Sinopse

Município de Sapucaí, norte de São Paulo, 1900. O poderoso senhor de terras Deodato Leme consegue, graças à sua influência política, que um ramal ferroviário seja instalado nos limites de sua propriedade, a Fazenda Água Santa – procura com isso um meio de facilitar o escoamento do café ali cultivado, base de sua prosperidade. Paralelamente, constrói nos domínios de Água Santa, um portentoso casarão, que testemunhará a saga de uma família ao longo de cinco gerações até à atualidade – 1976 – onde mora Carolina, a neta de Deodato Leme. Para contar a saga familiar, três épocas são enfocadas.

1900 a 1910: a filha de Deodato Leme, Maria do Carmo, apaixona-se por um imigrante português, Jacinto de Souza, mas é obrigada pelo pai a casar com Eugênio Galvão, o engenheiro responsável pela construção do ramal ferroviário. O ponto culminante dessa fase é a morte de Deodato, em 1906, numa emboscada armada pelo próprio genro, Eugênio, que, assim, assume o controle político da região.

1926 a 1936: Sapucaí, em pleno progresso, já não depende como antes da Fazenda Água Santa. Aqui, um problema semelhante ao de Maria do Carmo é enfrentado por sua filha, Carolina: ela ama o artista João Maciel, mas acaba casando com Atílio, filho de Jacinto. Esse período marca o início da decadência da família, cuja fortuna sofre um abalo com a crise econômica mundial de 1929.

1976: agora se afloram todos os problemas criados ao longo de anos de dificuldades. As terras da Água Santa são apenas a terça parte da fazenda original. E diversos fatores somam-se para determinar a derrocada final: o surto de industrialização, o êxodo rural, a própria decadência psicológica de seus proprietários. Diante deste quadro, os filhos de Atílio e Carolina são levados a transformar a fazenda num grande loteamento, enquanto o projeto de uma nova estrada ameaça o velho casarão.

É essa realidade que João Maciel encontra quando volta a Água Santa para reaver uma escultura que ali enterrara muitos anos antes. E seu relacionamento com Carolina torna-se tenso, pois ambos revivem o amor do passado. Com a morte de Atílio, Carolina decide reaproximar-se de João Maciel.

Ao final, o casarão é vítima de uma amarga coincidência histórica: a nova ferrovia passará exatamente pelo lugar onde ele está. Nascido do progresso que a antiga estrada trouxera, ele desaparecerá por circunstâncias semelhantes.

Globo – 20h
de 7 de junho a 11 de dezembro de 1976
168 capítulos

novela de Lauro César Muniz
direção de Daniel Filho e Jardel Mello
direção geral de Daniel Filho

Novela anterior no horário
Pecado Capital

Novela posterior
Duas Vidas

1º período: 1900 a 1910
OSWALDO LOUREIRO – Deodato Leme
MIRIAN PIRES – Olinda Leme
ANALÚ PRESTES – Maria do Carmo
EDSON FRANÇA – Eugênio Galvão
TONY CORRÊA – Jacinto de Souza
ANA MARIA GROVA – Francisca
CARLOS DUVAL – Eliseu
LUTERO LUIZ – Afonso Estradas
PAULO GONÇALVES – Cardosão (José Cardoso)
HÉLIO ARY – Vigário Felício
JUAN DANIEL – Ramón
MARIA TERESA BARROSO – Eulália

2º período: 1926 a 1936
GRACINDO JÚNIOR – João Maciel
SANDRA BARSOTTI – Carolina Galvão
DENIS CARVALHO – Atílio de Souza
LAURA SOVERAL – Francisca
IVAN CÂNDIDO – Valentim
RUY REZENDE – Abelardo
FLÁVIO MIGLIACCIO – Coringa
NESTOR DE MONTEMAR – Gervásio
FÁBIO SABAG – Dom Gaspar
THELMA RESTON – Margarida
AUGUSTO XAVIER – Felipe

3º período: 1976
PAULO GRACINDO – João Maciel
YARA CÔRTES – Carolina Galvão de Souza
MÁRIO LAGO – Atílio de Souza
ARACY BALABANIAN – Violeta
PAULO JOSÉ – Jarbas Martins
RENATA SORRAH – Lina (Carolina Bastos)
ARMANDO BÓGUS – Estêvão Bastos
MARCOS PAULO – Eduardo
BETE MENDES – Vânia
DAYSE LÚCIDI – Alice Lins
FERNANDO VILLAR – Francisco Lins
MARCELO PICCHI – Aldo
MARIA CRISTINA NUNES – Tereza
IDA GOMES – Berta
MOACYR DERIQUÉM – Sérgio
NILSON CONDÉ – Padre Milton
ARTHUR COSTA FILHO – Arturo
WALDIR MAIA – Jaime Cabral / Zenóbio
FERNANDO JOSÉ – José Rezende
ROSE CAMPOS – Ivete Mendes

e
ARLETE SALLES – Maria Helena (quarta mulher de João Maciel)
AURIMAR ROCHA – Dr. Saraiva (médico)
ELIZÂNGELA – Mônica (quinta mulher de João Maciel)
ELZA GOMES – Irmã Lurdes (enfermeira)
ÊNIO SANTOS – Saul
FRANCISCO MILANI – amigo de João Maciel
HELOÍSA HELENA – Mirtes (segunda mulher de João Maciel)
JACYRA SILVA
LÉA GARCIA – vendedora ambulante
LUIZ MAGNELLI – amigo de João Maciel
MARCELO BECKER – jornalista
NEILA TAVARES – Célia
NEUZA AMARAL – Marisa (terceira mulher de João Maciel)
PIETRO MÁRIO – amigo de João Maciel
REGINA CHAVES – empregada de Lina
RUTH DE SOUZA – marchand da galeria de arte
SANDRA PÊRA – Angélica
TAMARA TAXMAN – Lídia (jornalista)
THELMA ELITA – Conceição
ZILKA SALABERRY – Mercedes (primeira mulher de João Maciel)

1º e 2º períodos (1900 a 1936)

– núcleo de DEODATO LEME (Oswaldo Loureiro), fazendeiro, produtor de café, líder político da região de Sapucaí, interior de São Paulo. Autoritário, duro no trato com os inimigos políticos, o que provocou sua morte trágica numa emboscada. Obrigou a filha a casar-se com o homem de sua confiança:
a mulher OLINDA (Míriam Pires), religiosa, submissa ao marido
a filha MARIA DO CARMO (Analu Prestes), abdicou de seu amor para casar-se com o homem escolhido pelo pai. Termina seus dias tuberculosa, num sanatório
o genro EUGÊNIO GALVÃO (Edson França), engenheiro que trabalhou para ele, tornando-se seu aliado e assumindo a liderança política da região após sua morte. Autoritário, repete o comportamento do sogro ao obrigar a filha a casar-se com o homem que escolheu para ela
a neta CAROLINA (Sandra Barsotti), filha de Maria do Carmo e Eugênio, moça alegre e cheia de vida, revive o drama da mãe ao viver um amor impossível: apaixonada por um homem, sua família a faz casar-se com outro
o VIGÁRIO FELÍCIO (Hélio Ary), líder religioso da região, tem fortes ligações com a família
o inimigo político CARDOSÃO (Paulo Gonçalves), truculento, enfático e inteligente, é o líder da oposição e luta contra o paternalismo de Deodato, defendendo uma política mais democrática. Acaba preso acusado do assassinato de Deodato. Morre na prisão se afirmando inocente.

– núcleo de JACINTO (Tony Correa), imigrante português que trabalhou para Deodato Leme, foi o amor da vida de Maria do Carmo, afastado por forças do patrão, que nunca aceitou o romance porque ele era pobre:
a mulher FRANCISCA (Ana Maria Grova / Laura Soveral), filha de imigrantes portugueses, com quem se casou após o romance com Maria do Carmo ter fracassado
o sogro ELISEU (Carlos Duval), pai de Francisca, homem simples dedicado ao trabalho na lavoura do café
o filho ATÍLIO (Dennis Carvalho), apoiado por Eugênio Galvão, torna-se o novo líder político da região. Interessa-se por Carolina e Eugênio une os dois
os correligionários de Atílio: GERVÁSIO (Nestor de Montemar), seu maior cabo eleitoral, faz de sua farmácia o ponto de reuniões políticas, e RAMON (Juan Daniel), maestro da banda local.

– núcleo de JOÃO MACIEL (Gracindo Jr.), artista plástico irresponsável, cínico e com uma visão anarquista do mundo. Recebe a tarefa de esculpir uma santa para a capela da fazenda de Deodato Leme. O modelo é Carolina e a aproximação dos dois provoca uma forte paixão entre ambos. Mas ele parte para São Paulo, deixando de dar notícias. É quando Carolina se vê obrigada pelo pai a casar-se com Atílio. Desgostoso e decepcionado com o amor, dedica-se com afinco à sua arte, tornando um escultor de sucesso:
o pai de criação AFONSO ESTRADAS (Lutero Luiz), capataz da fazenda de Deodato Leme
os amigos VALENTIM (Ivan Cândido), dono do serviço de alto-falantes, ABELARDO (Ruy Rezende), companheiro de boemia, escritor medíocre que acaba se tornando redator de rádio, e CORINGA (Flávio Migliaccio), jornalista.

3º período (1976)

– núcleo de JOÃO MACIEL (Paulo Gracindo), famoso artista plástico, metido com intelectuais, boêmio inveterado, três vezes vítima de infarto, sente-se ainda em pleno vigor dos seus 72 anos. Casado cinco vezes (cada mulher dez anos mais nova do que a anterior), conserva uma certa fantasia em relação ao seu amor da juventude, Carolina. O tempo, a doença e a ilusão de amor o fazem voltar a Sapucaí, em busca das raízes perdidas na memória:
o amigo JARBAS MARTINS (Paulo José), diretor de cinema frustrado, sobrevive às custas da publicidade. Acompanha João Maciel a Sapucaí e descobre um tema de trabalho, a vida do casarão numa análise sociológica da história de uma família que estratifica a evolução de uma fase da história do Brasil. Aproxima-se de cada membro da família com uma visão crítica de suas histórias.

– núcleo de CAROLINA (Yara Côrtes), apesar da idade avançada, mantém ainda uma grande vitalidade, ao contrário do marido Atílio, hoje esclerosado. No ano das bodas de ouro de seu casamento, tem consciência plena de que vive o final do casarão, construído por seu avô, Deodato Leme, onde nasceu e com o qual tem uma grande ligação. Vive a ilusão do que poderia ter sido sua vida com o seu amor do passado, João Maciel. Recorta os jornais que informam sobre as andanças do artista, acompanhando-o de longe. O retorno dele a Sapucaí transforma sua vida:
o marido ATÍLIO (Mário Lago), alheio a tudo o que o rodeia, passa os dias às voltas com as lembranças do passado, traduzidas em objetos velhos guardados num casebre próximo ao casarão. Surdo, usa o aparelho contra surdez para ouvir apenas o que interessa. É a imagem do casarão, condenado à destruição completa pela chegada dos novos tempos
os filhos: VIOLETA (Aracy Balabanian), solteirona solitária, introvertida, sente uma enorme dificuldade de se comunicar com as pessoas. É a única dos filhos a permanecer no casarão com os pais, dedicando seu tempo à leitura e introspecção,
ALICE (Dayse Lúcidi), leva uma vida fútil e passiva, condicionada às decisões do marido
e EDUARDO (Marcos Paulo), o caçula, solteiro, procura evitar a responsabilidade de um casamento envolvendo-se em vários namoros
o genro FRANCISCO LINS (Fernando Villar), marido de Alice, dedicado aos negócios e às aventuras amorosas
a neta CAROLINA, LINA (Renata Sorrah), filha de Alice e Francisco. Casada, a rotina matrimonial indica a fragilidade da união. Após três anos de um casamento sem filhos, o relacionamento se mostrou difícil e falso. Enfrenta as pressões da família e busca romper com a relação, principalmente após apaixonar-se por Jarbas
o marido de Lina, ESTEVÃO BASTOS (Armando Bógus), homem prático, mais interessado nos negócios que envolvem a propriedade (e o casarão) da família da mulher, do que no próprio casamento.

– núcleo de VÂNIA (Bete Mendes), apegada à família, sofre uma forte contradição ao viver um romance com Eduardo. Não quer ferir as determinações da mãe, ao mesmo tempo em que procura manter a relação com o rapaz. Por fim, toma uma posição de independência, unindo-se a Eduardo:
a mãe BERTA (Ida Gomes), por conta de razões sociais, tenta impedir a aproximação da filha com Eduardo.

– demais personagens:
ALDO (Marcelo Picchi), conhecido de Violeta, empregado dos Correios, em alguns momentos representa o contato dela com o mundo, uma ligação com possíveis amigos
TERESA (Maria Cristina Nunes), moça do interior, de família simples, tem sonhos românticos. Através de Violeta, entra em contato com Aldo, que se apaixona por ela
SÉRGIO (Moacyr Deriquém), amigo de Estevão
PADRE MILTON (Nilson Condé), pároco de Sapucaí.

– as ex-mulheres de João Maciel (participações especiais):
MERCEDES (Zilka Sallaberry),
MIRTES (Heloísa Helena),
MARISA (Neuza Amaral),
MARIA HELENA (Arlete Salles)
e MÔNICA (Elizângela).

O ponto de partida de O Casarão foi o teleteatro A Estátua, de Lauro César Muniz, produzido pela TV Excelsior em 1961, que por sua vez gerou a peça A Morte do Imortal, encenada em 1966.

A novela trazia uma novidade: as épocas se intercalavam, isto é, perdia a sequência linear dos fatos e com isso a interrogação “o que acontecerá” foi trocada por “como aconteceu”.

Outro recurso novo foi a colocação de dois atores para viverem os mesmos personagens em épocas diferentes. Assim João Maciel, Carolina e Atílio eram vividos em 1926 por Gracindo Júnior, Sandra Barsotti e Denis Carvalho, e, em 1976 por Paulo Gracindo, Yara Côrtes e Mário Lago.

A Censura Federal não permitiu que o autor manipulasse o triângulo Jarbas-Estevão-Lina, que daria a mensagem final da posição da mulher na sociedade em suas mutações. Lina (Renata Sorrah), ao contrário das mulheres ancestrais de sua família, rompia um casamento fracassado com Estevão (Armando Bógus) para se juntar ao homem amado, Jarbas (Paulo José). Contrastando dessa maneira com sua avó Carolina (Yara Côrtes), que se casou com Atílio (Mário Lago) mesmo amando João Maciel (Paulo Gracindo). Mas a Censura não permitia o adultério feminino e recomendou que Lina pedisse o divórcio, pois não poderia se apaixonar ainda estando casada.

Lauro César Muniz citou à revista Amiga de 17/11/1976 algumas das muitas restrições à novela feitas pela Censura:
“Não foi permitido mostrar que Lina usava anticoncepcionais; (…) foram enfraquecidos os personagens de Marcelo Picchi (Aldo, candidato a vereador de Tangará), Nilson Condé (o padre Milton) e Bete Mendes (a jornalista Vânia): os comícios do candidato Aldo não puderam ser levados ao ar e foi reduzida a participação do padre e da jornalista na campanha política.
Na primeira fase da novela (1900), muitos detalhes da revolta de Cardosão (Paulo Gonçalves) contra o Partido Republicano Paulista (PRP) não puderam ser mostrados (…). Muitas cenas que mostravam as atividades do PRP também tiveram que ser suprimidas. Ainda na fase de 1900 teve que ser tirada da fala dos personagens a palavra “ceroula”.
Na fase de 1926 não puderam ser empregados os termos “prenhe” e “parir”. Também nessa fase foram suprimidas muitas passagens sobre as arbitrariedades cometidas pelos fazendeiros, em especial Eugênio Galvão (Edson França), que, como os outros, usava o poderio econômico para manipular a política da região.”

0 Casarão trazia para Lauro César Muniz a ventura de fechar o ciclo espontâneo sobre a história de São Paulo, começado em 1971, com Os Deuses Estão Mortos (na TV Record) e que teve continuidade em 1975, com Escalada (já na Globo).

Daniel Filho teve que disputar Paulo Gracindo, que viveu o protagonista da novela. Dias Gomes e o diretor Wálter Avancini o queriam para Saramandaia, nova trama das dez da noite.

Um incêndio no prédio da TV Globo, no Jardim Botânico, três dias antes da estreia da novela, fez com que as gravações fossem transferidas para os estúdios da Herbert Richers, na Usina, na zona norte da cidade.
Fonte: site Memória Globo.

O Casarão foi gravada próxima da cidade cenográfica onde era gravada a novela Saramandaia. A produção de Saramandaia ficou uns 15 dias tentando gravar a cena da explosão de Dona Redonda (Wilza Carla), que estourava literalmente de tanto comer. Só que os efeitos especiais não davam certo e, a cada tentativa, a equipe de O Casarão tinha que parar seus trabalhos.

Como o fio condutor da história era o casarão, que sofria a ação do tempo nas três épocas retratadas, o cenógrafo Mário Monteiro desenvolveu várias fachadas. Embora a construção só pudesse ser enquadrada de frente, pois cada face representava uma época, era possível gravar num mesmo dia cenas passadas em tempos diferentes.

Daniel Filho narra em seu livro Antes que me Esqueçam:
O Casarão me agradou muito como trabalho de roteiro e de narrativa, de comportamento de época, mas parece que confundiu demais o público. Depois que a novela acabou, volta e meia alguém dizia: ‘O que eu queria mesmo saber é se o Mário Lago é tio ou pai do Denis Carvalho’. Foi uma novela de prestígio, mas não uma novela popular. Era realmente complicada.”

O primeiro capítulo foi reprisado às 23 horas do mesmo dia em que a novela estreou (07/06/1976). A TV Globo recebeu telefonemas de grande número de telespectadores que não haviam entendido o enredo, pois a estrutura e linguagem eram novas na televisão.

A cena final foi uma das mais belas da história da telenovela. Após a morte de Atílio (Mário Lago), Carolina (Yara Côrtes), depois de 40 anos de espera, chega ao encontro marcado na Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, com João Maciel (Paulo Gracindo), e pergunta se está atrasada. Ele, então, responde: “só 40 anos”, referindo-se ao passado, quando combinaram fugir juntos.

O Casarão deu a Lauro César Muniz o Grande Prêmio da Crítica de 1976 da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
Mário Lago, Yara Côrtes e Renata Sorrah foram eleitos os melhores atores do ano (juntamente com Lima Duarte e Betty Faria, por Pecado Capital, e Laura Cardoso, por Os Apóstolos de Judas).
E Paulo Gracindo foi premiado com o Troféu Imprensa de melhor ator de 1976 (juntamente com Lima Duarte, por Pecado Capital).

O Casarão foi reprisada em forma compacta entre 21/03 e 09/04/1983, no mesmo horário, devido à antecipação do fim da novela Sol de Verão (provocada pela morte do ator Jardel Filho) – a novela substituta, Louco Amor, ainda não estava pronta para estrear.
Reapresentada também num compacto de uma hora e meia em 28/01/1980, como atração do Festival 15 Anos (apresentação de Yara Côrtes).

Trilha Sonora Nacional
casaraot1
01. FASCINAÇÃO – Elis Regina (tema de Carolina e João Maciel, 1976)
02. LATIN LOVER – João Bosco (tema de João Maciel, 1926)
03. MENINA DO MATO – Márcio Lott (tema de Carolina, 1926)
04. CAROLINA – Aquarius (tema de Carolina, 1976)
05. QUIBE CRU – Chico Batera
06. SÓ LOUCO – Gal Costa (tema de abertura)
07. NUVEM PASSAGEIRA – Hermes Aquino (tema de Maria do Carmo e Jacinto)
08. COISAS DA VIDA – Rita Lee
09. TANGARÁ – Coral Som Livre (tema de locação: Tangará, 1900, e tema da vinheta de “estamos apresentando”)
10. A DOR A MAIS – Francis Hime (tema de João Maciel, 1976)
11. CAPRICHO – Nara Leão
12. O CASARÃO – Dori Caymmi (tema de Atílio, 1976)
13. RETRATO – Suely Costa (tema de Carolina, 1976)

Trilha Sonora Internacional
casaraot2
01. HANDS OF TIME – Perry Como (tema de Violeta)
02. THEME FROM S.W.A.T. – Music Corporation (tema de Jarbas)
03. FOREVER ALONE – Steve McLean (tema de Estevão)
04. I NEED TO BE IN LOVE – Carpenters (tema de Estevão e Lina)
05. CALL ME – Andrea True Connection
06. ANGEL – Jullian
07. WHEN YOU’RE GONE – Maggie McNeall (tema de Eduardo e Vânia)
08. LIVING – Alain Patrick (tema de Carolina, 1976)
09. I’M EASY – Keith Carradine (tema de João Maciel, 1976)
10. MY LIFE – Michael Sullivan (tema de Lina e Jarbas)
11. HONEY HONEY – Abba
12. GIRL OF THE PAST – Peter McGreen (tema de João Maciel e Carolina, 1926)
13. CALIFORNIA DREAMIN’ – The Vast Majority
14. MISS YOU NIGHTS – Cliff Richard (tema de Violeta)
15. NOSTALGIA – Francis Goya (tema de Atílio, 1976)
16. SHARING THE NIGHT TOGETHER – Arthur Alexander (tema de Arturo)

Sonoplastia: Roberto Rosemberg
Produção Musical: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: SÓ LOUCO – Gal Costa
Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis

Oh, insensato coração
Por que me fizeste sofrer?
Por que de amor para entender
É preciso amar
Por que?

Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis

Só louco, só louco…

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