Sinopse

Dr. Ricardo Aguillar está viúvo há dez anos de Francisca, é um médico conceituado, dono de uma Clínica de Reprodução Assistida e tem verdadeira adoração pelo único filho,
Daniel, que é estudante de Medicina. Os dois amam-se profundamente, mas têm ideais e temperamentos opostos, o que causa atrito entre pai e filho. Mas uma tragédia abala as convicções de Ricardo: Daniel morre prematuramente num acidente.

Após algum tempo, o médico descobre que seu filho havia congelado o sêmen antes de morrer. A partir daí, Ricardo inicia uma busca incansável pela “mulher ideal”, digna de ser inseminada e tornar-se a mãe de seu neto. Só que o destino está prestes a lhe pregar uma peça. A jovem escolhida é a humilde e batalhadora Viviane, que conhecera Daniel pouco tempo antes de ele morrer. Os dois viveram uma rápida mas profunda paixão, e o rapaz ainda encanta Viviane e a envolve nos sonhos em que aparece para ela. A proximidade com a jovem – uma mulher pobre, guerreira e adorável – acaba por despertar um novo sentimento em Ricardo, que se descobre perdidamente apaixonado por ela.

A partir daí surge uma situação insólita e surpreendente: o espírito de Daniel passa a rondar a família e, apesar de estarem em planos diferentes, pai e filho irão disputar o amor da mesma mulher. Assim, de forma inesperada, Viviane surgiu na vida de pai de filho, desencadeando uma série de conflitos e um amor que transcende os limites da vida humana.

Globo – 18h
de 12 de abril a 25 de setembro de 2010
143 capítulos

novela de Elizabeth Jhin
escrita por Elizabeth Jhin, Eliane Garcia, Lílian Garcia, Denise Bandeira e Duba Elia
direção de Rogério Gomes, Pedro Vasconcelos, André Felipe Binder, Fábio Strazzer e Roberta Richard
direção geral de Pedro Vasconcelos
núcleo Rogério Gomes

Novela anterior no horário
Cama de Gato

Novela posterior
Araguaia

HUMBERTO MARTINS – Ricardo Aguillar / Pedro Cassiano
NATHÁLIA DILL – Vitória (Viviane) / Valentina
JAYME MATARAZZO – Daniel / Damian
ALEXANDRE NERO – Gilmar (Luís Eustáquio da Silva)
ANTÔNIO CALLONI – Vicente / Esteban
CÁSSIA KISS MAGRO – Francisca
ZEZÉ POLESSA – Sofia (Sofia Loren)
DÉBORA FALABELLA – Beatriz
GISELE FRÓES – Jane
SUZANA FAINI – Antônia
JANDIRA MARTINI – Madame Gilda (Gildete)
WALDEREZ DE BARROS – Zenilda
CARLOS VEREZA – Athael
CAROL CASTRO – Mariana
MARCELO FARIA – Guilherme
CAROLINA KASTING – Judite
CELSO FRATESCHI – Jardel
MURILO GROSSI – Jofre Ferreira / Gentil Nogueira
JOSÉ RUBENS CHACHÁ – Jovenil
NICA BOMFIM – Magali
ANDRÉ GONÇALVES – Jair
ANA PAULA BOUZAS – Fabiana
GIOVANNA EWBANK – Suely
PAULO VILELA – Breno
MANUELA DO MONTE – Luciana
MARIA CLARA MATTOS – Leninha (Gislene)
ALEXANDRE RODRIGUES – Seth
MARINA RUY BARBOSA – Vanessa
BRUNO PEREIRA – Mauro
BEL KUTNER – Virgínia
SIMONE SOARES – Fernanda
ROSANE GOFMAN – Mundinha
ARY FRANÇA – Filhinho (Valdemar)
THELMA RESTON – Etelvina
CACÁ AMARAL – José
PIA MANFRONI – Dalva
CLÁUDIO GALVAN – Calixto
CRISTINA AMADEO – Danusa
ISABELA MEIRELLES – Mônica
IZAK DAHORA – Alex
LUCCI FERREIRA – Afonso
PAULA TOLENTINO – Yasmin
BIA SION – Rute
GILBERTO TORRES – Mateus
SÔNIA ZAGURY – Dona Lucélia
DANIELA FONTAN – Berenice
EWE PAMPLONA – Hilda
LINCOLN TORNADO – Ezequiel
ALEXANDRE LEMOS – Zeca
ROSANA DIAS – Sandra
LARISSA BIONDO – Michele
HELDER AGOSTINI – Thiago
EDUARDO MANCINI – Manoel
JOSÉ BITTENCOURT – Dentinho
WAL SCHNEIDER – Chico
as crianças
MATHEUS COSTA – Tadeu
LUÍSA GONZALES – Laura
ANNA RITA CERQUEIRA – Clara
YAGO MACHADO – Huguinho
JOÃO VICTOR GRANJA – Zezinho
JOÃO FERNANDES – Luizinho
e
ADRIANA MARTINUZZO – recepcionista da clínica de Ricardo
AGILDO RIBEIRO – Durvalino Batista (pai de Beatriz)
BEBEL MESQUITA – Milena (secretária de Linda Loveface)
CAIO MANHENTE – anjo da guarda de Tadeu
CHRISTIANO TORREÃO – Gevaldo (falsificador de jóias)
ED OLIVEIRA – capanga de Gilmar
FABIANA VALOR – Márcia (professora de balé da Vanessa e Bruno e amiga de Rute e Danusa)
IDA CELINA – Amélia (mãe de Francisca)
JAIME LEIBOVITCH – Francisco (pai de Francisca)
MARCELA TINTI – recepcionista da clínica de Ricardo
MARIA MÔNICA PASSOS – moradora da comunidade Dona Ivone
MICHEL BERCOVITCH – Marcelo Estrada (advogado de Ricardo e de Guilherme)
OSNI SILVA – porteiro amigo de Jair
OTHON BASTOS – Constantino (Velho) (pai de Gilmar)
RONEY FACCHINI – Miguel dos Anjos (editor do livro de Zenilda)
SYLVIA DE CARVALHO – Linda Loveface (promoter que tenta seduzir Jair)
THOMMY SCHIAVO – Rúbens (morador da comunidade Dona Ivone)
TONY TORNADO – Xavier (Furacão) (pai de Ezequiel)
WILLIAM VITA – policial que tenta prender Viviane no primeiro capítulo
Dr. Fabrício (médico de Yasmin)
Com poucos tropeços e um saldo positivo, a trama espírita de Escrito nas Estrelas emocionou o público do horário e manteve uma audiência cativa e satisfatória para a emissora. A novela questionou os limites entre o plano físico e o espiritual, e apresentou os avanços da ciência genética em seus aspectos médicos e éticos, através de uma história de amor.

Escrito nas Estrelas veio a calhar em um ano em que o cinema nacional levou ao público a biografia de Chico Xavier e o romance espírita Nosso Lar – os maiores orçamentos e bilheterias da época. Nesta onda espiritualista, a Globo ainda apresentou o seriado A Cura, de João Emanuel Carneiro, em que o tema também foi explorado.

A autora, Elizabeth Jhin, comentou sobre a ideia da sua novela:
“A história surgiu a partir da leitura de um artigo sobre reprodução humana e os aspectos éticos ligados à ciência genética. Pensei em como seria uma mulher gerar um filho com o sêmen de um homem já falecido e comecei a me perguntar sobre as implicações de um ato desses na esfera espiritual”.

No tocante à espiritualidade, Elizabeth Jhin, recebeu assessoria de Luiz Queiroz e Wagner Assis. Em entrevista, ela contou como foi abordada a espiritualidade em Escrito nas Estrelas:
“Quis trazer para a trama inquietações transcendentais pelas quais todos passamos. Acredito que o tema da espiritualidade é um bom pano de fundo para uma obra de ficção, para uma bela história de amor. (…) Minha intenção é enfocar a espiritualidade no seu sentido amplo, aquela busca pelo sagrado que existe dentro do homem desde que ele se pôs de pé e conseguiu olhar para o alto. Quero mostrar uma espiritualidade ligada à alegria e ao amor que deveria existir entre as pessoas.”

O maior trunfo da autora foi contar uma boa história sem a pretensão de ser didática. O Espiritismo apareceu apenas como pano de fundo, gerando assim várias possibilidades dramatúrgicas. Mesclando drama e humor, o que se viu foi uma novela movimentada numa produção bem cuidada, com direção segura (de Rogério Gomes) e elenco de primeira.

De acordo com a autora, a trajetória da personagem Viviane (Nathália Dill), uma mocinha pobre mas guerreira, remeteu a uma espécie de “Cinderela do século 21”. Elizabeth Jhin comentou de onde tirou essa ideia:
“Fui imaginando um homem que deseja um herdeiro mas seu único filho está morto. Mas, graças à tecnologia atual, existe o sêmen congelado deste filho, o que abre uma nova perspectiva para esse pai. Mas como escolher a mãe ideal para essa criança tão especial? Aí, claro, me veio à cabeça a história da Cinderela, do pai que manda chamar todas as moças do reino para escolher uma para o príncipe. Como estamos no século 21, quis fazer uma heroína guerreira como são as mulheres de hoje.”

A novidade apresentada em Escrito nas Estrelas foi geração de um filho de um homem morto. Mas a Globo trabalhou o tema de uma forma que o público não só compreendesse o questionamento como também se interessasse por ele. Foi só a novela estrear para que pautas com explicações e exemplos de casos parecidos ganhassem espaço em jornalísticos, como o Fantástico. Ampliou o conhecimento e colocou em evidência o problema, fazendo crescer a curiosidade de quem assiste sobre uma situação que não está prevista na legislação nacional.

A escolha de Nathalia Dill como protagonista, feita pela própria autora, foi um acerto. Em seu terceiro trabalho, a atriz novata convenceu na pele da mocinha batalhadora Viviane/Vitória e foi o grande destaque do elenco. Sua performance em nada lembrou sua protagonista anterior – Santinha da novela rural Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa. Nathália seguiu segura com sua personagem mostrando talento ao criar um tipo cativante, sem ser piegas, como talvez poderia acontecer com uma atriz menos preparada.

Humberto Martins mostrou um Ricardo longe dos super-heróis descamisados no que o ator acabou se especializando. Alexandre Nero esteve ótimo na pele do vilão sacana Gilmar, um tipo irritadinho e impaciente, cômico às vezes, mas ao mesmo tempo um canalha com as mulheres que colecionou ao longo da história, e cruel como o algoz de Viviane/Vitória.

O grande destaque do humor ficou por conta das vilãs risíveis Sofia, de Zezé Polessa, e sua cria Beatriz, de Débora Falabella. A química entre a dupla fez a diferença, e o tratamento dados às suas personagens, com rompantes de maquiavelismo caricato, atingiu aquele tom que levava às gargalhadas. As atrizes exploraram todos os exageros das personagens, que quase sempre conseguiam beirar ao ridículo sem causar qualquer sensação de constrangimento para quem assistisse. Tons bem acima, mas na medida certa para o contexto.

Para as gravações do plano espiritual, foi pensado inicialmente em locais com uma bela natureza, mas optou-se por um universo mais lúdico e mágico, com painéis pintados, inspirado no que o diretor Luiz Fernando Carvalho fez na minissérie Hoje É Dia de Maria (2005). As cenas do plano espiritual foram gravadas em 24 quadros por segundo, em vez dos tradicionais 30. Isso provocou na imagem uma textura um pouco diferente. Também foi trabalhada com uma luz mais recortada, que se aproximava de uma estética cinematográfica. Também foram usados recursos diferentes nos voos dos personagens, associando os efeitos tradicionais de levitação do ator a movimentos executados dentro da água, o que ameniza o efeito da gravidade, deixando-os mais suaves.

Uma das primeiras locações da novela foi a comunidade do morro Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Era lá que viviam Viviane e seu pai, Jofre (Murilo Grossi).

Uma triste coincidência marcou a estreia da novela. Uma semana antes de começar a exibição de Escrito nas Estrelas, o Estado do Rio de Janeiro foi assolado com uma enchente que provocou mais de 200 mortes. Enquanto as cidades ainda se recuperavam da tragédia, os primeiros capítulos da trama exibiram exatamente o que se viu: cenas de uma enchente num morro do Rio de Janeiro onde morava a personagem Viviane. Quem assistiu, imaginou que a produção havia aproveitado as cenas reais para a trama. Mas essas sequências já haviam sido gravadas há dois meses. Coincidentemente, a ficção se misturou à realidade.

A figurinista Natalia Duran comentou sobre a caracterização da vilã Beatriz (Débora Falabella):
“Nós nos inspiramos em modelos que estão em alta, (…) com atitude bem rock and roll e irreverência”. Beatriz usava muito as roupas de cintura alta e marcada, além de correntes e elementos metálicos, como fivelas, tachas e zíperes. Para completar, calças leggings em tecido vinil ou cirrê.
O look também contou com um corte de cabelo moderno, picotado na altura do ombro, e com um tom loiro ruivo.
“A bolsa de maquiagem da Beatriz é uma caixa de brinquedo, com direito a sombras prateadas ou com brilho. Sua marca registrada é o olho preto esfumaçado. (…) No dia a dia, ela usa um gloss cor de boca, mas também tem batons bem legais”, contou a supervisora de caracterização, Valeria Toth.

No extremo oposto, estava a heroína Viviane. Apesar de bela, a jovem era pouco vaidosa, em função das circunstâncias da sua vida. O cabelo da atriz Nathália Dill foi escurecido e as pontas foram picotadas para dar mais volume e render um jeito mais amassado e despenteado. A personagem quase não usava maquiagem. A roupa das cenas iniciais também eram bem simples: camiseta e calça jeans larga, um tanto envelhecidas pelo uso.

Outra curiosidade na caracterização dos personagens foi a quantidade de perucas e apliques que a equipe usou. Os novos fios estiveram em Walderez de Barros, Suzana Faini, Marina Ruy Barbosa e Alexandre Rodrigues, além de Débora Falabella que apareceu eventualmente com um rabo de cavalo.
“Gosto de trabalhar dividindo ideias com os atores. Dessa vez foi engraçado porque tanto a Walderez quanto a Suzana trouxeram a sugestão de usar peruca. No início fomos um pouco resistentes, mas depois incorporamos mesmo, porque ficou ótimo”, contou Valeria Toth.

Elizabeth Jhin voltou aos temas espiritualistas em suas novelas seguintes: Amor Eterno Amor (2012) e Além do Tempo (2015).

Trilha Sonora

escritot
01. QUANDO A CHUVA PASSAR – Paula Fernandes (tema de abertura)
02. ETERNAMENTE – Gal Costa (tema de Ricardo e Jane)
03. ELA SÓ PENSA EM BEIJAR – Celso Fonseca (tema geral)
04. PAI – Fábio Jr. (tema de Ricardo e Daniel)
05. RODA GIGANTE II – Marcelo Mira (tema geral)
06. ELA BRIGA COMIGO – Moinho (tema de Gilmar e Suely)
07. MAMÃE PASSOU AÇÚCAR EM MIM – Mart’nália (tema de Jair)
08. DEIXA EU TE AMAR – Diogo Nogueira (tema de Dalva e Mateus)
09. PARA DE PARADINHA – Arlindo Cruz (tema de Jair)
10. NOSSA HISTÓRIA – Lorena Chaves (tema de Mariana e Guilherme)
11. ERVA VENENOSA (POISON IVY) – Rita Lee (tema de Sofia e Beatriz)
12. CORAÇÃO DE PAPEL – Zé Renato (tema de Vanessa e Mauro)
13. QUEM TOME CONTA DE MIM (SOMEONE TO WATCH OVER ME) – Paula Toller (tema de Viviane e Ricardo)
14. GENTE HUMILDE – Luiza Possi (tema geral)

ainda (a trilha sonora internacional não foi lançada comercialmente apesar de as músicas tocarem na novela)

ON THE ROAD AGAIN (instrumental) – Mú Carvalho (tema de Viviane e Daniel)
FLY TO THE MOON – The Parlotones (tema de Viviane e Daniel)
ANGEL – Katherine Jenkins (tema de Ricardo e Vitória)
BILLIONAIRE – Travie Mccoy featuring Bruno Mars (tema de Gilmar)
MY LEGS ARE WEAK – Paloma Faith (tema romântico geral)
ROCK WITH YOU – Marcela Mangabeira (tema geral)
ISN’T SHE LOVELY – Cris Dellano (tema de Luciana)
I SAY A LITTLE PRAYER – Taryn Szpilman (tema geral)
CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU – Barbara Mendes (tema de Alex e Mônica)
POSTCARD – Lu Alone (tema de Vanessa e Mauro)
LOST IN LOVE – Marcela Mangabeira (tema romântico geral)
SOMEONE TO WATCH OVER ME – Bia Sion (tema de Guilherme e Mariana)
IF WE WERE – Belinda (tema das festas)
ALL THE LOVERS – Kylie Minogue
I RUN TO YOU – Lady Antebellum

Tema de Abertura: QUANDO A CHUVA PASSAR – Paula Fernandes

Pra que falar se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada
Mas não vou chorar se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar

Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos

A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja
Eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão…

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