Sinopse

Caio, Anete e Moira são três funcionários de um escritório onde não há muita coisa para fazer. Até que chega um novo chefe, Tales, com uma estagiária a tiracolo, Leda Maria, e tenta mudar o ritmo do lugar. Como todo novo chefe que se preza, ele acha que tem os requisitos para ser um bom coordenador e modificar o ambiente de trabalho.

Só que, ao dar-se conta de que não há realmente nada a fazer, porque o lugar perdeu sua função de ser (virou um arquivo morto), Tales acaba rebatizando o nome do escritório para FMDO (Falar Mal dos Outros) e o transforma no local encarregado oficialmente de esculhambar os cidadãos comuns que praticam atos nada cívicos. É o que os funcionários passam a fazer, de forma quixotesca, porque o intuito é melhorar o cidadão e o país como um todo.

Globo – 23h
de 5 de novembro a 17 de dezembro de 2004
7 episódios

escrito por Alexandre Machado e Fernanda Young
direção de José Alvarenga Jr.
núcleo Guel Arraes

SELTON MELLO – Tales
ANDRÉA BELTRÃO – Leda Maria
PEDRO PAULO RANGEL – Caio
MARISA ORTH – Anete
DRICA MORAES – Moira
o primeiro dia (05/11/2004)

Tudo começou com uma pegadinha… Tales foi promovido a chefe de um departamento para não entregar o superior espertinho. Como brinde, carregou a estagiária, Leda, que acabara de chegar. Imaginando um cargo cheio de novas experiências e coberto de expectativas, Tales se depara com três funcionários nada produtivos. O Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios abrigava todos os documentos que as pessoas são obrigadas a tirar no Brasil. Para ele, seria o ponto mais alto no mundo da burocracia. Mas o lugar foi transformado num depósito de pastas e envelopes, sem nenhuma agitação. O desafio, então, foi colocar ordem em Caio, Moira e Anete. Ao invés de bajuladores, puxa-sacos e festinha de boas-vindas, Tales encarou lixa de unha, pé em cima da mesa e outros tipos de enrolação.

As duas salas do ambiente dividem dois grupos: cada um louco para acabar com a folga do outro. Tales e Leda decidem colocar um ponto final na moleza dos três. Já Moira, Caio e Anete resolvem puxar o tapete do novo chefe. Uma guerra sem fim, dentro de poucos metros quadrados e com muito mofo. Cenário ideal para as mais terríveis confusões. A perseguição de Tales por Moira começa aí: burrice entendida como deboche vão tirá-lo do sério e marcar o confronto dos dois.

Até que um despertador toca, lembrando que é hora de recolher a bandeira. O novo chefe assume a missão, enquanto Leda decifra a letra do Hino Nacional. Um encerramento perfeito para impor respeito: eles são jovens idealistas prontos para acabar com a esculhambação que anda por aí. Que venha o segundo dia!

o segundo dia (12/11/2004)

Intimidade é um problema… O segundo dia de trabalho no FMDO começou logo cedo, na carona que Tales pegou com Leda. Tentando chegar rápido à repartição, o chefe pedia que a estagiária apenas dirigisse. Nada de cantar ou conversar. Afinal, àquela hora, seu cérebro só podia fazer apenas uma tarefa, já que metade dele está sempre ocupado, pensando em sexo. Isso mesmo! Tales revelou que, no inconsciente, cinqüenta por cento de nossas atividades cerebrais pensam em sacanagem o tempo todo. Foi o suficiente para tirar Leda do sério: como ela conseguiria encarar as pessoas daqui pra frente?

Hora de pegar no batente. Caio e Anete trataram de não atrasar. Chefe novo querendo mostrar serviço e eles não iam dar essa bandeira, né? Moira, como sempre, atrasada, fez Tales perder o controle. Quando descobriu que os ‘documentos’ manuseados pelos três eram apenas páginas de livros – numa tentativa frustrada de fingir que trabalhavam – , Tales percebeu aonde tinha se metido: numa repartição que não tem absolutamente nada para ser feito. Há tempos que o governo paga seus salários sem motivo algum.

E agora, ele tem um desafio a vencer: arranjar uma ocupação para o FMDO. Enquanto isso, Leda se tortura com a idéia dos cinqüenta por cento… E, como não poderia deixar de ser, a estagiária acaba se metendo numa confusão com o chefe e senta a mão na cara dele. Um mau começo para quem precisa manter a pose. Desnorteada, aumenta a discussão quando confessa para Anete e Moira que fez algo horrível com o chefe. E essas cabeças sujas interpretam pelo avesso, achando que Leda é o tipo de estagiária que faz tudo para subir na vida…

Caio e Tales resolvem se unir contra o complô feminino e a fofoca sobre o suposto caso se espalha. Motivo suficiente para Leda perder as estribeiras e atacar Moira e Anete. De troco, as duas resolvem fuçar na ficha de Leda Maria algum podre do passado e conseguem. Tales, inspirado na vingança das funcionárias, decide que o FMDO vai caçar os cidadãos abusados que existem no país. É hora de vasculhar a vida alheia e esculhambar quem não presta. Está fundado o ‘Falar Mal Dos Outros’.

o grande dia (19/11/2004) – com Daniel Dantas

Chegou o grande dia! O FMDO finalmente vai voltar a ter utilidade pública, assumindo a sua verdadeira vocação nacional. Eles não vão falar mal das pessoas com ódio no coração, pelo contrário. Eles têm tanto amor por esses cidadãos que querem que eles se transformem em pessoas melhores. E o primeiro cidadão que amam tanto assim é o coitado do Rogério (Daniel Dantas)…

Um mauricinho que vive ‘costurando’ ao volante, seguindo ambulâncias para levar vantagem no trânsito. Para impressionar, nada melhor que uma carta timbrada, exigindo a presença desse engraçadinho em um departamento do governo para tratar de um assunto confidencial urgente. Pronto: a primeira vítima já está no papo! Depois de sofrer uma tortura psicológica, o cara entende que precisa de uns documentos obrigatórios para se safar. Enquanto isso, no mundo da burocracia, Tales, Leda, Caio e Anete saem para almoçar. E Moira? Bem, essa fica de plantão. Afinal, com chefe novo não se brinca e alguém tem que mostrar serviço. A coitada confundiu um work-shop com um sexy-shop e teve que enfrentar a fúria do chefe num figurino sado-masoquista à la dominatrix. Resultado? Voltou a fumar de tão nervosa…

E Tales deu uma verdadeira aula para a equipe aprender a xingar. Xingamento sem convicção não surte efeito. Tem que xingar olho no olho, seguro de si, escolhendo o ponto fraco da vítima. Depois, Rogério ainda teve que passar por um juramento: jurou solenemente que vai “tentar ser um cidadão menos folgado e imbecil”. Com a dignidade lá no pé, talvez essa criatura aprenda a dirigir melhor.

primeira segunda (26/11/2004) – com Betty Lago

Que loucura esse lugar! Agora todo mundo que sair da linha pode ser avacalhado, sem dó nem piedade, pelo FMDO. E, convenhamos, ter o poder de se vingar de certas pessoas pode ser algo maravilhoso… Um tirador-de-aliança-do-dedo, um grudador-de-meleca-embaixo-da-mesa e um colocador-de-troço-pra-fora são alvos fáceis dessa turma. E Leda será a primeira a fazer questão de detonar quem cruzou pelo seu caminho.

Depois de ser bolinada por um carinha na véspera, ela resolve fazer pesquisa de campo para flagrar esses pilantras. Anete, que também ganhou um esfregão no ônibus, apoiou a decisão. Mas a gaiata da pegadinha tinha que ser a Moira – quem mais poderia ser?! – e lá foi ela, atrás de cantadas indecentes. Até que conseguiu e acabou deixando um garanhão com cara de bobo. Só que o dia não poderia ser perfeito para esta funcionária nada exemplar: Moira pisou num cocô mole e os respingos – adivinhem! – foram parar na cabeça de Tales, que passou o dia todo sentindo aquela catinga.

Justamente por causa desse probleminha, Anete foi parar dentro do banheiro com Tales para lavar os cabelos do chefe. Motivo suficiente de fofoca para o Congresso Nacional. Como quem tem fama, deita na cama, os dois acabaram um nos braços do outro, no maior climão de puro tesão! A carência sexual deles virou a maior pegação. Tudo dentro da cabine do banheiro. Haja fôlego! Claro que alguém tinha que pegar os dois com a boca na botija e aí, já era: todo mundo ficou sabendo.

Completando as vinganças pessoais, Caio também entrou na dança e esculhambou uma ex-namorada ingrata. A mocinha espalhou que ele não era bom de cama e que tinha o instrumento de trabalho pequeno demais. Patrícia (Betty Lago) é a segunda vítima do FMDO e acabou fazendo uma ode ao homem brasileiro.

o mau dia no escritório (03/12/2004) – com Gabriel Braga Nunes

Não adianta chorar pelo leite derramado. E quando o assunto é beijo na boca, o arrependimento pode lhe custar a vida! Tales e Anete passaram a maior saia justa depois que ficaram com a mão naquilo e aquilo na mão em pleno horário de expediente. Como se já não bastasse essa encrenca, Leda acordou de mau humor e teve um dia daqueles: tudo o que ela tocava parava de funcionar…

E quando a bruxa está solta, sai da frente! Caio anunciou que uma onda de demissões está rondando as repartições federais. Corte no orçamento e cabeças vão rolar. Pronto: o pânico paira no ar. Concursado ou apadrinhado não tem vez: a estabilidade pode estar ameaçada.

Mas segurem os ânimos porque o colocador-de-troço-pra-fora estava prestes a chegar. Paulo (Gabriel Braga Nunes), o sujeito que abusou de Leda, foi convocado e tratou de se apresentar ao FMDO. A vida do coitado foi vasculhada e nossos funcionários exemplares descobriram que o cara andava desviando dinheiro e curtindo às custas da sociedade.

Tales não se agüentou e confessou que está de olho nas funcionárias. Anete está louca para sair da secura, mas Moira faz mais o estilo dele. Só que tem cara de louca! E louca por louca, ele fica com Leda, que está de quatro por ele. Mas fazer sexo num órgão público pode dar um ano de cadeia. Nenhuma das três vale o sacrifício. Com medo de estar na mira da demissão, Leda apela para um golpe baixo e leva Tales à loucura. O jeito foi resolver o problema na própria sala, com a ajuda de uma revista pornográfica.

Com isso, o FMDO ficou sem moral para esculhambar o colocador-de-troço-pra-fora. Mas Leda não resistiu ao charme e à tentação: ela e Tales acabaram no maior amasso. Só que o chefe negou fogo: culpa dela! Lembram do pequeno detalhe ‘tudo o que ela tocava parava de funcionar’? Pois é… O jeito foi descontar a raiva em Paulo, a vítima do dia, que participou da cerimônia de recolhimento da bandeira cantando o hino à mulher brasileira.

a crise das terças (10/12/2004)

Terça é o dia das crises. Na quarta, a semana está praticamente encerrada. Quinta, fim-de-semana praticamente começado. Sexta, Brasília às moscas, dia dos boatos. Sábado, dia de beber todas. Domingo, de comer e dormir. Segunda, dia de começar tudo de novo. Terça, lógico, bate aquela crise de consciência básica…

Tales não segurou a onda e teve mais que um plá com Leda. Só que como tudo que é bom dura pouco, o remorso bateu fundo e o chefão passou o resto da noite se perguntando se o rala e rola tinha sido imoral ou amoral. Para resolver a questão, os dois foram parar num motel. Se conseguissem ficar nus sem transar, estaria provado que não eram imorais por terem relações no horário de trabalho. Claro que eles não se agüentaram e foram para os finalmentes imorais.

Enquanto isso, na repartição, Caio e Anete armavam para Leda. A estagiária estava doida para jogar um contra o outro e queria dominar o escritório, começando pelo chefe. Motivo de sobra para despertar a fúria de Anete, que resolveu se vingar com uma puxada de tapete ou uma punhalada pelas costas. Já Moira, estava preocupada com o ar condicionado: “Leda fica diminuindo o frio escondido. Vou trancar e esconder a chave. Se ela sente frio na periquita, que não venha de saia tão curta!” Resultado? Acabou destruindo o painel e aí, adeus ar condicionado.

Para disfarçar a fugidinha, Leda fingiu um resfriado e Tales deu uma de chefe durão, para acabar com a fama de bonzinho e com o apelido de Zé Gotinha, mas acabou pegando pesado e magoou a estagiária. Na hora do plá, Anete apareceu e foi o maior bafafá! Lavaram a roupa suja e terminaram fazendo a pombinha da paz com as mãos para satisfazer Tales e acabar com a discussão… e com o climão!

Mas terça também é dia de branco e chegou a vez de Moira esculhambar os abusados que passaram pela sua vida. Só que sua lentidão habitual provocou um acidente que assustou os ex-namorados convocados ao FMDO. E os cinco fecharam o expediente num juramento justíssimo, prometendo não usar o cargo público em benefício próprio.

paranóias de escritório (17/12/2004)

Medo de não ser reconhecido, roer unhas, comer a tampa da caneta, tirar meleca no trânsito, fazer xixi durante o banho ou mania de perseguição são algumas das loucuras que habitam o lado obscuro de muitas pessoas. E não é fácil assumir esses hábitos esquisitos na frente dos outros. Por isso mesmo é que eles se transformam em paranóias desesperadoras para a maior parte desses “criminosos”. Ser pego em flagrante, então, é sentença de morte.

O FMDO, um lugar tão cheio de intrigas e fofocas, é quase um convite para a realização e descoberta das grandes paranóias da humanidade. Ou, pelo menos, desses cinco funcionários federais. E Tales, Anete, Leda, Moira e Caio enfrentaram esses grilos com muito bom humor e algum pavor. Foram 10 paranóias escolhidas a dedo para fechar o ano com chave de ouro.

Deixar fedor na privada do banheiro. É só você se sentir mal, que nem adianta rezar para não chegar ninguém no local. Claro que no primeiro ploc alguém vai bater à porta da casinha. E aqueles segundo que separam a vontade de gritar “tem gente!” com a de fingir que não tem ninguém ali se transformam numa eternidade cruel. O jeito é admitir e fazer cara de quem está morrendo para não ser crucificado. Leda que o diga: foi interrompida por Anete e Moira. As duas, aliás, foram vítimas da segunda paranóia.

Alguém escutar suas conversas. Quer falar mal de alguém ou contar a última fofoca quente do escritório? É melhor olhar em volta, fechar as portas e tentar a mímica. Porque o cochicho é um artifício fracassado e totalmente reprovável. Sempre tem alguém que estava só de passagem logo na hora em que você abriu a boca. Torça para que não seja o alvo da conversa, como Leda, que estava na cabine do banheiro e ouviu, por acaso, Anete contar que teve um rala e rola com Tales.

A terceira paranóia é uma confirmação de que tem algo errado na sua aparência. Um cocô de passarinho nas costas, uma calça furada, uma braguilha aberta ou spray no cabelo, assim como Tales. Na dúvida, corra pro espelho e tire a prova você mesmo. Não esperem que te contem: eles nunca contarão.

E colar meleca debaixo da mesa? É como assinar o atestado de porco e admitir que o salão não anda muito limpo… Caio passou maus momentos por causa dessa mania nada higiênica: foi visto por Anete e Moira, sem direito a desculpa esfarrapada e comprovou a quarta paranóia.

A quinta você conhece muito bem: estão te olhando esquisito, e você se pergunta o que estará acontecendo. Aí, camarada, todos os seus podres começam a borbulhar na sua cabeça. Podem ter descoberto algum deles e o seu está na reta. Tales passou por isso e o caso com as funcionárias: tentou esconder, mas acabou assumindo que os hormônios subiram à cabeça e foram mais fortes que ele. E por falar em ser descoberto, a paranóia seis é a dos microfones escondidos. Lembre-se: você sempre pode estar sendo ouvido, mesmo quando o escritório está vazio. Nesses momentos, até pensar alto é perigoso.

Errar por escrito é fatal. A sétima paranóia entrega você de bandeja para os inimigos rirem e debocharem durante anos a fio. E amigo-oculto? Tem coisa mais constrangedora e aterrorizante? A tensão de tirar alguém que você não gosta e o medo de abrir o presente e não saber disfarçar a cara de decepção podem levar qualquer um à loucura! Na repartição, Tales não só passou pelo aperto da oitava paranóia, o amigo-oculto, como acabou caindo nas garras da nona: bebeu demais e exagerou na festinha de fim de ano. Lamentável ter que se esforçar para lembrar o que fez na frente dos colegas.

Triste mesmo é passar ridículo na frente dos outros. A décima paranóia é realmente a mais terrível e ameaçadora. É a prova de que somos humanos e que, a qualquer momento, podemos ter nossa reputação destruída e, de repente, perceber que a vida dá voltas.

Moira teve a brilhante idéia de devolver todas as fotos 3×4 para os brasileiros, acompanhadas de uma cartinha desejando felicidade. Com isso, é promovida a superintendente do FMDO e se torna, obviamente, chefe de Tales. Adeus perseguição e adeus climão. Mas é época de festa. Dia de comemorar. Festejar as esculhambações que surtiram efeito e acreditar que ano que vem as coisas serão melhores. Em Brasília, no Brasil e no mundo.

Depois de Os Normais, Alexandre Machado e Fernanda Young escreveram essa série de humor apresentada às sextas-feiras depois do Globo Repórter. Os Aspones – sigla para Assessores de Porcaria Nenhuma – retratou cinco personagens que trabalhavam juntos em um escritório e não tinham nada para fazer o dia inteiro.

Cada um dos personagens deste escritório tinha uma característica específica. Anete, interpretada por Marisa Orth, agia como líder do local.
“Ela tenta ser dura, nunca quer ser pega desprevenida, é meio frustrada mas não dá bandeira”, afirmou a atriz.

Pedro Paulo Rangel, que usou uma barriga postiça para a caracterização de Caio, definiu seu personagem como “um metido a sabichão, meio escorregadio”, que está há anos naquele emprego.

Moira (Drica Moraes), segundo sua intérprete, tinha uma baixa auto-estima e vivia tentando, em vão, agradar a todos.

Tales (Selton Mello) representava aquele que se revela ao ganhar poder e virar chefe.
“O legal desse programa é o desejo de todos de fazer uma coisa diferente”, salientou Selton.

Já a Leda, vivida por Andrea Beltrão, – a estagiária que já passou da idade de fazer estágio – era uma pessoa discreta e que acreditava na função de consertar as pessoas.

Em 2005 o programa foi lançado em DVD.

Tema de Abertura: CORAÇÃO DE PAPEL

Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
Pra que fazer chorar assim
A quem te ama

Se você pensa
Em fazer chorar a quem lhe quer
A quem só pensa em você
Um dia sentirá
Que amar é bom demais
Não jogue amor ao léu
Meu coração que não é de papel

Porque fazer sofrer
Porque fazer chorar
Um coração que só lhe quer
O amor é lindo eu sei
Não jogue amor ao léu
Meu coração que não é de papel…

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