Kubanacan, uma viagem inesquecível
por Leonardo Felipe Nery
Quando acaba uma novela do Carlos Lombardi volto ao meu estado normal. Deixo de ser aquela pessoa que parte para a agressão e fica fulo quando ouve ou lê textos contra as obras do autor, o que, infelizmente, é bastante comum dada a complexidade e polêmica que suas criações tendem a oferecer.
Kubanacan tinha tudo para ser uma das melhores novelas do Lombardi. E por muitos meses foi. Lembro que durante muito tempo, as pessoas que conheço falavam maravilhas da trama. Era praticamente uma unanimidade. Até telespectadores não muito chegados ao autor diziam que conseguiam acompanhar o trabalho de então.
O Ibope estava ótimo e tudo ia bem a não ser por duas situações: total desprezo da imprensa e as situações da novela, que corriam numa velocidade ímpar, já me fazendo temer sobre o futuro da novela. Sempre que conversava sobre a novela, levantava tais fatos.
Em relação à imprensa, havia o foco total direcionado às "polêmicas" de Mulheres Apaixonadas e a implicância natural ao estilo do autor. Até hoje, acho um absurdo não fazerem estardalhaço com o fato de Kubanacan ter o melhor Ibope das sete desde Uga Uga, anterior do Lomba. Não há palavras que possam representar minha revolta com isso.
E acompanhamos a ação ininterrupta da novela. O que foram aqueles capítulos da chegada de Esteban em La Bendita, capital de Kubanacan, e querendo encontrar o sedutor de Marisol, fugindo de agentes, conhecendo Lola? Era tudo perfeito. A direção
do Wolf Maya e equipe, a interpretação do elenco, a funcionalidade dos personagens.
Neste período, tivemos algumas cenas antológicas da novela. A começar pela queda do Esteban no mar no primeiro capítulo, passando pela dança do personagem com Marisol ao pôr-do-sol, Camacho sendo levado ao poder por Mercedes, a corrida de Esteban pela praia quando pensara que Marisol tinha morrido, a Lola sendo empurrada para cima do palco e começando a cantar, Enrico humilhando Lola por causa do concurso que ela venceu, Lola vagando pela rua e sendo beijada pelo Esteban em fuga, Enrico dando fuga ao Esteban do hotel e embarcando no fusca vermelho. Aliás, a cena dos dois dentro do carro foi simplesmente demais. Muito bem concretizada. Inesquecível. A novela conquistava cada vez mais ao mesmo tempo que No Me Platiques Más tornava-se hit imabatível dentro da trama.
Em pesquisas informais, percebia que Kubanacan perigava se tornar a segunda novela preferida do Lombardi de todo mundo (parece estranho, mas muita gente tem Vereda Tropical, Bebê a Bordo [olha eu me citando], Quatro por Quatro como obras preferidas do autor e não abrem mão). Contudo, infelizmente o furacão aconteceu e uma grande tragédia aconteceu na novela.
As características mais, digamos, difíceis do Lombardi começavam a aparecer e dá-lhe Esteban em excesso, diminuição de vários personagens periféricos, a sexualidade e a violência exacerbadas (houve um período com a ereção do Enrico quando se aproximava de Rubi e ninguém esquece a única polêmica desta fase, quando o Carlito foi espancado pelo Esteban na frente da
Casa Amarilla, após o rapaz empurrar o Gabriel). Uma parcela do público começava a ficar confusa com a existência do Dark Esteban. Mal sabiam que ele só seria o segundo de muitos "Estebans" que ainda apareceriam...
E o caos chegou com o pedido de afastamento do Humberto Martins. Enquanto a imprensa festejava, nós, fãs da novela, ficávamos curiosos de como o Camacho sairia da novela sendo ele um personagem importante pois era o ex-ditador do país e estava diretamente ligado à vingança do Esteban. Como o sumiço do general foi bem explicado, até que o trauma não foi tão grande para a novela assim, logo de cara, mas a médio prazo...
Marisol estava completamente sem função na trama. Tinha deixado de ser o interesse romântico do Esteban e não havia mais o Camacho para desenvolver sua história. Lombardi, então, teve uma das piores idéias da novela: Marisol forjaria a própria morte e voltaria como uma outra pessoa, Frida. Tudo foi preparado para dar impacto. Danielle Winits ficou fora durante uma semana da novela, existiram matérias na imprensa, mas com voz estridente, loira novamente e tentando se passar por prima de Marisol, a Frida não emplacou e saiu de cena rapidinho.
A partir de então, a situação de "mortos" que voltavam à vida se tornou tão comum que em uma atitude genial, o próprio Lombardi fez piadas com a situação (não me esquecerei da cena em que Mercedes tentava abrir o caixão do Rúbio pensando que ele também tinha "voltado a viver"). Admiro muito pessoas que conseguem rir de si mesmos. E o autor é mestre nisso (pelo
menos, até onde eu saiba, em relação à situações que não dão certo em suas tramas).
Kubanacan era para ter terminado em novembro. A Globo chegou a cogitar que fosse esticada para março (!). Quando comecei o texto, falei que meu temor era de que o Lombardi tinha feito meses seguidos com ação desenfreada e que isso simplesmente acabasse. Pois é. Durante algum tempo, vimos o quarteto protagonista dando voltas em torno do mesmo lugar. Já sabíamos que o Esteban era agente secreto, tinha um pai armador e dá-lhe mulheres do passado do herói.
Um dos poucos mistérios que restaram foi a tal fórmula da Fênix. Lombardi seguiu com isso e era o que movimentava a novela. De tempos em tempos, surgia uma traminha rápida de coadjuvantes, mas do núcleo principal, a história meio que sobrevivia graças a incomensurável criatividade do Lomba em fazer aventuras momentâneas.
De qualquer modo, vale lamentar o fato de o Lombardi não aproveitar várias situações que poderiam ter sido interessantes. A trama do Johnny, seu pai e a esposa golpista poderia ter rendido muito mais. Houve uma rápida menção a um passado que uniria os personagens do Mário Gomes e de Ângela Vieira, mas infelizmente a saída de Perla impediu que soubéssemos mais desta história.
E dá-lhe sumiço de personagens/atores da novela sem explicação. Além da Perla, todos queremos saber em que máquina do tempo se meteram o D. Diego, a terceira prostituta do Enrico, o Calígola, a namoradinha do Gabriel. Poderia ter tido uma explicação de que viajaram, morreram, mas acabou não tendo nada disso.
Nos bastidores, líamos nos jornais os atrasos dos capítulos. Felizmente, a emissora tem uma incrível infra-estrutura e não dava para perceber que as cenas gravadas num dia eram exibidas no seguinte. No entanto, o sacríficio do Lombardi e do elenco, às vezes, ficava evidente.
Humberto Martins voltou e revelou que seu Camacho fez uma tremenda falta na novela. Estranhamente, o ator voltou após a saída do diretor e ator Wolf Maya, substituído pelo Roberto Talma, com quem o Lombardi já havia trabalhado antes. Talma segurou a onda e conseguiu dar um molho especial com as imagens do que seriam a Universidade de Kubanacan e o presídio de Las Mazmorras.
As imagens divididas (uma das maiores sacadas da novela) na tela deram uma diminuída e o ritmo alucinado do autor ficou mais elevado ainda (mal ou bem, acredito que fica sendo melhor para o Lombardi trabalhar com diretores que o "controlam", dão um ar naturalista às suas tramas não-realistas, como o Wolf e o Ricardo Waddington), mas a imagem de cima da ilha que representava o país, situando os locais das ações, continuou (isso também foi nota mil).
As participações especiais ganharam destaque nos últimos dias na mídia. O Vídeo Show fez uma ótima matéria sobre isso e notas em jornais chegaram ao exagero de dizer que foram 800 participações. Tudo bem que Regina Duarte sozinha conte por umas 500 atrizes, mas na realidade de atores conhecidos, deve ter tido um número muito menor, que, no entanto, bateu todos os recordes e dificilmente será ultrapassado.
Ver Cristiana Oliveira, Paulo Betti, Stênio Garcia, Joana Fomm, Gabriela Duarte, Eduardo Moscovis, Carla Marins, Natália Lage, Vivianne Pasmanter entre dezenas (ou centenas) de outros atores para brincar na trama episódica da novela foi
sensacional e, creio, marcará para sempre as lembranças de nós, espectadores. Algo histórico. Mereciam ter sido creditados de alguma forma.
E já que falei de atores, e o elenco de Kubanacan? Infelizmente, sempre criticados pelos jornalistas, há a implicância com Marcos Pasquim, Humberto Martins e Danielle Winits. Quem vai atrás de textos prontos e não formula suas próprias idéias perdeu a chance de ver desempenhos marcantes do trio. Pasquim principalmente teve de segurar a onda de fazer várias personalidades do Esteban e condições físicas de estar presente em 80% da novela. Humberto Martins passou pela crise, mas soube dar toques insanos ao Camacho e demonstrou bem a dor que uma humilhação pode fazer. Danielle Winits surpreendeu como a dona-de-casa ambiciosa, dividida entre o amor e a vontade de virar celebridade. Pena que a personagem tenha perdido o fôlego para a Lola e a Rubi.
Lola e Rubi. E Enrico. Adriana Esteves, Carolina Ferraz e Vladimir Brichta simplesmente estiverem perfeitos. A Lola do início da novela me fez ficar apaixonado. Houve, durante uma época, um tom exagerado, mas felizmente foi superado. O detalhe da mãozinha, os olhos de desejo que brilhavam ao ver o Esteban, a voz ao cantar No Me Platiques Más; tudo fez com que Lola se tornasse a personagem mais bem interpretada do ano para muita gente.
Vladimir Brichta é um sujeito muito engraçado. Quando o Enrico falava algo ligado ao poder ("presidente", por exemplo), tinha aquele jeitão engraçado que era único. Ou quando tinha um princípio de enfarto. A Globo tem nas mãos a melhor mistura de galã e ótimo ator que não aparecia fazia anos. Quanta a Carolina Ferraz, o que falar? E pensar que ela quase não fez a novela! Não consigo ver uma outra Rubi que não tivesse a cara e o jeito que a atriz deu para ela. Sutil no jeito macho, soube dosar a timidez, o amor não realizado pelo cunhado e o desejo de virar militar. Mereceu virar presidente de Kubanacan em 1961.
Os outros atores também defenderam muito bem seus papéis. Com exceção de poucos nomes, quase todo mundo soube conduzir o misto de comédia de absurdo com a interpretação realista que o texto do Lombardi pede. Valeu a surpreendente melhora de Daniel Del Sarto e o humor inabalável de Bruno Garcia, Nair Bello, Ângela Vieira (mesmo desperdiçados), Betty Lago, Luiz Guilherme, Daniel Boa Ventura e Wilson dos Santos (o Camareiro merecia um fim, não?) entre outros.
Em relação à trama, não há mais o que se dizer: o argumento - homenageando Que Rei Sou Eu? de Cassiano Gabus Mendes - do Carlos Lombardi mais uma vez unia duas tramas principais (o desmemoriado e a sátira política) para fazer de Kubanacan uma alegoria de alguns vícios ruins de países do terceiro mundo. O enredo do homem sem memória acabou agradando mais e foi para ele que tudo acabou convergindo. Pena, como já falei, de o Lombardi ter revelado muita coisa nos primeiros meses e depois ter para segurar apenas a questão da Fênix.
O fato de ser um agente secreto que fugia de todo mundo deu ação na medida certa e a fórmula da Fênix escondida na tatuagem do Esteban conseguiu surpreender como bomba de nêutrons que matava toda forma de vida animal, provocando combustão da gordura e preservando as contruções e bens. A corrida pela fórmula deu o tom da novela nos últimos tempos, sendo
praticamente o gancho final da novela.
Nas últimas semanas de Kubanacan, tivemos boas cenas como o nascimento dos bebês, filhos de Lola e Rubi e, finalmente, o começo das lembranças de Esteban e a construção da Fênix. Fiquei louco com as seqüências exibidas no
último sábado e segunda da novela. A memória do Esteban ia voltar e surpresas inimagináveis nos aguardavam.
Infelizmente a correria da última semana ficou evidente. Não tenho dúvida de que seria melhor que a luta entre Camacho e Esteban ocorresse no Coliseu. Cenas mais demoradas com Esteban presidente dariam a satisfação ao público que torceu por isso, assim como ver o ator (o ator Marcos Pasquim e não um figurante de peruca) sendo carregado para a Casa Amarilla. No penúltimo capítulo, houve a tradicional seqüência de perseguições de carros que o Lombardi coloca em suas novelas, destacando a queda do famoso fusca vermelho no mar. Poderiam ter trabalhado mais o suspense em torno do uso da Fênix sobre o quarteto protagonista, mas os últimos minutos superaram tudo: Esteban recuparara toda sua memória e revelava ser Leon, o filho de Rubi, nascido dias antes. Vindo do futuro numa máquina do tempo para evitar a destruição de Kubanacan.
Sei que não fui o único a ficar me corroendo de quinta para a sexta com os ganchos criados e as expectativas em torno da possibilidade de uma viagem no tempo dentro da novela. Pela primeira vez na história, um dos elementos mais instigantes da ficção científica era usado numa telenovela. Certamente, confundiria o público acostumado com às tramas lineares desse tipo de gênero televisivo.
Kubanacan nunca foi uma novela fácil de compreensão pelo público geral. Aliás, como a maioria das que o Lombardi escreve. Outro dia, eu li uma crítica de um filme (O Último Samurai) dizendo que ele era ruim porque tinha uma trama tradicional, com narrativa linear. Pois bem, as novelas, que são criticadas por não oferecerem nada "diferente" ao público, tem em Kubanacan o exemplo de uma obra não-linear, com passado e presente se fundindo a todo instante e as pessoas continuam a criticar?!? Vai-se entender o povo!
De qualquer modo, achei genial a idéia do Lomba em ousar mais uma vez e colocar Esteban como um jovem professor chamado Leon, que volta ao passado para tentar modificar a história. As cenas de 1990 que apareceram no último capítulo deram um "ar" diferente à novela e junto com a viagem através da máquina do tempo formou as melhores seqüências do final da trama.
Tenho impressão de que o "mundo" não entendeu a seqüência que mostrou o que aconteceria a Kubanacan sem o Leon. Lola permanecendo casada e sendo enganada pelo Enrico, Alejandro usando a Fênix em Porto Rico, os EUA jogando uma bomba atômica em Kubanacan, matando quase toda a população, inclusive a protagonista Lola. Isso foi nota mil, assim como a Pilar percebendo que nunca conheceria o pai (na verdade irmão) sem a alteração do passado.
Não ficarei aqui falando sobre os erros criados por este final apoteótico de última hora (Lombardi admitiu em jornais que criou a nova origem do Esteban/Leon nas últimas semanas), afinal se o velho e verdadeiro Esteban tinha caído na mar e foi dado como morto em 1951, Alejandro nunca teria a fórmula da Fênix (no final das contas, conseguido através do Leon no
penúltimo capítulo). E como o verdadeiro Esteban conheceria a Rubi para juntos gerarem o Leon?
Fora que não acredito em viagens no tempo que modificam passado. Sem a morte de Esteban em 1951 e a bomba atômica dando fim a Kubanacan, Leon (1990) não ficaria tão obsessivo pela história do país e não viajaria no tempo para modificar o passado. Cria-se um paradoxo temporal. Mas tudo bem. Vamos nos prender à trama. Valeu a surpresa do final e, como disse, a expectativa quanto ao destino do Leon e o final da Fênix, para impedir os acontecimentos que levariam à destruição de Kubanacan.
O que eu detestei mesmo foi o incesto da novela. Se são duas coisas que não gosto de assistir é pedofilia e incesto. Ter nos feito torcer por um casal que era formado por uma tia e um sobrinho foi sacanagem do Lombardi com o público. Fora ter mexido numa das instituições mais sagradas que existem (a "mãe") ao fazer o Leon transar várias vezes com a Rubi.
Não ficou muito explícito, mas a própria filha do Esteban/irmã de Leon, a Pilar, comentou que preferiram não contar toda a história para a Rubi para que ela não ficasse confusa. Leon não ficou nem aí (e seqüências mostraram que Leon conviveu bastante com Rubi, até esta ficar velha). Édipo furou os olhos. Leon comemora! E Lola, que quase foi freira e demorou um século para se entregar numa paixão extra-conjugal, não teve uma crise sequer em saber que amava o sobrinho e ter um happy end com ele. Talvez tenha sido uma tentativa de causar uma mega-polêmica no último capítulo.
Seria muito mais fácil e menos "pesado" se o Lombardi colocasse o Leon como filho do Esteban com alguma mulher que ele estivesse vivendo no esconderijo. Não ficaria forçado como ficou com uma ligação do verdadeiro Esteban com Rubi e ficaríamos livres das relações proibidas entre Leon & Rubi e Leon & Lola.
Ah, claro. E há o fato de nós torcermos e gostarmos da relação do Esteban com os filhos, com o irmão Guillermo, com a mãe Maria Félix e no final das contas a relação de parentesco do Leon com estes era outra. Foi mesmo uma "traição" do Lombardi com o público a meu ver. De qualquer maneira, representou uma surpresa final que ninguém esperava (guardadas as devidas
proporções, surpreendeu tanto quanto o final de O Sexto Sentido e O Clube da Luta, por exemplo).
Mais uma vez, como acontece na maior parte de suas novelas, tivemos um personagem contando o destino dos personagens
(desta vez a Pilar, que na reta final roubou do Gabriel [Pedro Malta] o destaque) e alguns finais interessantes. Colocar Johnny e Manolo juntos foi engraçado, assim como nos mostrar o Guillermo como substituto do Enrico na malandragem. Mercedes dando fuga ao Camacho não surpreendeu, mas vê-los trabalhar numa fast food na Flórida sim, quando eles mesmos disseram ter
grana em bancos por lá.
A volta de Leon depois de dois anos em outro tempo era esperada, bem como a destruição da Fênix e a morte dos vilões Alejandro e Laura. Mas ficam algumas questões depois de seu happy end com Lola na praia de Santiago. Conviveriam os dois Leons em 1961? Com a mudança da história kubanaqueña, como ficaria o mundo? Leon só permanece no passado por oito anos; em 1969, ele mais uma vez voltaria para o futuro? E de quebra, o Lombardi ainda brincou com a última cena, totalmente aberta e enigmática (lembram da última cena de A Próxima Vítima?), fazendo o Dark reaparecer e dar uns tapas em Marisol. Aliás, seria mesmo o Dark?
Enfim, a trama episódica (imaginem o Lombardi escrevendo um seriado de ação semanal. Seria perfeito!) de Kubanacan foi uma bela idéia. Sem alardes, o autor apresentou um modelo novo de telenovelas. A história girava em torno de um personagem principal, seus quatro ou cinco co-protagonistas e outros personagens periféricos. Não é qualquer um que escreve 227 capítulos desta forma e ainda agradar a muitas pessoas que acompanhavam diariamente (é fato de que novela do autor não se pode perder capítulo algum) à trama. Foi uma louca viagem pelo país do amor, Kubanacan. Como Leon salvou o país, quem sabe uma nova viagem daqui a alguns anos seja feita.