserrat. Ao final revela-se que a mulher aprisionada era BÁRBARA, esposa de Montserrat, enlouquecida por ele. A verdadeira Joana era sua irmã gêmea que morava em Paris, uma famosa cortesã conhecida como NANETTE. Sua chegada desfaz a farsa do Sr. de Montserrat. Ele havia criado essa situação por ter forjado uma falsa morte da esposa, mantendo em sua casa a suposta irmã gêmea dela
a governanta MERCEDES (Suzana Faini), fiel ao Sr. de Montserrat
os caseiros, o casal RAIMUNDO (Rogério Márcico) e BERENICE
(Célia Helena)
e seu filho ROGÉRIO (Carlo Briani).

– núcleo de PAULA (Cissa Guimarães), prima de Rosália, apaixonada por Adriano que forjou uma gravidez para obrigá-lo a casar-se com ela:
os pais MANEL (Elias Gleizer) e CATARINA (Yolanda Cardoso), irmã de Leonor. São donos de uma confeitaria, ponto de encontro dos personagens
o irmão NELO (Rômulo Arantes).

– núcleo do PADRE INÁCIO (Cazarré):
suas quatro sobrinhas ALICE (Priscila Camargo), apaixona-se por Nelo, MARIANA (Narjara Turetta), MARIZÉ (Rosana Garcia) e MARINÊS (Bárbara Thiré).

– núcleo dos amigos de Adriano:
DR. JORGE RAMOS (Carlos Zara), ex-namorado de Joana no passado, inimigo do Sr. de Montsserat, mestre de Adriano
CAROLA (Cristina Prochaska), dona de uma butique, envolveu-se com Jorge e Nelo. Com chegada da verdadeira Joana, revela-se que Carola é sua filha
DANILO (João Carlos Barroso), envolveu-se com Marizé
ESMERALDA (Cinira Camargo), dona da pensão onde moram vários personagens
TEOTÔNIO, ou BODOQUE (Tim Rescala), músico na confeitaria de Manel, namorado de Tunica
JUCA (Luca de Castro), envolveu-se com Mariana
TUFIK (Felipe Donovan), amigo de Carola
LUÍSA, empregada na butique de Carola.

Para escrever Direito de Amar, Walther Negrão beseou-se numa radionovela de Janete Clair dos anos 50, A Noiva das Trevas.
A história original se passava em 1800 e foi inspirada na vida da avó de Dias Gomes. A radionovela contava a história de uma noiva que andava pelas ruas, à noite, o que Negrão não se manteve na telenovela. O autor sustentou nomes de personagens batizados por Janete, como o de Francisco de Montserrat, mas alterou o século, pois Direito de Amar começa na passagem para 1901.
Fonte: site Memória Globo.

A Globo voltava a produzir novelas para o horário das seis depois de uma interrupção de três meses e uma ameaça de desativação provocada por problemas com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Rio de Janeiro, que reivindicava um limite máximo de seis horas diárias de trabalho para seus afiliados.
Durante esse período sem novela inédita, a emissora exibiu um compacto de Locomotivas (de 1977).

O lançamento de Direito de Amar foi esmerado, exibindo um grande esforço de produção – cenários e figurinos belíssimos.

O primeiro capítulo mostrou com requinte o Réveillon da passagem do século 20 (de 1901).

O enredo, uma ótima trama folhetinesca, a produção, a direção e a interpretação dos atores assegurou o sucesso de Direito de Amar.

Carlos Vereza viveu um de seus melhores momentos na TV, interpretando o vilão Sr. de Montserrat. Curiosamente, o personagem agradava ao público feminino, que torcia por ele. Isto obrigou o autor a intensificar as maldades de Montserrat. Mesmo assim, Vereza recebia muitas cartas de telespectadoras apaixonadas.

Por sua atuação na novela, Carlos Vereza foi eleito pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o melhor ator de 1987. E Jayme Monjardim foi premiado como melhor diretor.

Nas últimas cenas da novela, Montserrat e o Dr. Ramos (Carlos Zara) se enfrentam num duelo. Apesar de excelente atirador, o vilão aponta sua arma para o alto e se deixa matar. Essa sequência foi inspirada no romance A Montanha Mágica, de Thomas Mann, e entrou na história por sugestão do próprio Vereza ao autor, que apostou na ideia.

A produção da novela construiu em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, uma cidade que reproduzia detalhes da arquitetura carioca da época, como a rua da Saúde, inspirada no histórico bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro.
Um dos lugares centrais da cidade cenográfica era a confeitaria, onde as aspirações e os ideais do novo século eram discutidos por intelectuais, artistas e passantes. O local foi inspirado na Confeitaria Colombo, localizada no Centro do Rio. Outros lugares de destaque da cidade cenográfica eram a clínica do médico Jorge Ramos (Carlos Zara) e a pensão de Esmeralda (Cinira Camargo).
Algumas cenas externas foram gravadas em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, como a do baile de máscaras onde Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) se conhecem. O cenário foi o Palácio de Cristal. As tomadas tinham iluminação difusa para criar um efeito de passado. Cerca de 500 figurantes participaram da gravação do baile de máscaras.
Fonte: site Memória Globo.

De acordo com o site Memória Globo, Direito de Amar foi vendida para cerca de 50 países.
A novela deve ter feito muito sucesso no Peru, pois aparece no filme peruano Contracorrente (2009), de Javier Fuentes-León. Em determinada cena, os personagens estão entusiasmados assistindo à novela de Walther Negrão (dublada em espanhol, lógico).

A novela foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 08/11/1993 e 25/02/1994.

Trilha Sonora
direitot
01. ILUMINADOS – Ivan Lins *
02. SEI DE COR – Maria Bethânia (tema de Adriano)
03. OLHA – Milton Nascimento (tema do Sr. de Montserrat)
04. MINHA PEQUENA PRINCESA – Mú Carvalho (tema das irmãs Mariana, Marizé e Marinês)
05. BOUGAINVILLES – Carla Daniel (tema de Alice)
06. BOÊMIO – Emílio Santhiago (tema de Nelo)
07. POR TODA A MINHA VIDA – Gisele (tema de Rosália)
08. SUITE FROM MAGDALENA (THE EMERALD) – Andre Kosteleinetz (tema de Rosália e Adriano)
09. DAS DORES DE ORATÓRIOS – João Bosco (tema de Joana)
10. FADA NOTURNA – Cláudia Raia (tema de Carola)
11. GUARDIÃO – João Caetano (tema de Ramos)
12. DIAS DE LUA – Cláudio Cartier (tema de Paula)
13. BONS TEMPOS – Lula Barbosa (tema de Manel)
14. CUMPRIMENTOS AO NOVO SÉCULO – Odette Ernest Dias (tema geral)
15. ILUMINADOS – Ivan Lins (tema de abertura) *

* O LP traz a música “Iluminados”, de Ivan Lins, em dois arranjos. O segundo, que encerra o disco, é o usado na abertura da novela.

Sonoplastia: Sérgio Seixas
Produção musical: Sérgio de Carvalho

Tema de Abertura: ILUMINADOS – Ivan Lins
O amor tem feito coisas
Que até mesmo Deus duvida
Já curou desenganados
Já fechou tanta ferida

O amor junta os pedaços
Quando o coração se quebra
Mesmo que seja de aço
Mesmo que seja de pedra

Fica tão cicatrizado
Que ninguém diz que é colado
Foi assim que fez em mim
Foi assim que fez em nós
Esse amor iluminado…

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