Sinopse

A jornalista Paloma Gurgel, depois de um longo período fora do país, trabalhando como correspondente internacional, volta à pequena cidade de Pilar para tratar de problemas familiares. Após uma cirurgia no cérebro, seu irmão gêmeo Fred, em coma profundo no hospital, sobrevive com o auxílio de aparelhos.

Angustiada ao ver o irmão naquele estado, Paloma desliga um aparelho ocasionando sua morte. Trava então uma batalha judicial com a cunhada, Veridiana, tentando desmentir a denúncia de Eutanásia.

Enquanto isso, Paloma reencontra dois antigos namorados. O fazendeiro Fernando Lucas, passando por uma má fase em seu casamento com Vânia; e o médico Chico Rubião, que rompe seu noivado com Helena.

Globo – 20h
de 20 de agosto de 1979
a 2 de fevereiro de 1980
147 capítulos

novela de Lauro César Muniz
escrita por Lauro César Muniz, Maria Adelaide Amaral e Walter George Durst
direção de Régis Cardoso e Jardel Mello

Novela anterior no horário
Pai Herói

Novela posterior
Água Viva

DINA SFAT – Paloma Gurgel / Fred
FRANCISCO CUOCO – Chico Rubião
TARCÍSIO MEIRA – Fernando Lucas
SUSANA VIEIRA – Veridiana Rossi Gurgel
JOANA FOMM – Vânia Lucas
VERA FISCHER – Helena Porto
MÁRIO LAGO – Antônio Lucas
LAURO CORONA – Polaco
LÍDIA BRONDI – Renata Garcia
CASTRO GONZAGA – Amadeu Rossi
FLORA GENI – Ivone Rossi
ROBERTO DE CLETO – Frederico Gurgel
MIRIAN PIRES – Eulália Gurgel
NORAH FONTES – Matilde Rubião
ROGÉRIO FRÓES – Dr. Osvaldo
DENNY PERRIER – Murilo Prata
CARLOS GREGÓRIO – Padre Justino
JONAS MELLO – Delegado Victor
PERRY SALLES – Novak
ÊNIO SANTOS – Milton
SOLANGE THEODORO – Cristina Oliveira
FÁBIO MÁSSIMO – Ciro Lucas
MAYARA NORBIN – Ana Campos Melo
ROFRAN FERNANDES – Jaime Campos Melo
LÚCIA ALVES – Maria Lúcia Jardim
CLEYDE BLOTA – Selma Garcia
ÁTILA IÓRIO – Pedro Oliveira
ESTHER MELLINGER – Maria Oliveira
MILTON VILLAR – José Oliveira
IVAN DE ALMEIDA – Eugênio Silva
JUCILÉIA TELLES – Teresa Silva
MARCOS WAIMBERG – Salvador
BORGES DE BARROS – Onofre
ANA MARIA SAGRES – Creusa
NARDEL RAMOS – Cabo
LÍLIAN FERNANDES – Marli
AGUINALDO ROCHA – Aníbal
GILDA SARMENTO – Carminha
WALDIR SANTANA – radialista
as crianças
JOÃO BATISTA VIEIRA – Fred (criança)
MONIQUE CURY – Paloma (criança)
MAURÍCIO M. QUINTAS – Chico (criança)
LUÍS FELIPE DE LIMA – Fernando (criança)
e
ARDUÍNO COLASSANTI – conde
CLÉA SIMÕES
FRANCISCO MORENO – juiz
HEMÍLCIO FRÓES
HENRIQUE CÉSAR
LÍGIA RINELLI
LOUREIRO NETO – médico da equipe que cuida de Fred
LUÍS ORIONI – Dalmo
OTÁVIO AUGUSTO – promotor
PÁDUA MOREIRA
ROGACIANO DE FREITAS – Dr. Atiê (médico da equipe que cuida de Fred)
VINÍCIUS SALVATORE
WELLINGTON BOTELHO

– núcleo de PALOMA GURGEL (Dina Sfat), mulher moderna, de personalidade forte e passional. Jornalista no exterior, onde trabalha como correspondente internacional, retorna à cidadezinha de Pilar, sua terra natal, onde é herdeira da fazenda Fênix, a mais próspera da região. Sua volta é motivada pelos problemas de saúde do irmão gêmeo, FRED (a própria Dina Sfat), que passou por uma cirurgia no cérebro e entrou em coma. Inconformada com a situação dele, não suportando ver seu sofrimento, Paloma desliga o aparelho que o mantinha vivo. É acusada pela cunhada de ter cometido eutanásia:
os pais FREDERICO (Roberto De Cleto), tem a aviação como hobby, e EULÁLIA (Míriam Pires), mulher doce e sofrida
o amigo MURILO PRATA (Denny Perrier), médico em Pilar, a ama em segredo
o advogado OSVALDO (Rogério Fróes), que a defende no caso da denúncia de eutanásia
a empregada na fazenda CREUSA (Ana Maria Sagres).

– núcleo de VERIDIANA ROSSI GURGEL (Susana Vieira), mulher de Fred, cunhada de Paloma, de temperamento forte. Torna-se a principal antagonista de Paloma, acusando-a de ter praticado eutanásia contra seu marido:
os pais AMADEU ROSSI (Castro Gonzaga), prefeito de Pilar, deseja controlar a Fazenda Fênix, e IVONE (Flora Geny), mulher submissa.

– núcleo de CHICO RUBIÃO (Francisco Cuoco), dono da deficitária fazenda Pelourinho e médico da cidade. É amigo de infância de Paloma, por quem sempre fora apaixonado. Com o retorno dela, rompe um noivado por sua causa:
a mãe MATILDE (Norah Fontes), mulher simples e carinhosa
a noiva HELENA PORTO (Vera Fischer), o ama profundamente. Sente-se ameaçada com a chegada de Paloma.

– núcleo de FERNANDO LUCAS (Tarcísio Meira), dono da fazenda São Lucas e de uma companhia de laticínios. Amigo de Chico, também fora amigo de infância de Paloma. Com o casamento em crise, fica balançado com a volta da amiga. Passa a disputar Paloma com Chico:
a mulher VÂNIA (Joana Fomm), luta para salvar o casamento
o filho adolescente CIRO (Fábio Mássimo)
o pai ANTÔNIO LUCAS (Mário Lago), homem arrojado, luta contra a Eltsen, fábrica que se instala na cidade, ameaçando a Companhia de Laticínios São Lucas
o empregado ONOFRE (Borges de Barros), cúmplice de Antônio em algumas de suas confusões.

– núcleo de POLACO (Lauro Corona), jovem jornalista que chega a Pilar para cobrir o caso de eutanásia na cidade, que ganhou repercussão nacional. Vai trabalhar no jornal local:
a namorada RENATA (Lídia Brondi), veterinária que segue com ele para Pilar e acaba se estabelecendo lá. Com o fim do namoro dos dois, ela vai ter um caso com Fernando.
o patrão MILTON (Ênio Santos), dono do jornal de Pilar
a mãe de Renata, SELMA (Cleyde Blota), de quem a jovem depende financeiramente, apesar de hostilizá-la.

– núcleo de JAIME CAMPOS MELLO (Rofran Fernandes), viúvo charmosão. Gerente da única agência bancária de Pilar:
a filha problemática ANA (Mayara Norbin), namora Ciro. Tem ciúmes do pai
a namorada com quem acaba se casando, MARIA LÚCIA (Lúcia Alves), que tem uma péssima relação com Ana.

– núcleo de PEDRO OLIVEIRA (Átila Iório), administrador da Fazenda São Lucas, de propriedade de Fernando Lucas:
a mulher MARIA (Esther Mellinger)
a filha CRISTINA (Solange Theodoro), vai se apaixonar por Polaco
o irmão JOSÉ (Milton Villar), trabalha na Companhia de Laticínios São Lucas.

– núcleo de EUGÊNIO SILVA (Ivan de Almeida), administrador da fazenda Pelourinho, de propriedade de Chico Rubião:
a mulher TERESA (Juciléia Telles).

– demais personagens:
PADRE JUSTINO (Carlos Gregório), pároco de Pilar, jovem consciente do seu papel de evangelizador
VICTOR (Jonas Mello), delegado de Pilar
CABO (Nardel Ramos), auxiliar do delegado Victor
NOVAK (Perry Salles), executivo da Eltsen, fábrica de laticínios que se instala em Pilar
SALVADOR (Marcos Wainberg), dono do Bar Senadinho, onde todos se reúnem.

Pela ordem dos autores do horário das oito da Globo, na época, ao final de Dancin´ Days (de Gilberto Braga), em janeiro de 1979, seria a vez de Lauro César Muniz apresentar uma novela. Mas ele adoeceu e seu retorno foi protelado. Janete Clair foi acionada e escreveu Pai Herói, substituindo-o. Lauro retornou com Os Gigantes, após a novela de Janete.

Na sinopse original que Lauro apresentou à Globo (ainda quando Dancin´ Days estava sendo exibida), Os Gigantes tinha o título provisório de Fênix, e a emissora queria finalmente trazer Eva Wilma, que atuava na Tupi, para estrear na Globo, como a protagonista. Com o adiamento da novela, Eva continuou na Tupi naquele momento (viria para a Globo somente em 1980). Quando Os Gigantes finalmente começou a ser produzida, Dina Sfat foi escalada para viver a protagonista Paloma.

A eutanásia foi pela primeira vez abordada como entrecho folhetinesco em uma telenovela. Foi apresentado o problema para o público, levantando questionamentos em discussões sob o ponto de vista científico, ético e religioso.

A novela começou falando de doença, dor, hospital, tensão, passou por aborto, brigas familiares e processos judiciais, e culminou com o suicídio da protagonista.
Os Gigantes foi tachada de depressiva e acabou por se tornar uma das novelas mais polêmicas de nossa Teledramaturgia. O clima excessivamente passional provocou o desinteresse no público, a exaustão do autor e a sua demissão. Lauro não terminou a novela e foi contratado pela TV Bandeirantes.

Em sua biografia (*), Lauro conta que, para piorar ainda mais a situação, a personalística Dina Sfat tornou público o seu descontentamento com a novela e os dois chegaram a romper publicamente. Ele, por sua vez, também deu declarações aos jornais externando sua decepção com os rumos que Os Gigantes tomara.

Outro problema ainda maior: o ataque às multinacionais que a história desenvolvia não foi bem aceito pela emissora, que falhou em não notar esse particular na sinopse. Dessa vez a pressão não veio do Governo (o país vivia a ditadura do Regime Militar), mas dos próprios patrocinadores, que não gostaram de ser criticados na televisão. A questão acabou esquecida na trama.
O alvo da crítica era a suíça Nestlé. Na trama, uma multinacional chamada Eltsen tentava se instalar em Pilar, cidadezinha fictícia da novela, o que iria desbancar a empresa de laticínios de Fernando Lucas (Tarcísio Meira). Na época, poucos perceberam que “Eltsen” era “Nestlé” de trás para frente. O autor entregou em uma cena em que um funcionário aparecia no espelho e o nome Nestlé surgiu refletido.

A novela também chegou a insinuar um interesse homossexual entre as personagens Paloma e Renata (Dina Sfat e Lídia Brondi), que não foi adiante.

Lauro afirmou em sua biografia (*) que Boni (diretor artístico da Globo na época) fez o possível para segurá-lo na emissora, mas não teve jeito. Demitido, o novelista foi contratado para escrever para a TV Bandeirantes (hoje Band). Benedito Ruy Barbosa foi então convocado para terminar Os Gigantes. Mas, como Benedito estava desgostoso com a Globo (que não aceitara produzir sua novela Os Imigrantes) e, em solidariedade ao amigo Lauro, se negou a concluir a trama, e entregou sua própria carta de demissão (foi também contratado pela Bandeirantes).
O último capítulo foi escrito por um autor cujo nome não foi revelado na época. Lauro havia deixado pronto o desfecho de sua história, que acabou completamente alterado. Em sua biografia, o autor revelou que, apenas muitos anos depois, e por acaso, é que foi descobrir que havia sido Walter George Durst o redator do capítulo final de sua novela.

Maria Adelaide Amaral em sua primeira experiência como roteirista de televisão, colaborou com Lauro César Muniz. Ela retornou às novelas apenas onze anos depois, em 1991, como colaboradora de Cassiano Gabus Mendes em Meu Bem Meu Mal.

O diretor Régis Cardoso narrou em seu livro No Princípio Era o Som:
“A novela de Lauro César tinha momentos de grande dramaticidade e momentos de situações embaraçosas, em que tanto os atores quanto eu ficávamos sem uma saída. Os personagens, constantemente, agiam sem lógica. Dina Sfat, protagonista, várias vezes, olhou para mim e perguntou: ‘E agora, o que eu faço?’ E eu: ‘Só falta você levitar.’ (…) A novela não foi bem, não fez sucesso.”

Tarcísio Meira e Francisco Cuoco, os dois maiores galãs de novelas da década de 1970, atuaram juntos. Anteriormente, a união dos astros em uma mesma produção havia ocorrido apenas uma vez: em O Semideus, em 1973-1974.

As primeiras cenas da novela foram gravadas na cidade de Vassouras, no interior do estado do Rio de Janeiro.
Fonte: site Memória Globo.

Uma câmera portátil que permitia enquadramentos diferentes dos tradicionalmente usados em televisão e facilitava a tomada de imagens próximas às do cinema foi o segredo do diretor Régis Cardoso para explorar ao máximo as expressões dos atores. O equipamento foi apelidado pela equipe de produção de “Paloma”, personagem de Dina Sfat, por estar sempre nas mãos do diretor em busca do ângulo perfeito – muitas vezes tão próximo que somente os olhos da protagonista eram focalizados, deixando transparecer toda sua angústia.
Fonte: site Memória Globo.

A equipe de sonoplastia, coordenada pelo maestro Guerra Peixe, montou um estúdio especial para realçar os sons e utilizou ruídos para identificar os ambientes, uma técnica cinematográfica inédita em televisão. Até então, as gravações eram feitas com som direto, absorvendo ruídos externos.
Fonte: site Memória Globo.

A música tema de abertura, Horizonte Aberto, interpretada pela banda Brasil 77, de Sérgio Mendes, custou a ser gravada inteira em estúdio. Quem comprou o disco da novela, não ouviu a versão integral.

Por sua atuação na novela, Dina Sfat foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor atriz de 1980 (empatada com Dercy Gonçalves, por Cavalo Amarelo).

(*) “Lauro César Muniz Solta o Verbo”, Hersch W. Basbaum, Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Trilha Sonora Nacional
gigantest1
01. GOSTOSO VENENO – Alcione
02. TÔ VOLTANDO – Viva Voz (tema de Paloma)
03. SUPERHOMEM, A CANÇÃO – Gilberto Gil (tema de Fernando)
04. SOB MEDIDA – Simone (tema de Selma)
05. OUTUBRO – Milton Nascimento
06. TROCANDO EM MIÚDOS – Emílio Santiago (tema de Fernando e Vânia)
07. HORIZONTE ABERTO – Sérgio Mendes (participação de Gracinha Leporace) (tema de abertura)
08. FORÇA ESTRANHA – Gal Costa (tema de Paloma)
09. PASSAGEIRO – Riberti (tema do triângulo Fernando-Paloma-Chico)
10. JARDIM DA SOLIDÃO – Clara Nunes (tema de Veridiana)
11. CAFÉ DA MANHÃ – Sergio Endrigo
12. MEU NOME É NOITE VADIA – Vanusa (tema do triângulo Fernando-Paloma-Chico)
13. LILI – Chico Batera
14. PASSIONAL – Fátima Guedes

Trilha Sonora Internacional
gigantest2
01. GOOD TIMES – Chic
02. I’LL NEVER LOVE THIS WAY AGAIN – Dionne Warwick (tema de Fernando e Vânia)
03. RISE – Herb Alpert (tema de Paloma)
04. SULTANS OF SWING – Dire Straits
05. STILL – Commodores (tema de Helena e Chico)
06. MAGIC LADY – Sérgio Mendes
07. I JUST FALL IN LOVE AGAIN – Anne Murray (tema de Veridiana)
08. L’ULTIMA NEVE DI PRIMAVERA – Franco Micalizzi (tema de Paloma e Fernando)
09. SHE BELIEVES IN ME – Kenny Rogers (tema de Chico)
10. DANCE WITH YOU – Carrie Lucas
11. LOVE TAKES TIME – Orleans (tema de Renata)
12. PUT IT WHERE YOU WANT IT – Destination
13. PALOMA – Sunday (tema de Paloma)
14. NOUS (DONNA, DONNA MIA) – Hérve Villard

Sonoplastia: Guerra Peixe Filho
Pesquisa de Repertório: Arnaldo Schneider, João Mello e Ezequiel Neves
Produção Musical: Geraldo Vespar
Direção de Produção: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: HORIZONTE ABERTO – Sérgio Mendes, participação de Gracinha Leporace

Um pássaro
Que voa a procura de um caminho
Cortando o céu
Pra ser feliz
Não vou fugir do rumo

Eu tenho
Um horizonte aberto em minha vida
Me iluminar
Eliminar o medo
E se afinal é esse o meu destino
Que seja assim
Até o fim…

Um pássaro
Que traça em vôo livre o seu caminho
Seguindo o sol
Pra ser feliz
Não vai perder o rumo

Eu tenho
Um horizonte aberto em minha vida
Eu quero amar
Me dividir sem medo
E se afinal eu faço o meu destino
Que seja assim
Até o fim…

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