Sinopse

Sereia (Ísis Valverde) é a maior musa pop do Brasil e rainha do axé, que, em plena terça-feira de Carnaval, recebe um tiro certeiro e cai, em cima do trio, na frente de milhares de fãs. A Bahia para. Quem poderia querer tirar a vida daquela mulher tão carismática e no auge de sua fama?

Um dos suspeitos é Paulinho de Jesus (Gabriel Braga Nunes). Produtor musical que descobre o talento de Sereia e a lança ao estrelato, ele se apaixona perdidamente pela protagonista e vive com ela um romance turbulento, que não termina bem. Quando a musa do axé é assassinada no trio elétrico, o ex-namorado entra na lista de suspeitos, assim como a empresária Mara Moreira (Camila Morgado), o marqueteiro Tuta Tavares (Marcelo Médici) e o governador Doutor Jotabê (Marcos Caruso). Quem sabe muito sobre a vida de Sereia e de todas as pessoas importantes da cidade, é a mãe de santo Marina de Oxum (Fabíula Nascimento).

Enquanto a pergunta ecoa na cabeça de todo o país, o mistério vira obsessão para o chefe da segurança particular de Sereia, Augustão (Marcos Palmeira), e, aos poucos, todos começam a ter seus segredos revelados – e qualquer um pode ser o suspeito.

Globo – 23h15
de 8 a 11 de janeiro de 2013
4 capítulos

minissérie escrita por George Moura, Patrícia Andrade e Sérgio Goldenberg
baseada na obra homônima de Nelson Motta
supervisão de texto de Glória Perez
direção geral de José Luiz Villamarim
núcleo Ricardo Waddington

ÍSIS VALVERDE – Sereia
GABRIEL BRAGA NUNES – Paulinho de Jesus
MARCOS PALMEIRA – Augustão (Agostinho Matoso)
CAMILA MORGADO – Mara Moreira
JOÃO MIGUEL – Só Love
FABÍULA NASCIMENTO – Mãe Marina de Oxum
MARCELO MÉDICI – Tuta Tavares (Artur Tavares da Silva)
MARCOS CARUSO – Dr. Jotabê (Juracy Bandeira)
MARGARETH MENEZES – Marta Pimenta
FÁBIO LAGO – Vavá de Zefa
GUILHERME SILVA – Jorge de Ogum (Jorge Luiz Santana)
ZEZÉ MOTTA – Tia Celeste
A.C. COSTA – Geraldo da Silva
MARCÉLIA CARTAXO – Salete
FRANK MENEZES – Juarez
ANTÔNIO FÁBIO – Rúbens Marques
VAL PERRÉ – Dedé (Maicon Santos)
Mãe Jovina
Beto Bala
Mário Marcoso
Gato Félix
Bil
Nonato
Souza
Flausino
Carmem
Lobato
Os atores Marcos Caruso, Ísis Valverde, Camila Morgado e Fabíula Nascimento mal se despediram de seus personagens Leleco, Suelen, Noêmia e Olenka da novela Avenida Brasil e entraram em O Canto da Sereia. O show apresentado no primeiro capítulo da microssérie foi gravado em novembro, logo após o fim da novela.
Mas diferença entre os personagens da novela e os da microssérie era gritante. Ísis Valverde, por exemplo, apresentou uma Sereia intensa, enigmática e com ar pueril que nem de longe lembrava a periguete Suelen.
A direção da microssérie foi de José Luiz Villamarim, com núcleo de Ricardo Waddington, os mesmos da trama de João Emanoel Carneiro.

Impossível também não lembrar da novela Cheias de Charme, outro sucesso recente da Globo. Mas havia um bom distanciamento entre as personagens cantoras. Sereia estava muito bem calcada no estereótipo das cantoras baianas, e em nada lembrava a caricatura technobrega de Empreguetes ou Chayene.

O Canto da Sereia foi sucesso de crítica e público. O elenco e a direção segura foi o ponto alto da microssérie. Atores à vontade em seus personagens, com destaque para as interpretações de Ísis Valverde, Marcelo Médici, Fabíula Nascimento, Camila Morgado e João Miguel.

Villamarim declarou sobre a escolha do romance de Nelson Motta:
“Vimos ali a possibilidade de realizar um policial brasileiro, que se passa numa Bahia contemporânea, pouco retratada no cinema e na TV. Percebemos aí a possibilidade e o desafio de fazer algo com um frescor.”

Sobre a adaptação do romance, George Moura, um dos roteiristas, afirmou que a trama do livro foi preservada:
“Nelson Motta nos deu liberdade total e fez com que pudéssemos mergulhar no livro e depois ‘esquecê-lo’ para [depois] construir uma narrativa que a TV pede para uma história como essa: ágil, repleta de ganchos, com amor e suspense.”

O elenco de O Canto da Sereia gravou cerca de um mês em Salvador (BA). Com cerca de 70% de suas cenas realizadas em diversas locações em Salvador, como o Palácio do Governo, a Escadaria Santa Barbara, a praça do Farol da Barra, proximidades do Pelourinho, entre outros, a cidade tornou-se um grande laboratório ao ar livre para os atores.

A estética da filmagem teve algumas peculiaridades que aproximaram a trama de um thriller, como a saturação de cores quentes e o uso de câmeras que imprimiam mais agilidade à gravação, com direção de fotografia assinada por Walter Carvalho.

Para as cenas do Carnaval – que duraram mais de três dias e movimentaram o coração da Praça Castro Alves em pleno mês de novembro de 2012 – foi utilizado um dos maiores trios elétricos de Salvador. Foram confeccionados também 500 abadás – sendo 400 do trio da Sereia -, mil bastonetes, cinco grandes bolas e diversas credenciais de camarote. Para a confecção do abadá, a produção de arte fez uma pesquisa para ser o mais fiel possível às vestimentas dos blocos, já que a cena no Carnaval se mistura gravações reais da festa.
“Dentre as opções de cores, optamos pelo amarelo para brincar com o dourado e com a ideia da Sereia sempre iluminada. Esse processo de pesquisa e escolhas, entre o início da concepção e a produção dos abadás, durou cerca de um mês”, afirmou Moa Batsow, produtor de arte da microssérie.

Para as gravações em Salvador partiram do Rio de Janeiro seis caminhões com maquinários, figurino, arte, além de um furgão de grua e uma van com equipamentos. Ainda assim, parte dos elementos de cena e do figurino foram oriundos da capital baiana. Alguns dos vestidos de Sereia – inspirados em tramas de pescador – foram confeccionados em Salvador. Já os adereços cenográficos se misturaram, mesclando objetos locais com os providenciados no Rio de Janeiro. A produção também contou com uma grande equipe de produção local, o que ajudou a reforçar a composição da microssérie. Somados aos mais de 80 profissionais que viajaram para a cidade, toda a equipe cenotécnica e de infraestrutura contratada era local, além de mais de dez profissionais envolvidos com produção, direção, figurino e caracterização. As gravações continuaram no Rio de Janeiro.

A trilha sonora foi assinada pelo produtor musical Eduardo Queiroz e apresentou canções feitas especialmente para a trama, como No Ouvido da Sereia, cantado pela protagonista em cima do trio elétrico. A canção é de autoria de Quito Ribeiro.
Fonte: site Memória Globo.

Os roteiristas George Moura e Patrícia Andrade também escreveram o roteiro do filme Gonzaga, de Pai para Filho, que a Globo transformou em microssérie e apresentou na sequência.

Não confundir com a minissérie O Canto das Sereias, de Paulo César Coutinho, exibida pela TV Manchete em 1990.

Reapresentada em formato de telefilme, em janeiro de 2015, dentro da série Luz, Câmera, 50 Anos, em homenagem ao cinquentenário da Globo.

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