Sinopse

Cedo ou tarde a vida se encarrega de dar o troco. A crença de que um dia a justiça chega para todos pode ser o único caminho quando a esperança está por um fio. Clara (Bianca Bin) tem uma vida tranquila e simples na região paradisíaca do Jalapão, estado do Tocantins, com o avô Josafá (Lima Duarte). A mudança em seu destino é selada quando conhece Gael (Sérgio Guizé), herdeiro de uma família de Palmas, que passa uns dias de férias na região. A atração entre os dois é imediata e ela, sem dúvidas do que sente, se entrega a essa paixão, que a levará do céu ao inferno.

Além do temperamento agressivo de Gael, Clara enfrentará ainda o maior de seus obstáculos para ser feliz: Sophia (Marieta Severo), a sogra. Estrategista, a matriarca quer acabar com os planos de casamento do filho, mas muda de ideia ao descobrir que há esmeraldas nas terras de Clara. Sophia enxerga nesta oportunidade a chance de salvar sua família da decadência e, para realizar todos os seus desejos, terá de convencer – ou forçar – Clara e seu avô a permitirem o garimpo de pedras no local. Sophia, porém, desconhece empecilhos. Ela finge ser amiga, apoiando a nora todas as vezes em que Gael se descontrola e explode.

O próximo passo de Sophia é tirar Clara do seu caminho, nem que para isso precise usar o próprio filho. Para tanto, executa um plano sórdido: isola Clara, por dez anos, em uma clínica psiquiátrica, em uma ilha. A moça, todos os dias, procura entender os motivos que a levaram até ali. Com o passar do tempo, se fortalece e percebe que foi vítima de um grande golpe. Ela planeja voltar para resgatar sua vida e, sobretudo, o filho Tomaz (Vitor Figueiredo), e ver seus verdadeiros algozes pagarem por anos de sofrimento. A sua única saída será Beatriz (Nathalia Timberg), uma senhora internada na ilha, há tempos esquecida pela família, que guarda um valioso segredo.

Outro elemento importante para a virada de Clara será Renato (Rafael Cardoso). Os dois são amigos desde a época em que Clara trabalhava como professora no quilombo, no Jalapão, e Renato era o médico voluntário na comunidade. Depois que Clara casa-se com Gael e vai morar em Palmas, os dois voltam a se encontrar na cidade. Renato também trabalha no hospital em Palmas e é quem cuidava de Clara após as brigas com o marido. Sempre se mostrou disposto a protegê-la. Com os anos, este sentimento não mudará. Mesmo sabendo que Clara só o vê como amigo, Renato não desistirá deste amor.

Globo – 21h
estreia: 23 de outubro de 2017

novela de Walcyr Carrasco
colaboração de Nelson Nadotti, Maurício Haiduck e Vinícius Vianna
direção de André Felipe Binder, André Barros, Caio Campos, Henrique Sauer, Mariana Richard e Pedro Peregrino
direção geral de André Felipe Binder
direção artística de Mauro Mendonça Filho

Novela anterior no horário
A Força do Querer

BIANCA BIN – Clara
SÉRGIO GUIZÉ – Gael
MARIETA SEVERO – Sophia
GRAZI MASSAFERA – Lívia
RAFAEL CARDOSO – Renato
GLÓRIA PIRES – Beth (Elizabeth) / Duda (Maria Eduarda)
LIMA DUARTE – Josafá
FERNANDA MONTENEGRO – Mercedes
JUCA DE OLIVEIRA – Natanael
EMÍLIO DE MELLO – Henrique
BÁRBARA PAZ – Jô (Joana)
JULIANA CALDAS – Estela
LAURA CARDOSO – Caetana
ERIBERTO LEÃO – Samuel
ANA LÚCIA TORRE – Adinéia
ELIANE GIARDINI – Nádia
LUÍS MELO – Gustavo
CAIO PADUAN – Bruno
ÉRIKA JANUZA – Raquel
ARTHUR AGUIAR – Diego
FLÁVIO TOLEZANI – Vinícius
SANDRA CORVELONI – Lorena
ÍGOR ANGELKORTE – Rafael
ELLEN ROCHE – Suzy
MAYANA NEIVA – Leandra
FÁBIO LAGO – Nick (Nicácio)
TELMA SOUZA – Ivanilda
NATHALIA TIMBERG – Beatriz
JÚLIA DALÁVIA – Adriana
JULIANO CAZARRÉ – Mariano
THIAGO FRAGOSO – Patrick
FERNANDA RODRIGUES – Fabiana
BELLA PIERO – Laura
ANDERSON DI RIZZI – Juvenal
TAINÁ MÜLLER – Aura
ZEZÉ MOTTA – Mãe
GENÉZIO DE BARROS – Raul
ANA BARROSO – Isabel
GABRIELA MUSTAFÁ – Melissa
PATRÍCIA ELIZARDO – Tônia
ALEJANDRO CLAVEAUX – Hugo
FELIPE TITTO – Odilo
RAFAEL ZULU – Cido (Aparecido)
LUCIANA FERNANDES – Irene
PEDRO CARVALHO – Amaro
SÉRGIO FONTA – Amaral
VERA MANCINI – Rosalinda
THIAGO TOMÉ – Radu
GIOVANNA CORDEIRO – Cléo
NARJARA TURETTA – Zildete
PRISCILA ASSUM – Desirée
JULIANE ARAÚJO – Mayra
MALU RODRIGUES – Karina
FERNANDA NIZZATO – Vanessa
LUCAS PIMENTA – Daniel
ALEXANDRE RODRIGUES – Valdo
ANDERSON TOMAZINI – Xodó
RAFAEL LOSSO – Zé Victor
o menino VITOR FIGUEIREDO – Tomaz (filho de Clara e Gael)
e
ALEXANDRE MOFATTI – policial da delegacia de Vinícius
ANTÔNIO GONZALEZ – detetive pago por Natanael para fotografar Beth em flagrante de adultério
BRUNA GUIMARÃES – Clara (criança)
BRUNA SANTOS – Cléo (criança, neta de Mercedes)
BRUNA VIOLA como ela mesma, canta no casamento de Gael e Clara
CÉSAR FERRARIO – Rato (matador profissional contratado por Sophia para matar Josafá)
CARLOS FONTE BOA – frentista detido com Lívia por atentado violento ao pudor
ERNESTO XAVIER – Thiago (garçom, ex-aluno de Clara que a reconhece no restaurante deixando Gael irritado)
EUCIR DE SOUZA – Jonas (pai de Clara, morre na explosão da mina de esmeraldas no 1º capítulo)
FRANCISCO CARVALHO – Eliseu (religioso que ajuda Beth quando ela começa a beber)
GUI TRESTINI – garoto de programa pago por Samuel
HENRIQUE TAXMAN – Dr. Almir (advogado do escritório de Natanael que dá uma consulta a Sophia sobre direitos de mineração)
IGOR PAIVA – homem que assedia Beth em um bar
JOÃO CUNHA – Inácio (urologista, amigo de Samuel que ele procura para tratar o seu problema de desinteresse sexual por mulheres)
LARA CARIELLO – Adriana (criança, filha de Beth e Henrique)
LUÍSA BASTOS – Laura (criança, filha de Lorena, enteada de Vinícius)
MARCELLO NOVAES – Renan (amigo de Jô, seduz Beth como parte do plano de separá-la de Henrique, acaba morto)
RAFAELA AMADO – Maria Fernanda (babá de Adriana, 1ª fase)
RAQUEL FABRI – estilista da empresa de Renan que diz a Beth que um de seus modelos será fabricado em linha de produção
RAVEL CABRAL – Everton (caminhoneiro amigo de Josafá, morre em seu lugar em uma emboscada planejada por Sophia)
RODRIGO CONTE – frentista que transa com Lívia
SIMONE E SIMARIA como elas mesmas, em um show em Palmas
YAÇANÃ MARTINS – recepcionista do hotel onde Beth se instala como Maria Eduarda, sua nova identidade

Nas palavras do autor, Walcyr Carrasco: “Através da saga da heroína Clara temos os elementos do folhetim clássico em uma estrutura romântica por excelência, mas com temáticas modernas.”

Entre as temáticas abordadas, o racismo, através da personagem de Érika Januza, empregada doméstica que se apaixona pelo filho dos patrões; violência contra a mulher, representada por Clara (Bianca Bin); homofobia, com a trama de Samuel (Eriberto Leão), homofóbico que na verdade é um gay enrustido; e nanismo, com Estela, vivida por uma atriz anã, Juliana Caldas – sua mãe, a vilã Sophia (Marieta Severo) tem vergonha da filha e faz de tudo para escondê-la, inclusive mantê-la em cárcere.

O autor comentou sobre a personagem anã da novela:
“Resolvi colocar uma personagem anã na novela como a Estela, mas não é para rir. É para mostrar os sentimentos dela, a dificuldade dela até para ir a um restaurante. Porque eles chegam a um restaurante e às vezes não conseguem nem usar o toalete. O mundo não está preparado para integrar essas pessoas. É isso o que eu quero mostrar.”

A trama foge do eixo Rio-SP: é ambientada no estado do Tocantins, mais especificamente em Palmas e na região do Jalapão. Dentre as locações escolhidas na capital Palmas estavam as belas Ilha do Canela e Praia da Graciosa, no Lago de Palmas, além da Praia de Luzimangues, no município de Porto Nacional, a Chácara Marola e os famosos pontos turísticos da cidade, como a Ponte da Amizade e da Integração.
No Jalapão, os municípios de Ponte Alta, São Felix e Mateiros, assim como Pedra Furada, uma das atrações de Ponte Alta, e o Cânion de Sussuapara. Nas veredas de capim dourado, dentro do Parque Estadual do Jalapão, foram gravadas sequências envolvendo o processo de colheita do capim. Para isso, foram utilizados 10 quilos de capim dourado de colheitas anteriores. Também houve gravações no Fervedouro Bela Vista, no município de São Felix, na Cachoeira do Formiga, em Mateiros, e nas Dunas do Jalapão.

Para o diretor artístico Mauro Mendonça Filho, a escolha das locações no Tocantins foi essencial para compor a linguagem estética da novela.
“Tentamos explorar da melhor forma possível a fotografia incrível destes lugares únicos. O Jalapão tem um dos pores do sol mais lindos que já vi”, reforçou Mauro.

Um dos cenários mais emblemáticos da novela é o bar de Josafá (Lima Duarte), construído dentro do Parque Estadual do Jalapão, na beira da estrada da TO-255, principal via de acesso para Mateiros. Com 200 metros quadrados, o cenário inclui o bar com a venda e mesa de sinuca, redário, um grande catavento e a fachada da casa em que Josafá vive com a neta, Clara (Bianca Bin). O diretor de arte, Tiago Marques, providenciou os detalhes para que o bar reunisse todas as características locais como o hábito de armazenamento de feijão e milho em garrafas pet, uma vitrine com carne de sol seca, e uma cozinha funcional equipada com fogão a lenha.
“Levamos dois meses para construir o bar, de forma que, através de sua localização, o pôr do sol fosse contemplado de diferentes ângulos”, explicou Tiago.

Para os cenógrafos Danielly Ramos e Maurício Rolfs, outros desafios foram as construções da casa de Mercedes (Fernanda Montenegro) e do garimpo da fictícia Pedra Santa, localizada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A cidade cenográfica tem 6,5 mil metros quadrados de área construída. Somente a casa de Mercedes ocupa uma área de 3 mil metros quadrados, em que abriga a própria casa e o galpão de 90 metros quadrados.

O produtor de arte Guga Feijó explica que para construir parte das esculturas e da casa foram utilizados 60 metros quadrados de Tapiocanga, pedra típica da região do cerrado com aspecto avermelhado e grande concentração de ferro.
“Também usamos a palha de buriti como matéria-prima para a construção de portas e janelas assim como é feito na região do Jalapão”, comentou.
Já os objetos de capim dourado aparecem em sousplats, vasos e acessórios.

Outro cenário marcante na cidade cenográfica é a área do garimpo, que ocupa 3,7 mil metros quadrados, local de trabalho de Mariano (Juliano Cazarré) e da equipe comandada por ele. Um garimpo de esmeraldas que tem estrutura diferente dos garimpos de ouro, por exemplo, frisa a cenógrafa Danielly Ramos.
“Conectar o exterior com o interior das grandes galerias de garimpo, e as descidas com interior, foi o mais trabalhoso na construção. Fizemos uma mistura de materiais e teremos pedras que serão quebradas com broca em cena”, explicou.

Já a imponente casa de Sophia (Marieta Severo), com 620 metros quadrados, foi o único cenário fixo da novela.
“Teremos um pé-direito bem alto e uma casa com muitos cômodos, salas, quartos, além de uma ampla cozinha, varanda e jardins. Tudo para representar o poder da família desta matriarca”, explicou o cenógrafo Mauricio Rohlfs.

Para compor o figurino dos personagens, a figurinista Ellen Milet dividiu os núcleos da novela em três universos: Palmas, Jalapão e Rio de Janeiro.
“São lugares de muitos contrastes. Temos o sol e as altas temperaturas do Jalapão que resultam num figurino com tecidos mais leves, e um Rio de Janeiro mais frio, com clima mais ameno, que refletem nos figurinos dos personagens que vivem na cidade”, explicou.
Já em Palmas domina o estilo de Sophia (Marieta Severo), com bordados e franjas. Para a caracterização da grande vilã da história, Marieta clareou os cabelos com mechas douradas pela primeira vez.

Com o intuito de se aproximar ainda mais da forma de se vestir dos moradores locais do Jalapão, a figurinista adotou um truque.
“Estamos envelhecendo as roupas com a terra alaranjada de lá, bem característica desta região e que tem uma aderência muito grande em tecidos e na própria pele”, explicou.
Há ainda uma influência do estilo do Centro-Oeste brasileiro nos figurinos dos personagens que vivem em Palmas.
“O estilo sertanejo universitário domina a forma de se vestir dos homens da cidade”. Já as mulheres são sofisticadas, têm cabelos mais descoloridos e lisos. “Há uma certa ostentação e influência da moda vista em Miami.”

Já o visual de Lívia (Grazi Massafera) mescla sensualidade com rebeldia. Dayse Teixeira e Auri Mota, que assinam a caracterização da novela, optaram por escurecer os cabelos da atriz. A maquiagem, com olhos marcados por sombras escuras, ajuda a compor o visual “dark” de Lívia.
“Ousada, mas com bom gosto. A única personagem mais próxima do universo da moda e antenada com as últimas tendências”, explicou Dayse.
Ellen Milet contou que a referência para composição dos looks de Lívia vem do universo do rock.
“Ela é moderna e um tanto deprimida. A inspiração surgiu do visual de Frances Bean Cobain, filha do músico Kurt Kobain, do Nirvana, e de Courtney Love, que tem um estilo mais ‘barra pesada’ e ousado”, definiu.

Trilha Sonora Volume 1

01. BOOMERANG BLUES – Renato Russo
02. WHO DO YOU LOVE – George Thorogood
03. I DON´T WANT TO TALK ABOUT IT – Fernanda Takai
04. VOU TE ENCONTRAR – Paulo Miklos
05. TRISTE, LOUCA OU MÁ – Francisco el Hombre (participação de Larissa Baq, Helena Maria, Salma Jô e Renata Éssis)
06. KO – Pablo Vittar
07. CRYSTALIZED – The XX
08. NA REAL – Jammil
09. AI DE MIM – Outro Eu (participação de Sandy))
10. VOCÊ NÃO SABE (QUERO TE VER) – Bruna Viola
11. BILU BILU – Pablo
12. HOLD ON – Alabama Shakes
13. O CAÇADOR DE ESMERALDA – João Bosco
14. MORRO VELHO – Elis Regina
15. CLUBE DA ESQUINA Nº 2 – Milton Nascimento

Tema de Abertura: BOOMERANG BLUES – Renato Russo

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver

Não me entregue o seu ódio
Sua crise existencial
Preliminares não me atingem
O que interessa é o final
E não me venha com problemas
Sinta sozinho o seu mal

Por que tentar sentir demais?
E você só me usou
Eu tentava ajudar
E você só me queimou
Mas é errando que se aprende
Minha boa vontade se esgotou

Os aborígenes na Austrália
Com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta
E só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang
Quando eu acerto é pra matar

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração

Eu só não entendo como fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar,
Mas o boomerang agora é meu…

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