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GLÓRIA MAGADAN
Mandava e desmandava nos textos produzidos pela casa, impondo seu característico estilo folhetinesco e melodramático, herança das radionovelas, e usado com sucesso por toda a América Latina. Sem compromisso algum com a realidade brasileira, tinha sua própria receita de sucesso: histórias fantasiosas e extremamente românticas, ambientados nos mais diversos países, com cenários luxuosos e extravagantes. Seus vilões eram maus ao extremo; suas mocinhas, sofredoras e indefesas; e seus heróis, corajosos e perfeitos em caráter. Mas Glória Magadan sente sua posição ameaçada com a chegada de Janete Clair à Globo em 1967. Mesmo tendo suas novelas supervisionadas pela cubana, Janete já demonstra competência em dirigir suas tramas. Mas o momento era de renovação no cenário televisivo brasileiro. Tanto o público quanto a classe artística exigia produções que mostrassem histórias genuinamente nacionais, num movimento iniciado pela TV Tupi. As outras emissoras aos poucos vão aderindo, e é nesse cenário que La Magadan cai de seu posto ao ser demitida pela Globo em 1969. Saem seus melodramas e entram histórias sobre o cotidiano brasileiro. Ao sair da Globo, a autora cubana é contratada pela Tupi e escreve E Nós Aonde Vamos?. Depois desse fracasso, Glória Magadan foi escrever novelas em Miami. paixão de outono (1965 - Globo) eu compro esta mulher (1966 - Globo) o sheik de agadir (1966 - Globo) a sombra de rebeca (1967 - Globo) a rainha louca (1967 - Globo) demian, o justiceiro (1968 - Globo) o santo mestiço (1968 - Globo) a gata de vison (1968 - Globo) a última valsa (1969 - Globo) e nós aonde vamos? (1970 - Tupi) |