Sinopse

A desapropriação de uma rua no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, para a construção do metrô, separa vidas há muitos anos entrelaçadas. Entre elas, o Dr. Vitor Amadeu, a moça Leda Maria e o aspirante a cantor Dino César.

Leda Maria e Dino César eram noivos apaixonados, mas Dino resolveu ir para São Paulo tentar a vida como cantor. A brecha deixada por sua ausência foi ocupada por Tomás, que há tempos amava Leda. Os dois acabam se casando e vão morar com a família dele: o velho pai, Menelau Palas, um grego que veio para o Brasil e acabou dono de uma agência de casamentos, e seus irmãos Sônia, que trabalha com o pai na agência, e Osvaldo, um sonhador que vive se metendo em confusões.

Ciumento e brigão, Tomás vigiava a vida de Leda, suspeitando de tudo e de todos. Até que num baile de carnaval acaba se metendo numa briga por causa dela: criada a confusão, ele sai correndo do clube e é atropelado e morto.

Viúva e com o pequeno Téo para acabar de criar, Leda Maria se aproxima de Dona Rosa, espécie de conselheira do bairro. Apesar da boa situação financeira, Dona Rosa adora o Catete e é uma das pessoas mais preocupadas com a ameaça de demolição para as obras do metrô, procurando manter a união dos moradores. A aproximação entre Leda e Rosa é reforçada pelo fato do filho da velha senhora, Vitor Amadeu, ter sido amigo do pai de Leda.

Vitor é médico, e como a mãe, preocupa-se com a comunidade. Por isso inicia um programa de atendimento gratuito para os mais pobres. No início, Vitor preocupa-se bastante com a difícil situação de Leda e dessa preocupação inicial acaba nascendo um amor. Um amor tenso, que provoca uma complicada união entre os dois: eles se casam, separam-se e tornam a ficar juntos.

Em meio ao drama de Leda Maria, a volta de Dino César complica ainda mais a história. Fracassando em sua tentativa profissional, ele quer recomeçar a vida e reatar o noivado com Leda, como se nada tivesse acontecido. Ao mesmo tempo, utiliza-se de todos os subterfúgios possíveis para seguir o almejado sucesso como cantor. Através de uma farsa, aproxima-se de Cláudia, dirigente de uma gravadora, e acaba por se juntar a ela, atingindo seu objetivo. Mas ao mesmo tempo que Cláudia tem poderes para consagrar Dino César, ela também pode acabar com sua carreira.

Nesse meio tempo, as demolições começam e os moradores, liderados por Dona Rosa, retiram-se do velho bairro, mudando-se para outro local. É quando Sônia se apaixona pelo boa pinta Maurício – ela, uma mulher madura, e ele, um rapaz bem mais jovem – e tem que lutar contra as dificuldades dessa relação para ficarem juntos.

Globo – 20h
de 13 de dezembro de 1976
a 13 de junho de 1977
154 capítulos

novela de Janete Clair
direção de Daniel Filho, Jardel Mello e Gonzaga Blota
direção geral de Daniel Filho

Novela anterior no horário
O Casarão

Novela posterior
Espelho Mágico

BETTY FARIA – Leda Maria
FRANCISCO CUOCO – Vitor Amadeu
MÁRIO GOMES – Dino César
SUSANA VIEIRA – Cláudia
LUIZ GUSTAVO – Osvaldo
SADI CABRAL – Menelau Palas
ISABEL RIBEIRO – Sônia
STEPAN NERCESSIAN – Maurício
ELZA GOMES – Dona Rosa
NEUZA AMARAL – Sara
ALBERTO PEREZ – Raul Barbosa
HELOÍSA HELENA – Virgínia
FLÁVIO MIGLIACCIO – Túlio
HÉLIO ARY – Sena
RUTH DE SOUZA – Elisa
LAURA SOVERAL – Leonor
MOACYR DERIQUÉM – Heitor
CHRISTIANE TORLONI – Juliana
GLÓRIA PIRES – Letícia
NAVARRO PUPPIN – Luiz Carlos
ANTÔNIO GANZAROLLI – Jorge
AUGUSTO OLÍMPIO – Oliveira
YAÇANÃ MARTINS – Shirley
LUÍS VASCONCELLOS – José
LEDA BORBA – Francisca
ISOLDA CRESTA – Vera
ALEGRIA – Gentil Paulino
SILVIO FRÓES – Braga
SAMANTHA SCHULLER – Sandra
MYRIAN RIOS – Cidinha
FRANCISCO MORENO – Eugênio Matta
ZEZÉ MOTTA – Jandira
ALFREDO MURPHY – Osmano
SÉRGIO FONTA – Renatinho
RENATA RAYAN – Maria
o menino CARLOS POYART – Téo
e
ANA ARIEL – Madame Xavier
ARLETE SALLES – Naná (amante de Tomás)
AURIMAR ROCHA – Carlos
CECIL THIRÉ – Tomás (primeiro marido de Leda, pai de Téo)
CLEYDE BLOTA – Roberta Bernardes
DARY REIS – Barros
ELIANE MEDEIROS – Ana Maria
JAYME BARCELLOS – Geraldo
MILTON GONÇALVES – Alexandre
NÍVEA MARIA – Hebe
RICARDO – Ricardo (Rômulo, cantor lançado por Cláudia, no final)
SÔNIA OITICICA
SUZANA FAINI – Paula
VERA GIMENEZ – Zuleica (ex-mulher de Osvaldo)

– núcleo de LEDA MARIA (Betty Faria), mulher passional de atitudes, muitas vezes, consideradas individualistas e agressivas. O ciúme crescente do marido faz com que dedique um afeto quase sufocante ao filho pequeno. O reencontro com uma antiga paixão de adolescência abala seu casamento. Após ser abandonada pelo marido, envolve-se também com um médico:
o marido TOMÁS (Cecil Thiré), um tipo de caráter dúbio. As dificuldades diárias e o ciúme excessivo que sente da mulher abalam seu relacionamento. Rouba o dinheiro da indenização do pai e foge com a amante, abandonando a família. Morre numa acidente de carro, logo no início da trama
o filho pequeno TÉO (Carlos Poyart), menino inteligente e extrovertido, apaixonado por futebol. Coleciona caixinhas com os mais variados insetos e tem como grande companheiro o avô
a amante de Tomás, NANÁ (Arlete Salles), mulher vulgar, interesseira e oportunista. Convence Tomás a fugir com o dinheiro do pai dele
a empregada MARIA (Renata Rayan).

– núcleo de VICTOR AMADEU (Francisco Cuoco), bem-sucedido cirurgião, homem sério e exigente, capaz de qualquer gesto para ajudar o próximo. Porém solitário. Além de ser diretor de um hospital, mantém um consultório anexo a sua casa, onde iniciou um programa de atendimento gratuito. Envolve-se com Leda Maria, com quem preocupa-se em demasia, pois fora grande amigo de seu pai. Mas as atitudes dela acabam por afastá-lo:
a mãe DONA ROSA (Elza Gomes), viúva, mulher ativa, sempre pronta a ajudar os filhos e os amigos. Apesar da boa situação financeira, nunca pensou em deixar a casa do Catete, onde mora há anos com a família. Com a desapropriação da rua, assume a responsabilidade de encontrar outro lugar para todos morarem e também um novo consultório para Victor continuar seu programa de consultas grátis
a irmã JULIANA (Christiane Torloni), estudante de Medicina, trabalha no consultório do irmão. Está noiva, mas sempre adia o casamento por achar que seu noivo não compreende seus gostos e atitudes
a amiga SARA (Neuza Amaral), médica, colega de trabalho, apaixonada por ele, não compreende os motivos que o levam a permanecer solteiro
a amiga de Dona Rosa, ELIZA (Ruth de Souza), professora, mantém um colégio numa casa alugada a preço irrisório, onde também mora. Prejudicada pela desapropriação da rua, uma vez que não tem direito à indenização e dificilmente encontrará um lugar nas mesmas condições para instalar sua escola
o mordomo JORGE (Antônio Ganzarolli).

– núcleo de DINO CÉSAR (Mário Gomes), aspirante a cantor, namorado de adolescência de Leda Maria, ainda apaixonado por ela. Volta para casa depois de oito anos afastado da família, quando os pais recebem a notícia da desapropriação da rua. Não tem o apoio do pai, que é contra sua carreira de cantor e o obriga a trabalhar como garçom no restaurante da família. É capaz de tudo para provar que tem talento e está disposto a conseguir uma chance como cantor:
o pai RAUL BARBOSA (Alberto Perez), proprietário do restaurante mais famoso do bairro, outrora frequentado por políticos e intelectuais. Sua família é a mais abalada emocionalmente pela desapropriação da rua
a mãe VIRGÍNIA (Heloísa Helena), responsável pela comida do restaurante. A notícia da desapropriação, no entanto, provoca um grande abalo em sua saúde mental, obrigando-a a afastar-se por um tempo do trabalho e do bairro
o irmão mais velho TÚLIO (Flávio Migliaccio), solteiro, o principal apoio dos pais nos momentos mais difíceis. Amigo de Tomás. Além de trabalhar como gerente numa agência de casamentos, ajuda no restaurante da família
e o garçom no restaurante OLIVEIRA (Augusto Olímpio), sempre o ajuda a resolver seus problemas financeiros.

– núcleo de CLÁUDIA (Susana Vieira), mulher bonita e charmosa, viúva de Rômulo, que fora um famoso cantor. Teoricamente, é a chefe de relações públicas da gravadora Danúbio, de propriedade de sua sogra. Mas, na prática, assumiu quase toda a responsabilidade da gravadora, que passa por uma séria crise. À procura de novos talentos para lançar no mercado fonográfico, conhece Dino César, com quem acaba se envolvendo, e o lança no cenário musical. A princípio ele faz sucesso, mas a relação dos dois desaba e, em consequência, a carreira dele também:
a sogra LEONOR (Laura Soveral), mãe de Rômulo, cultua a memória do filho e nunca conseguiu superar a perda. Proprietária da gravadora Danúbio, desde a morte do filho entregou a direção dos negócios à nora
o pretendente LUIZ CARLOS (Navarro Puppin), com quem namorava em segredo, no início. Sofre com a perseguição de Leonor, que desconfia da relação dos dois.

– núcleo de OSVALDO (Luiz Gustavo), irmão de Tomás. Sonhador, um homem refém de suas fantasias. Divorciado, acredita que a única maneira de manter o amor de sua filha é através de mentiras. Por isso, intitula-se um rico fazendeiro, contraindo despesas muito além do que consegue arcar com o que ganha no jogo ou em pequenos serviços:
a filha adolescente LETÍCIA (Glória Pires), garota mimada. Sabe que o pai é capaz de tudo para satisfazê-la e aproveita-se disso, acreditando que ele seja um milionário
a ex-mulher, ZULEICA (Vera Gimenez).

– núcleo de MENELAU PALAS (Sadi Cabral), pai de Tomás e Osvaldo, avô de Téo e Letícia. Grego, viúvo, dono de uma agência de casamentos que quase não gera lucro, gerenciada por Túlio. Um dos mais antigos moradores do Catete, tem sua propriedade destruída por conta das obras do metrô e se vê obrigado a mudar-se para o apartamento em que Tomás vive com a mulher e o filho. É vítima de Tomás, que rouba dinheiro de sua indenização e foge:
os outros filhos HEITOR (Moacyr Deriquém), afastou-se da família para viver em São Paulo, onde enriqueceu. Mantém-se alheio aos problemas do pai,
e SÔNIA (Isabel Ribeiro), solteirona, proprietária de uma agência de viagens. Mora sozinha em um apartamento da Zona Sul, mas sofre com a solidão. Evita relacionamentos amorosos, mas acaba se envolvendo com um rapaz, bem mais jovem do que ela
os inquilinos que alugam um quarto em sua propriedade JOSÉ (Luís Vasconcelos), de saúde frágil, e a mulher FRANCISCA (Leda Borba).

– núcleo de MAURÍCIO (Stepan Nercessian), trabalha como técnico de som na gravadora Danúbio. Desligado de problemas maiores, seu principal compromisso é com a noiva Juliana, com quem vive brigando. Com o retorno de Dino, passa a se ocupar também com a carreira do amigo. Acaba apaixonando-se por Sônia, uma mulher mais velha, e enfrenta os problemas dessa relação:
o pai SENA (Hélio Ary), um dos moradores mais antigos do Catete, dono da casa de móveis. Sente-se o mais prejudicado pela desapropriação, embora seja exatamente o contrário. Encara o metrô como uma perseguição pessoal. E, apesar de estar em melhor situação financeira do que os vizinhos, vive a se lamentar, achando que não conseguirá refazer seus negócios em outro lugar.

– núcleo da agência de casamentos de Seu Menelau, onde Túlio é gerente:
a secretária SHIRLEY (Yaçanã Martins), dedica-se a pensar em formas de divulgar o serviço, preocupada em evitar o fechamento do negócio
os clientes VERA (Isolda Cresta), deseja casar-se com um homem bonito, com todas as qualidades morais e físicas de um herói romântico. Comparece quase que diariamente ao escritório para recolher a correspondência e reafirmar suas exigências, sem perceber que o primeiro da fila é Túlio
e GENTIL PAULINO (Alegria), dos candidatos mais exigentes. Desiste de todas as pretendentes, pois sempre encontra um defeito, por mais insignificante que seja.

Duas Vidas deu seguimento à linha realista que a autora, Janete Clair, havia iniciado no ano anterior com Pecado Capital. Era a consolidação de uma fase em que o tema central era a tragédia urbana.

A história propunha três partes distintas: a vivência dos moradores desapropriados pelas obras do metrô carioca, a dispersão deles, e o reencontro com as vidas modificadas. O caráter realista do início da novela era ainda mais enfatizado pela localização temporal: a história começa nas vésperas do Carnaval de 1974, justamente quando tiveram início as primeiras demolições para as obras do metrô.

A abertura, que mostrava mãos de uma criança e de uma mulher, sugeria que as duas vidas do título fossem uma referência à relação da protagonista Leda Maria (Betty Farias) com seu filho pequeno, Téo (Carlos Poyart).
O título também pode representar uma simbologia para a mudança de vida de Leda quando ela fica viúva e tem que criar o filho pequeno sozinha.
E, numa análise mais minuciosa sobre a obra, o título pode fazer referência à vida dos moradores do bairro carioca do Catete, antes e depois do metrô.

Duas Vidas é principalmente a história de muitas vidas, sentimental e geograficamente entrelaçadas, que, de maneira brusca, são dispersadas”, definia Janete Clair no início da trama.

Nessa novela, a autora voltou a travar nova luta com a Censura. Nenhum personagem de Duas Vidas era inteiramente bom ou mau. O vilão da novela era o metrô, que era uma obra do Governo Federal, e, como tal, não poderia ser criticado na televisão.
A Censura também não gostou do relacionamento amoroso entre Sônia (Isabel Ribeiro) e Maurício (Stepan Nercessian), por ela ser bem mais velha que ele – apesar de os dois serem solteiros e desimpedidos.
O diagnóstico foi implacável: além de subversiva, Duas Vidas atentava contra a moral e os bons costumes.

Janete escreveu em uma carta à Divisão de Censura e Diversões Públicas do Departamento de Polícia Federal:
“Quem lhe escreve é uma escritora perplexa e desorientada em face dos cortes que vêm sendo feitos pela Censura Federal nos últimos capítulos da novela Duas Vidas. Perplexa e desorientada não apenas pela drástica mutilação da obra que venho realizando, como também diante do incompreensível critério que orienta a ação dos censores. De fato não posso entender que conceitos morais ou de qualquer natureza possam determinar a proibição de um romance de amor entre um jovem e uma mulher madura, ambos solteiros. (…) Não posso entender igualmente o porquê da proibição de outra cena em que o dono de uma casa de móveis reclama contra a poeira produzida pelas obras do metrô, que lhe emporcalha os móveis e afugenta a freguesia, quando todos nós sabemos dos transtornos ocasionados por essa obra pública (…)”.

O esforço da autora foi inútil. Duas Vidas continuou sendo um trabalho frustrado e a crítica manteve-se impiedosa em relação a ele.

Daniel Filho assinou a direção geral de Duas Vidas e cuidou pessoalmente dos primeiros capítulos, passando o bastão para Gonzaga Blota e Jardel Mello (no capítulo 41) quando a paixão de Betty Faria, sua mulher na época, pelo ator Mário Gomes (os dois no elenco) saltou da ficção para a vida real, tornando insustentável sua permanência na direção da novela.
“Foi abandono mesmo. Eu larguei a história e nem mais vi a novela”, admitiu Daniel Filho no livro Nossa Senhora das Oito.

A fusão de fantasia e realidade não limitou-se apenas à alusão ao problema causado pelas obras do metrô. O personagem-cantor (Dino César) passou a ser cantor também na vida real: o ator Mário Gomes gravou um disco, inclusive com uma música na trilha sonora da novela (Chiclete e Cabochard). E cantor com marca registrada: o colar de contas brancas que o personagem usava transformou-se em moda nacional.

Também virou mania entre os telespectadores a brincadeira de “cama de gato”, apresentada na abertura da novela, em que se faz figuras geométricas com um barbante entrelaçado entre os dedos de dois pares de mãos.

Na trama da novela, em substituição a Dino César, sua gravadora lança um novo cantor no cenário musical brasileiro: Ricardo, um cantor de verdade que estava sendo lançado na ocasião da novela. Novamente a ficção e realidade se mesclavam. A música de trabalho de Ricardo, Eu Gosto de Você, cantada por ele em Duas Vidas, não constava na trilha oficial dessa novela, mas acabou entrando para a trilha sonora de uma das próximas produções da Globo, a novela Dona Xepa.

Em entrevista à revista Cláudia em julho de 1977, Janete Clair explicou a repercussão de sua novela:
“Hoje em dia estou muito mudada, não procuro mais só temas românticos, já escrevo procurando contestar alguma coisa. Mas o público gosta só de sofrer! (…) Por isso eu admito que faço algumas concessões, no final de Duas Vidas, Leda Maria e Vitor deveriam se separar, mas o número de cartas que recebi do público, pedindo que os dois ficassem juntos, foi tão grande que não pude deixar de contentá-los com um final feliz.”

Em um capítulo de Duas Vidas, Leda Maria precisa ir a uma festa e não tem roupa apropriada. Tal qual Scarlet O’Hara do filme … E o Vento Levou (1939), ela arranca a cortina de renda existente na casa e faz um vestido com o tecido.

Agradável participação do menino Carlos Poyart, como Téo, e seu relacionamento com a mãe, Leda (Betty Faria).

Primeira novela da atriz Christiane Torloni.

Duas Vidas foi reapresentada em 1981, às 22 horas, em um compacto de 20 capítulos, exibidos entre 5 e 30 de janeiro.

Trilha Sonora Nacional
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01. MENINA DE CABELOS LONGOS – Agepê (tema de Osvaldo)
02. VÁ MAS VOLTE – Ângela Maria (tema de Leda e Vitor)
03. SORTE TEM QUEM ACREDITA NELA – Fernando Mendes (tema de Osvaldo)
04. PARALELAS – Vanusa (tema de Leda)
05. CONTRASTES – Jards Macalé
06. CHICLETE E CABOCHARD – Mário Gomes (tema de Dino)
07. DEIXA – Bandits of Love (tema de abertura)
08. OLHOS NOS OLHOS – Agnaldo Timóteo (tema de Cláudia)
09. CHORO CHORÃO – Martinho da Vila
10. CUIDE-SE BEM – Guilherme Arantes (tema de Juliana)
11. LEVANTE OS OLHOS – Sílvio César
12. DUAS VIDAS – Sônia Burnier (tema de Leda e Téo)
13. AS ROSAS NÃO FALAM – Beth Carvalho (tema de Sônia e Maurício)
14. CINCO COMPANHEIROS – Paulinho da Viola

Trilha Sonora Internacional
duasvidast2
01. I NEVER CRY – Alice Cooper
02. MY DEAR – Manchester (tema de Leda e Vitor)
03. LET’S BE YOUNG TONIGHT – Jermaine Jackson (tema de Osvaldo)
04. LOST WITHOUT YOUR LOVE – Bread (tema de Vitor)
05. ETÉ D’AMOUR – Jean Piérre Posit (tema de Sônia e Maurício)
06. GOLDEN YEARS – David Bowie
07. SO SAD THE SONGS – Gladys Knight & The Pips (tema de Osvaldo e Naná)
08. QUIZAS, QUIZAS, QUIZAS – Los Indios
09. YOU’RE SO TENDER – Chrystian (tema de Cláudia)
10. TONIGHT’S THE NIGHT – Rod Stewart
11. PHOENIX – Norman Connors
12. JAMIE (MY LOVE) – Camilo Sesto (tema de Juliana)
13. I NEED YOU NOW – Dennis Gordon (tema de Leda e Dino)
14. ONE LOVE IN MY LIFETIME – Diana Ross
15. NICE ‘N SLOW – John Blackinsell
16. ROTÍSSE NA MÁTHIS – Tolis Voskopoulos (tema de Menelau)

Sonoplastia: Roberto Rosemberg
Seleção de Repertório: Toninho Paladino e Roberto Rosemberg

Tema de Abertura: DEIXA – Bandits of Love*

Fale quem quiser falar, meu bem (deixa!)
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa
Deixa, deixa, deixa!…

Ninguém vive mais do que uma vez (deixa!)
Diz que sim pra não dizer talvez (deixa!)
A paixão também existe (deixa!)
Não me deixe ficar triste
Então a gente deixa
Deixa, deixa, deixa!…

* O tema de abertura é uma versão instrumental da música

Veja também

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Fogo Sobre Terra

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Pecado Capital (1975)

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O Astro (1977)

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Pai Herói