O programa foi ao ar todas as quintas-feiras. O primeiro episódio foi transmitido ao vivo. Foram produzidos 112 episódios.
A presença do personagem Júnior (Osmar Prado) se justificava em uma necessidade política do autor do seriado, Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha, para fazer críticas sociais. Por conta disso, era quase sempre censurado, e episódios chegaram a ser proibidos de ir ao ar.
Djenane Machado se negou a continuar no segundo ano da série. Disse que não queria ficar marcada pelo seriado. Foi então substituída de um episódio para outro por Maria Cristina Nunes. E, durante o episódio, não se falou nada da substituição. Apenas um dos personagens achou que ela estava "um pouco diferente".
Em março de 1975, A Grande Família passou a ser transmitido em cores, mas logo foi suspenso, por causa da morte de Vianinha. Paulo Pontes chegou a substituí-lo como redator principal, mas terminou por se achar sem condições psicológicas para continuar a tarefa. No ano seguinte, também ele morreria, vítima de câncer, como seu amigo.
Daniel Filho menciona em seu livro O Circo Eletrônico:
"O primeiro episódio, escrito pelo Vianinha, em parceria com Armando Costa, chamou-se A Mudança. Eles inseriram, nas entrelinhas, críticas ao regime político da época e à situação em que o povo estava vivendo. Fizeram episódios maravilhosos, como O Recadão, onde os personagens não conseguiam se comunicar (uma metáfora da censura) e o jeito era deixar um recado escrito. Esse recado era mal entendido e aí as próprias pessoas de casa passavam a censurar o recado. Saiu da cabeça maravilhosa e alucinada do Armando Costa e de uma estrutura perfeita que o Vianinha dominava, por todo o seu conhecimento teatral".
A Grande Família fez muito sucesso entre o público, que se identificou com os problemas da família de Lineu. Segundo Vianinha, o programa era uma ironia às dificuldades do povo e uma crônica da família. Ele chegou a dizer que era a democratização do fracasso, não no sentido de derrota, mas de solidariedade com os não vitoriosos, que enfrentam e vencem todas as situações apresentadas.
Em 1987, a Globo produziu um episódio especial de Natal, escrito por Marcílio Moraes, mostrando o que aconteceu com a família nos últimos anos. Era uma homenagem a Oduvaldo Viana Filho promovido pelo diretor Paulo Afonso Grosolli, o mesmo de 12 anos antes. O elenco era o mesmo do seriado original. Entre os atores convidados para o especial, estava Pedro Cardoso, que, então, viveu um estudante de teatro por quem Bebel se apaixona após deixar o marido Agostinho. Pedro Cardoso faria parte da segunda versão da série em 2001, onde interpretou Agostinho.