Sinopse

Rio de Janeiro, 1904. Em Botafogo, Laura (Marjorie Estiano) está prestes a se casar, mas sem muito entusiasmo. Ela e o noivo, Edgar (Thiago Fragoso), namoraram antes dele embarcar para Portugal, onde foi estudar direito. Antes de ir, num impulso apaixonado, Edgar a pediu em casamento. Laura aceitou, porém, passados quatro anos, nenhum dos dois tem tanta certeza de seus sentimentos. O casamento se realizará mais por insistência das famílias do que dos noivos.

Laura e Edgar não poderiam ter sonhos mais diferentes. Ela, inteligente e idealista, não quer se tornar uma dona-de-casa, nem mulher de sociedade, quer continuar os estudos, trabalhar, ser independente. Apesar da oposição da família, principalmente, da mãe, Dona Constância (Patrícia Pillar), Laura quer ensinar, passar o gosto de ler para crianças, e ambiciona, em segredo, escrever, tornar-se escritora. Já Edgar preferia ter adiado o casamento e ficado mais tempo em Portugal. Um dos motivos que o prende em terras lusitanas, entretanto, ele não revela à família. Apesar de advogado, Edgar enveredou mesmo foi para o jornalismo. Em Lisboa, já iniciara a sua carreira, em um jornal da cidade. Trabalhava como jornalista investigativo, fazendo denúncias sociais. Mas seu pai, o senador Bonifácio (Cássio Gabus Mendes), quer o filho no Brasil, assumindo os negócios da família, na fábrica Vieira, no lugar do seu irmão mais velho, Fernando Vieira (Caio Blat), cujo trabalho como diretor da fábrica lhe desagrada.

Bonifácio quer Edgar dirigindo a fábrica para se dedicar mais à carreira política, além de outros negócios. Com a demolição de cortiços promovida pelas obras do governador Pereira Passos, avenidas serão construídas na intenção de modernizar a cidade. Bonifácio comprou no passado terrenos de Assunção (Werner Schünemann) e Constância por um valor irrisório, aproveitando a crise financeira da família, sabendo de antemão que esses terrenos iriam ser muito valorizados, após as reformas de Pereira Passos. Além disso, se tornou sócio de uma companhia de bondes que conseguiria a concessão para funcionar depois da construção das avenidas. Bonifácio não hesita em tirar vantagem da família Assunção. O ele que não imagina é que Constância, ao descobrir que foi passada para trás, lhe cobrará algumas compensações, entre elas, um emprego público para o seu marido, Alberto Assunção, no governo de Pereira Passos, e, mais tarde, o seu ingresso na carreira política. Assim, os dois vilões entram num jogo de gato e rato incrementado por uma forte atração física entre eles.

Enquanto Edgar e Laura vivem seus dramas individuais, incertos em relação a seus destinos como casal, outro casal, em outro ponto da cidade, tem outros rumos. Isabel (Camila Pitanga), doméstica, e Zé Maria (Lázaro Ramos), auxiliar de barbeiro, são apaixonados e cheios de sonhos. Eles têm a certeza de que se amam e ficarão juntos para sempre. Mas estão prestes a viver um drama social, que influenciará para sempre suas vidas. No cortiço onde moram, crescem os boatos de que este pode ser invadido pela polícia e demolido em questão de semanas, ou de dias. Sinal dos tempos. De um novo Rio que está nascendo. Os ares insalubres das moradias coletivas não combinam com o novo ideal de uma cidade cosmopolita ou, mais especificamente, parisiense.

Apesar da tensão crescente no cortiço, Zé Maria e Isabel preferem adiar a preocupação por alguns dias. Querem curtir a felicidade do casamento, acreditar num futuro melhor. Prometem ao pai de Isabel, o Seu Afonso (Milton Gonçalves), um barbeiro boa gente, que pensarão numa solução após o casamento. Apesar de muito preocupado, Seu Afonso assente, em consideração aos noivos. Desde que a menina ficou órfã de mãe, criou a filha sozinha e não poupa sacrifícios para vê-la feliz. A cerimônia na igreja, por exemplo, quase acabou com suas economias, mas ele não esconde o orgulho. Sobretudo por gostar muito do noivo, seu colega de barbearia. O que Seu Afonso não sabe, nem mesmo a noiva Isabel, é que José Maria, também conhecido como Zé Navalha, é capoeirista. Zé esconde por uma boa razão: naquele tempo, a capoeira não era considerada um esporte, mas uma arma com a marca da marginalidade. Na verdade, Zé Maria não podia ser mais “do bem”: ganhou o apelido de Navalha não por desferir golpes mortais, e sim pela profissão de barbeiro.

Essas duas moças de origens diferentes vão se conhecer na igreja, no dia seguinte, já em seus vestidos de noiva. O casamento de Isabel atrasa bastante, por um motivo inesperado a todos: o noivo não aparece. Apesar de inconformada, Isabel é obrigada a desistir de esperar Zé Maria. Quem a pressiona e se mostra indignada com o atraso é Dona Constância, já que o casamento de sua filha Laura está marcado para logo depois. Assim, Isabel, a noiva apaixonada, será “abandonada” no altar. E Laura, a noiva claudicante, vai se casar com pompa e circunstância.

Mas Isabel não foi abandonada. A caminho da igreja, Zé Maria foi interceptado como Zé Navalha. Caniço (Marcelo Mello Jr.), um amigo capoeirista veio avisar que o cortiço será derrubado. A polícia está a caminho. O grupo dos capoeiras pretende interceptá-la e impedir a invasão, uma reação desesperada para algo que, naquele momento, parece tão somente uma perseguição aos pobres – coisa que, em tempo, veremos não ser. Zé Maria vai preso enquanto Isabel espera por ele na igreja. Em meio à angústia da espera e a discussão com Constância, ela não percebeu que um rapaz a seguia com os olhos hipnotizados: Albertinho (Rafael Cardoso), filho de Dona Constância e irmão de Laura. Na verdade, o jovem é um boêmio janota, que ficou encantado pelo charme brejeiro e pela beleza da moça do cortiço.

O encantamento de Albertinho por Isabel, bem como a destruição de sua casa, trarão diversas reviravoltas na vida da moça. O casamento de Edgar e Laura também enfrentará diversos empecilhos. Não só os diferentes desejos profissionais de ambos, mas a chegada de Catarina (Alessandra Negrini), antigo amor português do rapaz, abalará a vida do jovem casal. Passam-se seis anos e Isabel irá trabalhar em uma companhia teatral e Laura dará aulas no interior do estado.

Globo – 18h
de 10 de setembro de 2012
a 9 de março de 2013
154 capítulos

novela de João Ximenes Braga e Cláudia Lage
escrita com Chico Soares, Douglas Tourinho, Fernando Rebello, Jackie Vellego, Maria Camargo e Nina Crintzs
supervisão de texto de Gilberto Braga
direção de Cristiano Marques, André Câmara e Noa Bressane
direção geral de Denis Carvalho e Vinícius Coimbra
núcleo Denis Carvalho

Novela anterior no horário
Amor Eterno Amor

Novela posterior
Flor do Caribe

CAMILA PITANGA – Isabel
LÁZARO RAMOS – Zé Maria / Zé Navalha
MARJORIE ESTIANO – Laura (Paulo Lima)
THIAGO FRAGOSO – Edgar (Antônio Ferreira)
PATRÍCIA PILLAR – Constância Assunção (Baronesa da Boa Vista)
ALESSANDRA NEGRINI – Catarina Ribeiro
RAFAEL CARDOSO – Albertinho
CAIO BLAT – Fernando
CÁSSIO GABUS MENDES – Bonifácio Vieira
BIA SEIDL – Margarida
WERNER SCHÜNEMANN – Alberto Assunção
CHRISTIANA GUINLE – Carlota Passos
ISABELA GARCIA – Celinha
MILTON GONÇALVES – Afonso
ZEZÉH BARBOSA – Jurema
SHERON MENEZES – Berenice
MARCELLO MELO JR. – Caniço
MARIA PADILHA – Diva Celeste
PAULO BETTI – Mário Cavalcanti
TUCA ANDRADA – Frederico Martins
MARIA CLARA GUEIROS – Neusinha (Neusa Soares / Jacqueline Duvivier)
ÁLAMO FACÓ – Quequé (Vasco Queiroz)
ANDRÉ ARTECHE – Luciano
GUILHERME PIVA – Delegado Heráclito Praxedes
SUSANA RIBEIRO – Teresa
DÉBORA DUARTE – Dona Eulália
PRISCILA SOL – Sandra
EMÍLIO DE MELLO – Carlos Guerra
GEORGE SAUMA – Jonas
JULIANE ARAÚJO – Alice
KLEBBER TOLEDO – Umberto
DANIEL DALCIN – Teodoro
RHAISA BATISTA – Esther
JUREMA REIS – Gilda
ANA CARBATTI – Zenaide
TIÃO D´AVILA – Isidoro
CÉSAR MELLO – Chico
LAÍS VIEIRA – Etelvina
RUI RICARDO DIAZ – Percival
CLÁUDIO TOVAR – Padre Olegário
ROMIS FERREIRA – Luiz Neto
LUÍSA FRIESI – Matilde
ANA PAULA LOPES – Luzia
ROGÉRIO FREITAS – Haroldo
MARCOS ASHER – Rodrigues
DANIEL MARQUES – Paiva
as crianças
CAUÊ CAMPOS – Elias
ELIZ DAVID – Melissa
MÁRCIO RANGEL – Vilmar
JORGE AMORIM – Olavo
ZECA GURGEL – Tião
ANA LUIZA ABREU – Madá
e
ADY SALGADO – Dona Dionísia (bruxa procurada por Constância)
ANA SOPHIA FOLCH – Heloísa (conhecida de Edgar)
ANDRÉA CAVALCANTI – Hilda (enfermeira que cuida de Laura e Judite)
ANTÔNIO PITANGA – Túlio (alfaiate, novo morador do Morro da Providência, interessa-se por Jurema)
BEATRIZ SEGALL – Madame Besançon (patroa de Isabel, no início)
CRISTÓVAN NETTO – Ciço (dá uma entrevista a Edgar sobre o carnaval no Rio)
DAISY DONOVAN – jornalista britânica
DUDU SANDRONI – Senador Laranjeiras (amigo da família de Laura, para quem ela vai trabalhar, e que a assedia)
ELISA LUCINDA – Norma (mãe biológica de Fernando)
FLÁVIA TOLLEDO – Judite (interna do sanatório que ajuda Laura a fugir)
GUSTAVO GENTON
GUSTAVO MACHADO – Suzano (filho de Dona Dionísia)
GUTO SILVA
GUTTEMBERG SANTOS
HÉLIO RIBEIRO – Sr. Conrado
HUGO MAIA
HERBERT RICHERS JR. – D´Ambroise
ÍTALO SASSO – Almeidinha (colega de trabalho de Gilda)
JHE OLIVEIRA – Inácio (marinheiro que lutou junto a Zé Maria na Revolta da Chibata)
JOANA SEIBEL – Gisele (mulher do Senador Laranjeiras, amiga de Constância)
JULIANA KNUST – Fátima (médica que se envolve com Zé Maria, no final)
JÚLIO LEVY – Veronese (patrão de Laura na loja de sapatos)
LIONEL FISCHER – Dr. Coutinho (médico do sanatório onde Constância internou Laura, no final)
LOLÔ DE SOUZA PINTO – Emília Lopes de Freitas (mãe de Teodoro)
LUCCA DE CASTRO – médico do sanatório que impede Constância de ver Laura
LUCIANO CHIROLLI – Oswaldo Cavallera (jornalista que publica as calúnias de Catarina)
MÁRCIO ERLISCH – Temístocles Lopes de Freitas (pai de Teodoro)
MARCOS FRANÇA – jornalista que recusa uma matéria de Laura)
MARIA EDUARDA – Eliete (atriz de teatro)
MARIA FERNANDA CÂNDIDO – Madame Jeanette Dórleac (artista francesa de passagem pelo Rio, leva Isabel para a França)
MARIA PINNA – Geisa (moça contratada por Constância para seduzir Edgar)
MARIA SÍLVIA GODOY RADOMILLE – Hortência (criada de Carlota)
MELINA DAMASCENO – Melissa (bebê)
MYRIAN PÉRSIA – madre do colégio onde Laura lecionou
RENATA TOBELEM – babá de Ângelo, filho de Sandra
RODRIGO OIYE – Jun Murakami (lutador de jiu-jitsu)
ROGÉRIA – Alzira Celeste (mãe de Diva)
THIAGO AMARAL – Gustavo Nóbrega de Medeiros
ZÉ VICTOR CASTIEL – Comendador Xavier Pessoa (interessa-se por Jacqueline Duvivier)

Lado a Lado foi escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, estreando como autores-solo, tendo o experiente Gilberto Braga como supervisor de texto. João Ximenes Braga já havia sido colaborador de Gilberto em Paraíso Tropical (2007) e Insensato Coração (2011). E Cláudia Lage colaborou com Manoel Carlos em Viver a Vida (2009-2010).

Amargando uma baixa audiência desde sua estreia, a novela foi prejudicada pelo Horário Político e Horário de Verão. Com média em torno de 18 pontos no Ibope (cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande SP), o seu resultado foi muito inferior ao das últimas sete produções do horário, que tiveram médias entre 22 e 26 pontos – apesar de bons números em algumas praças. A produção requintada e o elenco afiado foram pouco para despertar a atenção do público paulistano.

A novela foi ambientada no Rio de Janeiro em um período pouco explorado por nossa Teledramaturgia, o início do século 20, mas rico em acontecimentos, como o advento do futebol e do samba, o fim dos cortiços e o processo de favelização do Rio – movimento conhecido como Bota Abaixo, no governo do prefeito Pereira Passos (1902 a 1906) -, a influência francesa na construção da Avenida Rio Branco, as revoltas da Vacina (1904) e da Chibata (1910), o nascimento da mulher moderna na sociedade brasileira e a luta por sua emancipação, e o preconceito (contra o negro, a mulher descasada, os “capoeiras”, as religiões africanas e os artistas).
O personagem Zé Maria (Lázaro Ramos) foi uma espécie de Forrest Gump (Tom Hanks no filme homônimo) que acompanhou ou protagonizou os fatos históricos narrados na novela. Ele foi também testemunha do episódio em que um negro, seu amigo, aceitou passar pó-de-arroz para jogar futebol num clube da elite carioca – fato que ocorreu de verdade.

Por outro lado, a novela desviou-se do foco histórico ao desenhar um estilo que dialogou muito com o nosso tempo. Para o seu bem – como a excelente trilha sonora contemporânea – e para o seu mal – como gírias e expressões atuais e personagens muito fincados em 2013 – como a espevitada Neusinha, de Maria Clara Gueiros, que abusou dos “adoooro!” e só faltou soltar um “vem cá, eu te conheço?” (bordão da atriz no humorístico Zorra Total).

Dentro de sua proposta histórica, o didatismo de Lado a Lado incomodou apenas nos momentos em que o folhetim falhou. As idas e vindas das amigas Laura e Isabel (Marjorie Estiano e Camila Pitanga) se arrastaram pelos seis meses da novela e refletiu na baixa audiência. O horário e a época pediam uma trama mais ágil.

Patrícia Pillar brilhou com sua Constância, a grande vilã da novela. No elenco, destacaram-se também Marjorie Estiano, Camila Pitanga, Caio Blat, Milton Gonçalves, Christiana Guinle, Isabela Garcia, Débora Duarte e o novato em televisão Álamo Facó (o Quequé).

Os atores gravaram os primeiros capítulos em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.
Depois, a produção transformou as ruas do centro histórico de São Luís, no Maranhão, no Rio de Janeiro do início do século 20, para as gravações que aconteceram na cidade durante dez dias, num trabalho de aproximadamente 100 profissionais, envolvendo equipes de produção, cenografia, figurino, caracterização, arte, direção, técnica e elenco. A capital maranhense foi escolhida por sua arquitetura ser muito semelhante com a do Rio do início do século passado.

Três caminhões, aproximadamente 20 toneladas, foram necessários para levar todo o material de cenografia e produção de arte, inclusive uma carroça, do Rio para São Luís. Mais de mil cartazes com propagandas de época foram feitos para serem espalhados pelos cenários.
“Ainda que o centro histórico de São Luís tenha essa arquitetura colonial, foi necessário transformar algumas partes em ‘cidade antiga’. Para isso, usamos 50 plotagens no piso para cobrir bueiros e, ainda, cerca de 25 portas frias, em madeira para cobrir vãos”, disse Paulo Renato, cenógrafo que acompanhou as gravações.

Para compor as cenas que remetiam ao universo da época, o cineasta e fotógrafo Walter Carvalho foi convidado para assinar a direção de fotografia.
O excesso de fumaça nos ambientes causou estranheza no início. A explicação era o uso de velas, comum na época. Com o surgimento da energia elétrica – retratado na trama – o efeito de fumaça foi desaparecendo.

A cidade cenográfica – construída no Projac – reproduziu um trecho da Rua do Ouvidor do início do século 20. Através de efeitos visuais – a cargo de Gustavo Garnier – o público viu uma extensão da Rua do Ouvidor, com pedestres caminhando, e, do outro lado, o Largo de São Francisco – tudo por computação.

O figurino era Belle Époque e a inspiração veio do Impressionismo, de nomes como Boldini e Renoir, como explicou a figurinista Beth Filipeck:
“Todo esse trabalho é feito por uma equipe que vem da Escola de Belas Artes. Nós pigmentamos chapéus, roupas, sobressaias e elementos decorativos para que tudo tenha esse sentido da beleza etérea, celestial.”

Profissionais de esportes, capoeira, dança e música prepararam do elenco e 700 figurantes.
O ator Daniel Dalcin teve aulas de críquete, um esporte inglês, por causa de seu personagem, que fazia parte do grupo de pessoas que trouxeram o futebol para o Brasil. Para se preparar para as cenas em que jogava críquete, Daniel fez aulas no Projac com o professor Craig Allison.
Para as cenas com futebol, além dele, também Rafael Cardoso, Caio Blat e Klebber Toledo tiveram aulas de futebol.
Já os atores Marcello Melo Jr., Milton Gonçalves, Camila Pitanga, Zezé Barbosa e Tião D’Ávila tiveram aulas de samba com o professor Jaime Arrouxa, em sua academia no Rio de Janeiro. Os atores fizeram parte do núcleo do Morro da Providência. Camila Pitanga era Isabel, uma mulher de origem humilde e que não perdia uma roda de samba.

A novela teve título provisório de Novo Tempo, mas foi trocado por Lado a Lado – que, por sua vez, foi o título provisório de Insensato Coração, de Gilberto Braga, exibida no ano anterior, que teve João Ximenes Braga como colaborador.

Lado a Lado ganhou o Emmy (prêmio norte-americano de televisão) de melhor telenovela de 2012, desbancando assim sua principal concorrente, Avenida Brasil.

Trilha Sonora

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01. A FLOR E O ESPINHO – Sururu na Roda (tema de Neusinha)
02. GRANDE AMOR – Martinho da Vila (tema de Diva)
03. DE ONDE VEM A CALMA – Los Hermanos (tema de Albertinho)
04. NAMORA COMIGO – Mart’nália (participação especial de Djavan) (tema de Isabel e Zé Maria)
05. QUARTO DE DORMIR – Marcelo Jeneci (tema de Alice e Jonas)
06. SEI – Nando Reis e Os Infernais (tema de Laura e Edgar)
07. INFERNO – Nação Zumbi (tema geral)
08. SAMBA DE PRIMEIRA – Marcelo D2 (tema das partidas de ‘football’)
09. A VOZ DO MORRO – Diogo Nogueira (tema do núcleo dos sambistas)
10. LIBERDADE, LIBERDADE, ABRA AS ASAS SOBRE NÓS – Dominguinhos do Estácio (tema de abertura)
11. O MUNDO É UM MOINHO – Beth Carvalho (tema de Isabel)
12. ME DEIXA EM PAZ – Milton Nascimento e Alaíde Costa (tema de Isabel e Zé Maria)
13. POUT-POURRI: O ORVALHO VEM CAINDO / FITA AMARELA / ATÉ AMANHÃ / PALPITE INFELIZ – Gal Costa (tema de locação: Rio de Janeiro)
14. ISTO É BOM – Mariene de Castro
15. OLHOS CASTANHOS – Daniel Peixoto (participação especial de George M) (tema de Berenice)
16. PARA USO EXCLUSIVO DA CASA – Dhi Ribeiro (tema de Celinha e Carlos Guerra)

Trilha Sonora Instrumental

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01. MUDANÇA DO TEMPO (Sinfonia nº 3)
02. NOVA EMBOSCADA
03. SOMBRAS
04. CALÇADA ESCURA
05. DISFARÇANDO
06. DELICADA SEDUÇÃO
07. ACONTECENDO
08. A GRANDE PAIXÃO (Stürmisch bewegt, mit grösster)
09. NA SERRA
10. ATAQUE NO ESCURO
11. GINGA DO AMOR
12. A RETIRADA
13. AS ÁRVORES DO LAGO
14. JANELA DO ALTO
15. LADO A LADO (Larghetto da sinfonia do novo mundo)
16. CAMINHO DO MAR
17. FADOS E FOTOS
18. CAPRICHO DA DANÇARINA
19. COMEÇO DE TUDO (Largo da sinfonia do novo mundo)
20. OUTRA PAISAGEM
21. A VISTA DO LAGO
22. AUDACIOSA
23. VONTADE
24. CERCANDO
25. MINHA SAUDADE
26. BATUQUE SENSUAL
27. ESCONDIDINHO
28. NA RUA
29. O FUTURO LIVRE
30. O INESPERADO
31. NA CALADA
32. LEVEZA DO RIO

Tema de Abertura: LIBERDADE, LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!
Samba Enredo de 1989 do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense (RJ)

Seja sempre a nossa voz, mas eu digo que vem
Vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
Era fidalguia e por isso que surgem
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem, no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão, vem viver
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí e da guerra
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu, de cultura o Brasil
A música encanta, e o povo canta assim e da princesa
Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou, o fim da sina
Na noite quinze e reluzente
Com a bravura, finalmente
O Marechal que proclamou foi presidente
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz,
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade…

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