Sinopse

Século 18, Vila Rica, capitania de Minas Gerais. A história começa no período da Inconfidência Mineira e se desenvolve na época em que a família real portuguesa vem para o Brasil. Mas esta não é uma trama sobre Tiradentes, figura que marcou a luta pela independência. É a história ficcional de Joaquina (Mel Maia/Andreia Horta), a filha de Tiradentes (Thiago Lacerda) e Antônia (Leticia Sabatella). Nascida no Brasil, Joaquina fica órfã e é criada por um estranho em Portugal. Essa mulher é capaz de retornar ao país onde seus pais morreram para se tornar o símbolo da luta contra a coroa portuguesa.

Após a morte de Tiradentes e de Antônia, a pequena Joaquina é resgatada por Raposo (Dalton Vigh), até então simpatizante pela luta dos inconfidentes. Ao ver a pequena testemunhar a morte do próprio pai, ele se compadece de seu sofrimento e assume sua criação. Juntos, embarcam para Portugal. Lá, a menina passa a se chamar Rosa, para despistar os que ainda perseguiam os inconfidentes e desprezavam seus descendentes. Em terras lusitanas, Raposo a cria como filha e lhe ensina tudo o que sabe. Ele vê a menina se tornar sua imagem e semelhança: forte e decidida. Apesar de um dia ter apoiado a luta dos inconfidentes, Raposo deve tudo o que tem à coroa portuguesa. Tornou-se um importante fidalgo pelas riquezas que adquiriu ao longo dos anos junto à família real. Anos depois, quando os nobres vêm para terras brasileiras, ele se sente na obrigação de voltar ao país.

A chegada de Raposo ao Rio de Janeiro chama a atenção de todos. Ele está acompanhado do filho André (Caio Blat), de Bertoleza (Sheron Menezes), negra alforriada criada como filha, e que, portanto, é uma fidalga, e de Rosa. Seguem para Vila Rica ao encontro de Dionísia (Maitê Proença), irmã de Raposo, responsável pela preservação dos bens dele no Brasil enquanto residia em Portugal. Dionísia ama a família, mas teme que eles atrapalhem o cotidiano tão bem estabelecido da residência. Não sem razão, pois a chegada de Rosa desperta a curiosidade de amigos e inimigos. Primeiro, pela beleza única. Segundo, pelas opiniões fortes e a coragem de ajudar o próximo sem distinção de cor ou classe social.

Virgínia (Lilia Cabral), dona do cabaré de Vila Rica, logo reconhece a menina que ajudou a salvar quando o pai foi condenado. A jovem Branca (Nathalia Dill) também sente a chegada de Rosa na cidade. Ela passou seis anos esperando o noivo Xavier (Bruno Ferrari) voltar dos estudos na Europa para realizar o sonho de se casar com o homem que ama desde criança. Porém, assim que o reencontra, testemunha os olhares atenciosos e curiosos do rapaz para a fidalga. Não sem retorno, pois Rosa se identifica com os ideais liberais e de justiça defendidos por Xavier.

O salteador Mão de Luva (Marco Ricca) reconhece em Rosa a criança que tentou, no passado, vender em troca de ouro. Agora mais velha, vale ainda mais ouro que antes! Para completar, Rubião (Mateus Solano), o intendente da cidade e defensor dos valores da família real portuguesa, encanta-se com a elegância de Rosa, e a admiração é recíproca. Mas esse sentimento pode não ter futuro pois ele é o responsável por seu infortúnio: foi Rubião quem entregou a luta de Tiradentes para a coroa e quem matou Antônia.

Globo – 23h
de 11 de abril a 4 de agosto de 2016
67 capítulos

novela de Mário Teixeira
baseada no argumento de Márcia Prates a partir do livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz
colaboração de Sérgio Marques e Tarcísio Lara Puiati
direção de Vinícius Coimbra, André Câmara, Pedro Brenelli, João Paulo Jabur e Bruno Safadi
direção artística de Vinicius Coimbra

Novela anterior no horário
Verdades Secretas

Supersérie posterior
Os Dias Eram Assim

ANDREIA HORTA – Joaquina / Rosa Raposo
BRUNO FERRARI – Xavier Almeida
MATEUS SOLANO – José Maria Rubião
DALTON VIGH – Raposo Viegas
LÍLIA CABRAL – Virgínia
MAITÊ PROENÇA – Dionísia
MARCO RICCA – Mão de Luva
NATHALIA DILL – Branca Farto
CAIO BLAT – André
ZEZÉ POLESSA – Ascenção
JULIANA CARNEIRO DA CUNHA – Alexandra
RICARDO PEREIRA – Capitão Tolentino
SHERON MENEZES – Bertoleza
VITOR THIRÉ – Ventura
YANNA LAVIGNE – Mimi
BUKASSA KABENGELE – Omar
MARCOS OLIVEIRA – Dimas (Padre Vizeu)
RÔMULO ESTRELA – Gaspar
JOANA SOLNADO – Anita
GENÉZIO DE BARROS – Diogo Farto
CHRIS COUTO – Luzia
MÁRIO BORGES – Matias Almeida
RITA CLEMENTE – Brites
HANNA ROMANAZZI – Gironda
YASMIN GOMLEVSKY – Vidinha
JAIRO MATTOS – Caldeira
LETÍCIA ISNARD – Simoa
NIKOLAS ANTUNES – Simão
BRUCE GOMLEVSKY – Malveiro
DANI ORNELLAS – Jacinta
OLÍVIA ARAÚJO – Celeste
MARIANA NUNES – Blandina
DAVID JÚNIOR – Saviano
HELOÍSA JORGE – Luanda
JU COLOMBO – Esméria
o menino GABRIEL PALHARES – Caju
e
ALEXANDRE BARBALHO – homem na feira de escravos
ALEXANDRE MOFFATTI – capitão a quem Gironda faz a denúncia sobre André
ANANDA ISMAIL – Rosaura (prostituta do bordel de Virgínia)
ANDRÉA DANTAS – Santusa (parteira levada por Luanda quando Branca tem um sangramento)
ANDRÉ SALVADOR – dono do gavião que Rubião se apropria
ARAMIS TRINDADE – Euládio (ferreiro de Vila Rica)
BETO VANDESTEEN – Dom João VI (rei de Portugal, maduro)
BRENNO DI FELLIPPO – empregado surdo-mudo de Branca que captura Mimi e é assassinado por Simão a mando de Mão de Luva
BRUNO NOGUEIRA – Dom João VI (rei de Portugal, jovem)
CLÁUDIO GARCIA – oficial de Vila Rica
DUDU VARELLO – Fuligem (menino da cidade baixa que conversa com Caju)
EDSON BONNADIL – Pedro
HENRIQUE TAXMAN – padre que fala no velório de Dom Raposo
GABRIEL BRAGA NUNES – Duque de Ega (interventor nomeado pela Coroa para comandar em Vila Rica, na verdade um conspirador)
GABRIEL CHADAN – José Joaquim Maia e Barbalho (Vendeck, traz para o Brasil o livro da Declaração de Independência da América)
GARCIA JÚNIOR – profere algumas palavras antes de Tiradentes ser enforcado
HENRIQUE NEVES – rival de Mão de Luva
JACK BARRAQUERO – morador da cidade baixa que conversa com Rosa
JACKSON ANTUNES – Terenciano (marido de Dionísia, morto por ela)
JACQUE MOURA – Erondina (prostituta do bordel de Virgínia)
JORGE EMIL – Tomás Antônio Gonzaga (poeta e ativista político que participou da Inconfidência Mineira)
JÚLIO LEVY – Taveira (guarda-livros de Raposo que o rouba e depois de preso é morto a mando de Rubião)
LETÍCIA SABATELLA – Antônia (mãe de Joaquina)
LUAN VIEIRA – Otto (amigo de André que vem visitá-lo em Vila Rica)
LUCY RAMOS – Malena (escrava que chantageava Branca)
LU GRIMALDI – Dona Maria I (rainha de Portugal)
MÁRIO CÉSAR CAMARGO – juiz de Vila Rica que torna oficial a paternidade de Tiradentes sobre Joaquina
MEL MAIA – Joaquina / Rosa (criança)
NELSON DINIZ – Marechal Porfírio Fluminense de Garrido (chega para debelar a rebelião, no último capítulo)
OTTO JÚNIOR – bandido que tenta estuprar Rosa quando ela está presa no acampamento de Mão de Luva
PAULA COHEN – feitora que trabalha para Gaspar, assassinada por Tolentino no bordel de Virginia
RAMÓN GONÇALVES – Guillermo (guarda-costas do Duque de Ega)
RICARDO DANTAS – Joaquim Silvério dos Reis (traidor de Tiradentes)
RICO GONÇALVES – Domigos de Abreu Vieira (comerciante e administrador dos contratos e coletas de imposto)
ROGÉRIO FREITAS – Padre Vizeu (assassinado por Dimas, que lhe rouba a identidade)
RONALDO REIS – comerciante que se recusa a atender Gironda
RONAN DE ANDRADE HORTA – soldado de Vila Rica
SAULO RODRIGUES – Bartolo (carcereiro da prisão de Vila Rica)
SUZANA RIBEIRO – Princesa Carlota Joaquina (mulher de Dom João VI)
THIAGO LACERDA – Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, pai de Joaquina)
XANDO GRAÇA – Visconde de Barbacena (governador de Minas Gerais quando Tiradentes foi enforcado)
YASHAR ZAMBUZZI – José Caetano César Manitti (escrivão, ouvidor e corregedor da Comarca do Sabará)

A novela vinha sendo escrita por Márcia Prates – que já trabalhou com Aguinaldo Silva, João Emanuel Carneiro, Walther Negrão e outros – a partir do livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz. Esta seria sua primeira novela solo.
Mas a direção da Globo, insatisfeita com a qualidade artística e histórica do roteiro, afastou a novelista e a substituiu por Mário Teixeira, que reescreveu os primeiros capítulos e assumiu a autoria da produção.

Inicialmente, Euclydes Marinho era o supervisor do texto de Márcia Prates, mas foi afastado depois que a Globo recebeu os primeiros capítulos e os considerou “insatisfatórios”. Glória Perez foi então nomeada supervisora, mas abandonou o projeto para se dedicar à sua próxima novela. Mário Teixeira, recém saído de I Love Paraisópolis, foi então acionado.

Uma história ficcional embasada em fatos e personagens reais. Boa parte dos personagens é fictícia, inclusive a protagonista Joaquina na fase adulta (vivida por Andreia Horta), filha de Tiradentes, já que só existem registros dela até a adolescência.

No roteiro inicial de Márcia Prates, a trama seria ambientada em um arraial do século 18. Quando a autora foi substituída, a ambientação foi redimensionada. Virou Vila Rica, antigo nome de Ouro Preto, onde se deu a Inconfidência Mineira. Para a Globo, a produção era muito grandiosa para se ambientar apenas em um arraial.

Liberdade Liberdade começou modorrenta e levou um tempo até se estabelecer. A trama vinha andando em círculos, dando destaques momentâneos a personagens e núcleos isolados. Enquanto se desenvolvia lentamente a trama principal, foram apresentados o rapto de Bertoleza (Sheron Menezes), a volta do marido (Jackson Antunes) de Dionísia (Maitê Proença), o drama do cego Ventura (Vitor Thiré), etc. A luta pela Independência serviu apenas de pano de fundo a uma trama que, ao final, concluiu-se: poderia ter se passado em qualquer época e lugar.

Entretanto, apesar de seu roteiro um tanto quanto enviesado, a novela tinha a seu favor ótimos trunfos que faziam valer a pena a audiência. O maior deles: o excelente elenco em ótimos personagens, todos ricamente construídos, com destaque para Mateus Solano (como o vilão Rubião), Marco Ricca (o bandoleiro Mão de Luva, um de seus melhores momentos na televisão), Maitê Proença (a amarga Dionísia), Lília Cabral (a sofrida Virgínia), Zezé Polessa (a comedida Ascenção), Nathalia Dill (a mimada Branca), Juliana Carneiro da Cunha (como Alexandra), Caio Blat (na medida certa como o sensível André, fugindo da caricatura do “gay de época”) e Ricardo Pereira (como o Capitão Tolentino).

Andreia Horta também desenvolveu um bom trabalho como a heroína Joaquina/Rosa Raposo. Heroína não, mocinha! Aqui cabe uma crítica à personagem (não à atriz). A novela vendeu Joaquina, a filha de Tiradentes, como uma espécie de grande revolucionária. Mas o que se viu na maior parte da trama foi pouca luta (logo, pouco foco na História) e uma mocinha de melodrama que sucumbiu às armadilhas e à gratidão por Rubião (Mateus Solano), caindo muito facilmente em sua rede, assim pouco condizente com o perfil de heroína. Andreia Horta fez o que pôde, mas Joaquina/Rosa poderia ter sido bem mais, em concordância com a proposta inicial da novela.

Independentemente do roteiro enviesado até mais de sua metade, a novela apresentou uma reta final de perder o fôlego – fechou com uma média geral de 18 pontos no Ibope da Grande São Paulo, dois pontos a menos que a atração do ano anterior (2015), Verdades Secretas. Ainda que o autor tenha apelado para nudez e cenas de violência física para chamar a atenção do público (enforcamento, emparedamento, membro decepado, olho arrancado, etc), tudo coube na proposta da novela e no horário de exibição.

Liberdade Liberdade ficou marcada por um ineditismo: a primeira cena de sexo entre dois homens (André e Tolentino) na TV aberta brasileira, exibida em 12/07/2016. Uma sequência marcada pela delicadeza e bom gosto, com beijos, algumas carícias e corpos nus. E só.
Uma semana antes, protestos de entidades religiosas começaram a circular na internet. Antes da cena ir ao ar, a Bancada Evangélica da Câmara dos Deputados em Brasília condenou fazendo uma campanha contra a exibição, levando alguns evangélicos a fazerem uma passeata contra as cenas.

A novela brindou o público com produção e direção de arte esmeradas que retrataram sem maquiagens Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais) entre o final do século 18 e início do 19. A fotografia escura tonificou a aparência encardida de cenários, figurinos e atores, impregnando um realismo poucas vezes visto em produções de época na TV brasileira.

Para reconstruir o Brasil de 1792 e 1808, as equipes de cenografia, produção de arte, caracterização e figurino tiveram de embarcar em uma viagem por meio de livros, pinturas e filmes rumo aos tempos da colônia. Uma época na qual a sociedade vivia sem saneamento básico, com esgoto a céu aberto, hábitos higiênicos precários, pouco acesso às riquezas naturais da terra e pagamento de impostos exorbitantes. Um período no qual os negros eram tratados como propriedade e os brancos buscavam status, tentando se igualar aos europeus, adotando seus valores e hábitos.

A preparação do elenco contou com aulas de esgrima, equitação, leituras com a direção e workshops, para entrar no clima do Brasil do século 18. Na sequência, cerca de 90 pessoas viajaram para Diamantina (Minas Gerais) onde deram início às gravações da novela. Para a viagem, três caminhões e quatro vans saíram do Rio de Janeiro com equipamentos técnicos e itens de cenografia e produção de arte. A equipe de figurino, liderada por Paula Carneiro, levou oito araras e quatro caixas grandes com roupas e acessórios como luvas, chapéus e botas. Já a equipe de caracterização, comandada por Lucila Robirosa, transportou cinco cases repletos de itens para ajudar a “conduzir” o elenco e figuração para o século 18, época do Brasil Colônia.

A preocupação em conferir um alto grau de realismo às cenas foi verificada nas roupas, no cenário, na caracterização e nos elementos cenográficos. Paula Carneiro, contou que houve muitas pesquisas sobre as vestimentas da época:
“Fizemos um trabalho muito forte de envelhecimento e tingimento dos tecidos, para passar a impressão de roupas gastas e para existir uma harmonia com as cores da novela”.

Lucila Robirosa revelou que todos os atores se “sujaram” para gravar, já que a época e o lugar não favoreciam a limpeza e a higiene:
“Sujamos todos os personagens, pobres e ricos. As unhas são escurecidas e os dentes são amarelados. Com exceção dos escravos, que eram valorizados pela brancura dos dentes.”
Em vez de maquiar os atores, a preocupação foi naturalizar a todos e unificar: sujeira nos dentes e próteses, glicerina para o suor, base solúvel em álcool para criar manchas e tirar a uniformidade da pele, cicatrizes aplicadas em um sistema de carimbo, entre outros recursos. As cicatrizes não ficaram só para os escravos. A personagem de Maitê Proença, Dionísia, sofria abusos do marido e tinha diversas marcas dessa história. Na busca por um visual natural do período, elenco e figuração precisaram remover química e tintura dos cabelos, que, em sua maioria, ganharam apliques para parecerem mais longos. Ainda foi preciso evitar unhas feitas e depilação.

A novela também teve cenas gravadas na Fortaleza de São João, no bairro carioca da Urca, que voltou no tempo e se transformou no Rio de Janeiro do final do século 18 e início do 19.

Para reconstruir Vila Rica, onde se passavam os principais acontecimentos, nos Estúdios Globo, as equipes de cenografia e produção de arte precisaram resgatar a arquitetura mineira em cerca de 30 prédios que compunham o espaço de 4 mil metros quadrados. Paredes com acabamento primário, tons terrosos em todas as suas variações, madeira de demolição, telhas de cerâmica, esteiras de forração de teto feitas de palha de taquara e reproduções de pedra pé-de-moleque foram algumas das características que remetiam à época.

Para móveis e peças do cenário, a busca em antiquários mineiros e o contato com colecionadores de antiguidades foi essencial. Com isso, a equipe de produção conseguiu garimpar artefatos como cadeiras, camas, carruagens, liteiras, entre outros, para compor o espaço. Como as peças deste período eram raras, nem todos os tipos de móveis foram encontrados, e os profissionais tiveram de reproduzir grandes peças como armários e mesas de acordo com a arquitetura da época. Papéis de parede, tecidos, maçanetas e peças aproveitadas do acervo da cenografia passaram por um processo de envelhecimento para reproduzir com mais fidelidade o período histórico.

O realismo ganhou liberdade de criação com as mulheres mais nobres e o cabaré de Virgínia (Lília Cabral). Joaquina (Andreia Horta), exibiu uma mistura de referências contemporâneas com o período da novela: bordados atuais, tipos de manga e tecidos. Como Joaquina foi criada em Portugal, trouxe para o Brasil trajes que até então as mulheres não conheciam, como os cortes com cintura alta. Ela tinha uma leveza na maquiagem que reforçava a imagem dessa mulher que impressiona todos a sua volta e penteados mais “modernos” para o momento histórico. Já Virgínia usava corseletes, anáguas, vestidos e robes longos para exaltar sua beleza.

Na personagem de Nathalia Dill, Branca, tudo combinava: formatos de vestidos bem brasileiros, com a cintura baixa da época, peças todas da mesma cor, bordados tom-sobre-tom em cores diferenciadas como berinjela e azul petróleo. Ascenção (Zezé Polessa), mulher que vivia pelas florestas e tinha uma cicatriz misteriosa no rosto para reforçar tudo que já viveu, tinha um figurino em tom medieval. Maitê Proença, a Dionísia, usava do estilo da aristocracia para mostrar que era uma mulher forte e elegante, com cortes bem tradicionais e tons de preto, cinza e carbono.

O personagem Mão de Luva (Marco Ricca) ganhou um spin-off após o término da novela, oferecido na internet (Gshow) e no Globo Play (plataforma on demand): a webserie As Aventuras de Mão de Luva, em 8 episódios, que contou com alguns integrantes do elenco da novela e as participações do atores Mouhamed Harfouch (Visconde), Miguel Roncato (Caju adulto), Carol Castro (Selena) e Felipe Camargo (Casco de Boi).

Tema de Abertura: FRANCISCO – Milton Nascimento

Trilha Sonora Instrumental: Música original de Sacha Amback

01. JOAQUINA (featuring Julio Moretzsohn)
02. JOAQUINA (versão triste)
03. JOAQUINA (versão 2)
04. JOAQUINA (versão piano 3)
05. LIBERDADE (versão original)
06. SAUDADE (versão original) (tema de Rubião)
07. LIBERDADE LIBERDADE (versão original)
08. REX TREMENDAE (featuring Julio Moretzsohn, versão original)
09. SUSPENSE (versão original)
10. TENSÃO 1 (versão original)
11. TENSÃO 2 (versão A)
12. TENSÃO 3 (versão original)
13. A COROA (versão original)
14. HARPA (versão original) (tema de Virgínia)
15. DEVANEIO (versão original) (tema de Dionísia)
16. MINAS CLARINETE (versão original) (tema de Bertoleza)
17. PIANO 1 (versão A) (tema de André)
18. PIANO 1 (versão C) (tema de André)
19. PIANO 1 (versão F) (tema de André)
20. TOADA (versão original)
21. AÇÃO 1 (versão original)
22. BANDO 1 (versão original)

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