Anjo mau (1997)















Novela anterior no horário: O Amor Está no Ar
Novela posterior: Era uma Vez...

Anjo Mau marcou a estreia do diretor Carlos Manga em novelas (depois de 50 anos de carreira). Também da autora Maria Adelaide Amaral como novelista solo - ela havia sido colaboradora de Cassiano Gabus Mendes e Silvio de Abreu em produções anteriores. E o primeiro trabalho de Vincent Villari na TV, como um dos colaboradores de Maria Adelaide.

Maria Adelaide Amaral baseou-se na novela original de Cassiano Gabus Mendes, de 1976. Novos personagens em novas tramas foram criados.

Os nomes de alguns personagens foram trocados.
O bebê da novela original chamava-se Edinho, e seu avô, Edmundo Medeiros. Nessa nova versão, o bebê passou a chamar-se Téo, e o patriarca dos Medeiros, Eduardo.
Na versão original, o marido e a filha de Marilú eram Téo e Léa. Na nova novela eles foram Ciro e Lígia.
O marido de Stela em 1976 chamou-se Getúlio, e na nova versão, Tadeu.

Tal qual na novela original, o casal Stela e Tadeu foi um sucesso (interpretados aqui por Maria Padilha e Daniel Dantas).

Susana Vieira, a Nice da primeira versão, fez uma participação especial afetiva no último capítulo, como a nova babá contratada pelos Medeiros (apesar de atuando na novela das oito contemporânea, Por Amor).

O ator Átila Iório retornava neste remake vivendo o mesmo personagem que interpretara em 1976: Josias, o verdadeiro pai de Nice (na primeira versão o personagem chamava-se Onias).

Maria Adelaide Amaral deu um final feliz para Nice no remake: ela finalmente vivia feliz com Rodrigo (Kadu Moliterno). Na versão original Nice teve um fim trágico: morreu no parto de seu filho.

Grande destaque para Glória Pires, que viveu a protagonista, a dúbia babá Nice. E Alessandra Negrini, como a vilã Paula, em um de seus melhores momentos na televisão.

Entre os temas abordados em algumas tramas estava o preconceito racial e a valorização da etnia negra.
A fútil Tereza (Luiza Brunet) escondia de todos sua verdadeira origem. Ela se casou por interesse com Rui (Mauro Mendonça) e teve os filhos, Paula (Alessandra Negrini) e Bruno (Emilio Orciollo Netto), mas era filha de Cida (Léa Garcia), uma mulher negra, bondosa e resignada, que convivia com a rejeição dela sem questioná-la. Costureira, Cida vivia modestamente, à margem da vida glamurosa e sofisticada de Tereza. Cida era, ainda, mãe adotiva de Vivian (Taís Araújo), uma ex-menina de rua que se tornou uma brilhante aluna, enchendo de orgulho a mãe de criação. Vívian combatia o racismo e defendia os direitos dos negros, atuando como porta-voz de questões como a participação no mercado de trabalho e o acesso às universidades. Ao longo da novela, Vívian e Bruno se apaixonaram, e a jovem passou a sofrer forte perseguição de Rui, que não tolerava que o filho se relacione com uma negra. Foi o próprio Bruno quem descobriu a verdade sobre sua avó e contou tudo ao pai. Indignado, Rui expulsou o filho e a mulher de sua vida. No final da novela, Cida foi finalmente reconhecida por Tereza, enquanto Rui acabou preso por suas falcatruas políticas.
Fonte: site Memória Globo.

Anjo Mau também abordou a violência sexual, por meio da tentativa de estupro de Vívian por Ricardo (Leonardo Brício). Após a agressão, Vívian se dirigiu ao Instituto Médico Legal e submeteu-se a exame de corpo de delito. A novela informou todos os passos que a mulher deve tomar em um caso como esse. Na trama, Ricardo acabou por transformar-se em uma pessoa melhor, desculpou-se e foi absolvido em seu julgamento. Ele e Vívian se casaram no final da trama.
Fonte: site Memória Globo.

A reinserção social de um menor abandonado foi outra questão importante inserida na novela. Atendendo a um pedido de Ricardo, que passou a dedicar-se às causas sociais, Alzira (Regina Dourado) adotou um menino de rua, dando-lhe a oportunidade de conviver em família. Em seguida, criou um orfanato em sua própria casa.
Fonte: site Memória Globo.

Anjo Mau teve um "quem matou?", que culminou com a prisão de Nice, suspeita de assassinato. Ela havia recebido um chamado de Josias (Átila Iório), seu pai biológico, com quem havia se desentendido, para encontrar-se com ele num local distante e dar-lhe vultosa quantia em dinheiro. Entrando no local, uma construção inacabada, encontrou Josias morrendo. Ele, que acabara de ser esfaqueado, mal conseguia falar. Disse apenas "a faca" e morreu em seguida. Nice pegou a faca, deixando lá suas impressões digitais, quando a polícia chegou e a prendeu em flagrante. Tiana (Thelma Reston), cozinheira da família Medeiros, era a assassina de Josias, com quem estava de namoro. Ela demorou, mas confessou o crime: teve que matá-lo porque estava com medo de ser a próxima vítima dele, um criminoso. Depois de ter agido em legítima defesa, Tiana limpou a faca, com medo de ser presa. Por uma fresta, escondida, viu Nice, mas esperou até que todos fossem embora para sair, temendo ser desmascarada.
Na versão original da novela, Onias (o Josias de 1997) foi morto por Alzira (Vanda Lacerda), mãe de Nice, cansada de suas chantagens e com medo de que ele fizesse algum mal a ela ou a alguém de sua família.

A autora fez citações a várias outras novelas em Anjo Mau:
O personagem de Mauro Mendonça revelou ser primo de Filomena Ferreto, de A Próxima Vítima, ao anunciar seu nome completo: Rui Ferreto Novaes;
História de Amor foi lembrada num comentário de Goreti sobre suas brigas com a filha Simone, comparando com as brigas entre Helena e Joice naquela novela;
Meu Bem Meu Mal foi citada várias vezes, no derrame de Américo;
Cambalacho, quando Clô e Elisinha dão o calote em Goreti;
Vale Tudo, no primeiro encontro de Clô e Nice, quando Clô pergunta se não conhece Nice de algum lugar, fazendo alusão à Odete Roitman e Maria de Fátima. A fala foi um "caco" de Beatriz Segall.

Estafada, Glória Pires saiu da novela por uma semana e voltou capítulos depois. Na trama, Nice foi passar uns dias em Paris.

O ator Humberto Martins já havia gravado algumas cenas de sua participação em Anjo Mau, como Fred. Mas ele acabou escalado para a próxima novela das sete horas, Corpo Dourado, e as cenas tiveram que ser refeitas com o ator substituto, Jackson Antunes.

Numa ação de merchandising inserida na abertura da novela, a moça que se vestia de noiva usava produtos Avon (indústria de comésticos).
A moça em questão era a atriz Graziela Di Laurentis, que já fora dublê de Glória Pires nas cenas em que as gêmeas Ruth e Raquel contracenavam em Mulheres de Areia, em 1993.

O tema de abertura, a música Cruzando Raios, gravada por Orlando Moraes (marido de Glória Pires), já havia estado na trilha da novela Mico Preto, de 1990, também estrelada por Glória Pires.

Anjo Mau era ambientada no Rio de Janeiro na primeira versão. Foi transferida para São Paulo neste remake.
A novela foi gravada na Central Globo de Produção, o Projac, no Rio de Janeiro; e em diversas locações da capital paulista, como o clube Hebraica e a Fundação Oscar Americano. O hall e o bar da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo, serviram de cenário para o núcleo jovem de estudantes ligados à moda e à arte. No Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), no Parque do Ibirapuera, foram gravados muitos encontros de Ricardo (Leonardo Brício) e Paula (Alessandra Negrini).
Fonte: site Memória Globo.

Primeira novela na Globo de Taís Araújo, Luciano Szafir e Samara Felippo.

Anjo Mau anunciou a novela substituta no horário, Era Uma Vez..., de forma inusitada: o elenco apresentou aos telespectadores os personagens da nova atração.

Reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 04/08/2003 a 09/01/2004.
Reprisada também no canal Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo), na íntegra, entre 08/07/2013 e 07/03/2014, às 15h30.

A autora fez uma homenagem ao final do último capítulo:
"A Susana Vieira, a nossa primeira Nice.
A Cassiano Gabus Mendes, autor de Anjo Mau e mestre de todos nós.
Em nome de toda a equipe e elenco, o nosso respeito."

(Maria Adelaide Amaral)

Veja também:
Anjo Mau (1976)
Ti Ti Ti (2010)

 




   


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