Sinopse

Sete homens e cinco mulheres são selecionados para viver a experiência de um reality show nada convencional: três meses de confinamento em um presídio desativado no coração da Floresta Amazônica, valendo um prêmio de R$ 2 milhões ao vencedor. A escolha de cada participante não foi aleatória. Ao contrário, os doze possuem algo em comum: todos já cometeram um crime na vida. Assim que o programa vai ao ar, o apresentador Pedro Bial dita as rígidas regras do jogo e expõe ao público – e aos próprios participantes – um pouco da história de cada um. Basta isso acontecer para que o clima de desconfiança entre o grupo brote imediamente e denuncie que aquela convivência não será nada fácil. São eles:

  • Sérgio (Erom Cordeiro): 35 anos, confiante e com espírito de liderança. Pertenceu aos quadros da PM, mas foi afastado por causa de um crime que sustenta não ter cometido.
  • Bruna (Mariana Ximenes): enfermeira, 34 anos, bonita, vaidosa e extremamente solidária. Trabalhava num grande hospital, cuidando de pacientes terminais, mas foi demitida.
  • Artur (Rui Ricardo Diaz): 33 anos, ex-jogador de futebol. Conhecido em seus tempos de glória como “Rei Artur”, ele ainda acredita estar em atividade.
  • Sabrina Toledo (Cléo Pires): psicóloga, 27 anos, filha de um grande empresário. Foi sequestrada no passado e passou quatro meses em cativeiro.
  • Dr. Timóteo (Mário César Camargo): 67 anos, o mais velho dos participantes, médico reformado do Exército. Reservado, é um homem de poucas palavras e de traços autoritários .
  • Luisão (Bruno Belarmino): 34 anos, ex-lutador de MMA. Silencioso e bruto, vive atormentado por uma culpa antiga, e hoje, afastado do ringue, se dedica a domar a raiva e violência que lhe são características.
  • Dante (Ravel Andrade): 20 anos, o mais jovem dos participantes, adepto de seitas satânicas. É pálido, cabelos compridos, ar de roqueiro e tem o corpo cheio de tatuagens.
  • Nando (Nicolas Trevijano): 40 anos, ex-padre. Homem excessivamente vaidoso, que dedicou vinte anos de sua vida à igreja. Foi afastado injustamente, segundo ele. Mas ainda se considera um padre diante de Deus.
  • Janette (Maria Clara Spinelli): 38 anos. Nasceu miserável, viveu uma infância de privações em companhia do pai, um alcoólatra violento que não a aceitava. Fugiu de casa e hoje é dona de uma rede de salões de beleza.
  • José Augusto (Ademir Emboava): 40 anos, economista. Ligou-se a políticos, passando a atuar nos bastidores como “arrecadador” de fundos para as campanhas de um partido.
  • Diana (Fabiana Gugli): 40 anos, do lar. Viveu um plácido casamento com um professor, mas, um dia, seu marido adoeceu e definhou em pouquíssimo tempo.
  • Cecília Damasceno (Vânia de Britto): 48 anos. Chegou a pertencer ao jet set carioca, sendo atriz coadjuvante em algumas novelas e fez também comerciais. Após a morte do filho e o fim de seu casamento, beira à miséria.

Feitas as honras da casa, o jogadores já são submetidos a uma prova de liderança que exige o limite de suas capacidades físicas e mentais. Todo o esforço é necessário naquele momento, afinal, somente o vencedor possui privilégios. Mas a oportunidade de reconstruir suas vidas através de um programa de televisão se torna um verdadeiro pesadelo a partir do momento em que situações bizarras começam a acontecer dentro da penitenciária.

Globo – 23h15
de 20 de setembro
a 13 de dezembro de 2016
12 episódios

criação de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi
roteiro de Carolina Kotscho, Raphael Draccon, Fernando Bonassi, Bráulio Mantovani e Denisson Ramalho
direção geral de José Alvarenga Jr.

EROM CORDEIRO – Sérgio
MARIANA XIMENES – Bruna
RUI RICARDO DIAZ – Artur
CLÉO PIRES – Sabrina
MÁRIO CÉSAR CAMARGO – Timóteo
BRUNO BELARMINO – Luisão
RAVEL ANDRADE – Dante
NICOLAS TREVIJANO – Nando
MARIA CLARA SPINELLI – Janette
ADEMIR EMBOAVA – Zé Augusto
FABIANA GUGLI – Diana
VÂNIA DE BRITTO – Cecília
e
CRISTHIAN MONASSA – Pedro (filho de Cecilia morto por overdose)
LEONAROD JOSÉ – Padre Inácio
LÚCIO FERNANDES – colega de farda de Sérgio
GUSTAVO DAMASCENO – colega de farda de Sérgio
GIULIO LOPES – General Silveira
MÁRCIO FECHER – Nonato / Baal
OSWALDO BARAÚNA – segurança do posto de saúde quando estão construindo o presídio
PEDRO BIAL como ele mesmo (apresentador do programa Supermax)
RAVEL CABRAL – Mauro (jornalista assassinado por Nonato)
ROSANNA VIEGA – Jussara (líder das mulheres que alia a Baal)

Uma ousadia da Globo em apostar em um formato inédito na TV aberta brasileira: a série de terror inspirada em produções da TV norte-americana. Sensação intensificada com o fato da emissora, antes da estreia, ter disponibilizado no Globo Play (plataforma on demand) onze dos doze episódios, deixando inédito apenas o último.

“Você daria dois milhões de reais para alguém que cometeu um crime?” É assim que o apresentador Pedro Bial anunciou o ínicio de Supermax, um reality show fictício em que sete homens e cinco mulheres que possuem uma dívida com a Justiça se dispuseram a encarar uma inédita experiência de confinamento: três meses em um presídio desativado na Floresta Amazônica.

O diretor José Alvarenga Jr. lembrou que Supermax era uma série inovadora e que transitava por diversos gêneros além do suspense.
“Tem uma parte de thriller policial muito forte. Tem uma parte do horror, na qual os participantes mostram uma desumanidade inesperada. Assim como também tem romance”, disse em entrevista. Ele revelou ter recebido carta branca da emissora para “pirar nas ideias”.
“Ficamos livres para imaginar. A gente saiu do nosso meio comum e isso foi um grande exercício de imaginação. Não abrimos mão de nada. Foi gravado tudo o que foi escrito.”

As referências foram de Lost a The Walking Dead intercalando com outras séries e filmes de suspense e terror dos últimos quinze anos. Entre os roteiristas, gente de cinema e literatura, como Carolina Kotscho (do filme 2 Filhos de Francisco), Raphael Draccon (autor da trilogia literária de fantasia Dragões de Éter), Fernando Bonassi (do romance Luxúria), Braulio Mantovani (do filme Cidade de Deus) e Denisson Ramalho (especialista em filmes de terror).

“O formato de confinamento se encaixou perfeitamente na ideia da série”, explicou Fernando Bonassi, um dos criadores.
A partir do momento que o formato foi definido, uma pergunta inevitável veio à mente: “E se o Pedro Bial fosse o apresentador?”.
Alvarenga relembrou: “Não foi nada combinado e nem planejado. Aquela ideia maluca surgiu, eu decidi arriscar e ele topou. Sem dúvidas, foi um ganho.”

Até a metade (o quinto episódio) a narrativa se mostrou confusa. No afã de apresentar os personagens e a tensão crescente entre eles, o roteiro parecia uma metralhadora desgovernada, atirando para todo lado. Alguns diálogos soram ruins e alguns atores pareciam mal dirigidos. Um estranhamento que foi se diluindo com o avanço da trama.
Só a partir do sexto episódio a história ganhou estofo e as peças começaram a se encaixar. A narrativa avançou abusando de efeitos especiais, fantasia e pirotecnia, mas nunca fazendo cair o interesse pelo desfecho da história.

A atração foi ao ar sempre após as 23 horas e não poupou o telespectador de tudo o que o horário permite: sexo, nudez frontal, palavrões nunca antes ouvidos na TV aberta, violência, mutilação e muito sangue.

Supermax teve uma versão internacional produzida pela Globo. A série, dirigida pelo argentino Daniel Burman, foi a primeira produção da emissora para o mercado estrangeiro. A princípio, México (TV Azteca), Argentina (TVP), Espanha (Mediaset Espanã) e Uruguai (Teledoce) exibiram a história. Laura Neiva e Felipe Hintze foram os atores brasileiros escalados para a produção, que também contou o espanhol Santiago Segura, o uruguaio César Troncoso, o cubano Rubén Cortada, o mexicano Alejandro Camacho e os argentinos Nicolaz Goldschimidt, Guillermo Pfenning, Laura Novoa, Alexia Moyano, Juan Pablo Geretto, Antonio Birabent e Cecilia Roth (musa do cineasta espanhol Pedro Almodóvar).

Mesmo sendo cenográfico, o presídio que ambientou a trama (tanto a nacional quanto a internacional) possuía espaços reais e tecnológicos. A estrutura de três andares e 800m² foi erguida dentro de uma tenda de onze metros de altura, em uma das cidades cenográficas dos Estúdios Globo. O espaço comportava doze celas com portas automáticas, que ofereciam cama e vaso sanitário para cada participante. Além disso, refeitório, cozinha e sala de TV eram acessados através da grandiosa escada localizada na área comum.
“O cenário tem nove metros de altura, e um estúdio não comportaria isso. A tenda foi feita especialmente para a gente, com um piso cimentado. O único espaço que é um cenário é o quarto do pânico, que tem um espelho espião. O resto é todo de verdade, até a cozinha, com tudo funcionando”, explicou o cenógrafo Cláudio Domingos.
Para não perder nenhum detalhe e entrar de vez no clima do reality, onze câmeras foram espalhadas pelo cenário, sendo cinco vindas do Big Brother Brasil. Inclusive, os operadores dos aparelhos também foram “importados” do BBB.
Outro integrante que fez toda a diferença na equipe foi o francês Eric Catelan, especializado em steadicam (câmera que fica acoplada ao corpo do operador).
“Trabalhamos no limite da câmera, com pouca luz, aproveitando a sensibilidade do equipamento para evidenciar a atmosfera do espaço”, explicou o diretor de fotografia André Faccioli.

Supermax utilizou as mais inovadoras técnicas de efeitos visuais e computação gráfica para garantir a imersão do público em cenas recheadas de suspense e drama. Para a animação de personagens fictícios e animais, por exemplo, recorreu-se ao que havia de mais moderno em motion capture, recurso que recebeu grandes investimentos em produções televisivas por todo o mundo. Havia, ainda, aplicações para captura de movimento faciais desenvolvidas in house e simulações de partículas para dar ainda mais realismo. A equipe de tecnologia também abusou do processo de matte painting, garantindo a imersão nos ambientes e cenários, e, através do processo de composição, multiplicou digitalmente figurantes em cena. Em uma delas, um set com 50 atores foi transformado em um ambiente com milhares de pessoas.

A Globo não esperou acabar a novela das sete Haja Coração para estrear Supermax. Assim, num caso raro na emissora, atores das duas produções foram vistos ao mesmo tempo – no caso, as atrizes Mariana Ximenes e Cléo Pires.

Tema de Abertura: DARKNESS – Leonard Cohen

I caught the darkness
It was drinking from your cup
I got the darkness
From your little golden cup
I said is this contagious?
You said “just drink it up”

I’ve got no future
I know my days are few
The present’s not so pleasant
Just a lot of things to do
I thought the past would last me
But the darkness got that too

I should have seen it coming
It was right behind your eyes
You were young and it was summer
I just had to take a dive
Winning you was easy
But the darkness was the prize

I don’t smoke no cigarette
I don’t drink no alcohol
I ain’t had no loving yet
But that’s always been your call
And nothing but the darkness
Makes any sense to me at all

I used to love the rainbow
And i used to love the view
I love the early morning
I pretend that it was new
But i caught the darkness
And i got it worse than you

I caught the darkness
I caught the darkness
It was drinking from your cup
I said is this contagious?
You said “just drink it up”

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