Paulo Ubiratan

PAULO UBIRATAN

Em março de 1998 a nossa televisão perdeu um de seus maiores diretores: Paulo Ubiratan. Um enfarte fulminante encerrou a brilhante carreira deste paulista de 51 anos. Com fama de disciplinador, amado por uns, odiado por outros - mas sempre respeitado por todos. Havia acabado de assumir o cargo de diretor de criação da Rede Globo que lhe atribuiria a responsabilidade pelos programas de dramaturgia da casa que se concentrassem no período entre 18h30 e 21h40, ou seja, o horário nobre, o das principais novelas.

No seu currículo, mais de 30 novelas produzidas nas três emissoras por onde passou. Começou cedo, aos 16 anos, primeiro como office boy, depois como produtor e assistente de vídeo. A virada da sua vida aconteceu quando cruzou com outro mito do vídeo, Wálter Avancini, a quem considerava um verdadeiro mestre e ao qual seguiu os passos até se tornar ele também um mestre.

Um dos seus maiores atributos era o de encontrar os atores certos para cada tipo de papel, os que na sua concepção poderiam compor a química perfeita. E quase sempre acertava, vide o sucesso de suas novelas.

Nos anos 90, Paulo Ubiratan exerceu a função de produtor da maioria das novelas da Globo.
Trabalhou como diretor em:

feijão maravilha (1979)

água viva (1980)

coração alado (1980/81)

baila comigo (1981)

elas por elas (1982)

final feliz (1982/83)

louco amor (1983 - supervisão)

guerra dos sexos (1983 - supervisão)

eu prometo (1983/84 - supervisão)

champagne (1983/84)

transas e caretas (1984 - supervisão)

roque santeiro (1985/86)

o salvador da pátria (1989)

tieta (1989/90)

riacho doce (1990)

meu bem meu mal (1990/91)

pedra sobre pedra (1992)

o fim do mundo (1996)