Sinopse

Rio de Janeiro, 1970. Renato Reis (Renato Góes) é um jovem médico, ético, idealista e apaixonado pelo trabalho. Salvar vidas é sua grande paixão. Ele conhece e se apaixona por Alice (Sophie Charlotte), garota rica, mas questionadora e libertária. O amor pela moça será mais forte do que a raiva que sente pelo pai dela, Arnaldo Sampaio Pereira (Antônio Calloni), um rico empreiteiro que financia um grupamento especial que persegue opositores da ditadura. Arnaldo está por trás da perseguição a Gustavo (Gabriel Leone), irmão de Renato, procurado por envolver-se na resistência à ditadura.

Renato é vítima de um plano armado por Vitor Dumonte (Daniel de Oliveira), o possessivo namorado de Alice, braço direito de Arnaldo. Ele consegue fugir para o Chile, acreditando que Alice o esqueceu ao descobrir que ela se casou com Vitor pouco tempo após sua partida. Alice, por sua vez, acredita que Renato está morto. No Chile, Renato se envolve com a médica Rimena (Maria Casadevall) e tem com ela um filho, Valentim. Os anos passam. Na década de 1980, de volta ao Brasil após a anistia política, Renato vai reencontrar seu grande amor, Alice. Cada qual com sua família.

Separados no auge da paixão de uma forma muito traumática, Renato e Alice nunca se esqueceram um do outro. O tempo e a distância amenizou o sofrimento e deixou aquele sentimento adormecido. Quando se reencontram e descobrem o que realmente os separou, o amor volta a falar alto e a chama reacende.

Globo – 23h
de 17 de abril a 18 de setembro de 2017
88 capítulos

supersérie de Ângela Chaves e Alessandra Poggi
escrita com Guilherme Vasconcelos e Mariana Torres
direção de Walter Carvalho, Isabella Teixeira e Cadu França
direção geral de Carlos Araújo e Gustavo Fernandez
direção artística de Carlos Araújo

Novela anterior no horário
Liberdade Liberdade

RENATO GÓES – Renato Reis
SOPHIE CHARLOTTE – Alice Sampaio Pereira
DANIEL DE OLIVEIRA – Vitor Dumonte
MARIA CASADEVALL – Rimena Garcia
GABRIEL LEONE – Gustavo Reis
CÁSSIA KISS – Vera Reis
MARCO RICCA – Olavo Amaral
SUSANA VIEIRA – Cora Dumonte
ANTÔNIO CALLONI – Arnaldo Sampaio Pereira
NATÁLIA DO VALLE – Kiki Sampaio Pereira
JÚLIA DALAVIA – Nanda (Fernanda Sampaio Pereira)
MARCOS PALMEIRA – Toni
LETÍCIA SPILLER – Monique
CARLA SALLE – Maria
BÁRBARA REIS – Cátia
MARIANA LIMA – Natália
BUKASSA KABENGELE – Josias Andrade
RICARDO BLAT – Sandoval
JOSÉ DE ABREU – Ernesto
CARLOS VEREZA – Dr. Vicente
MAURÍCIO DESTRI – León
FELIPE SIMAS – Caíque
KONSTANTINOS SARRIS – Rudá
IZAK DAHORA – Domingos
ANA MIRANDA – Dalva
CYRIA COENTRO – Laura
MELISSA VETORE – Eunice
JOÃO PEDRO ZAPPA – Serginho
NANDO RODRIGUES – Hugo Cabral
JULIANE ARAÚJO – Ive
ROSE ABDALLAH – Magali
MAUREEN MIRANDA – Dolores
as crianças
LETÍCIA BRAGA – Nanda (1970, filha de Arnaldo e Kiki)
PEDRO CHAGAS – Domingos (1970, filho de Dalva)
ALEXANDRE COLMAN – Caíque (1970, filho de Toni e Monique)
BERNARDO VELASCO – Rudá (1970, filho de Toni e Monique)
MANU PAPERA – Esperança (1979, filha de Toni e Monique)
KIRIA MALHEIROS – Esperança (1984, filha de Toni e Monique)
MATHEUS DANTAS – Valentim (1979, filho de Renato e Rimena)
LUIZ FELIPE MELLO – Valentim (1984, filho de Renato e Rimena)
THALES TERRA – Lucas (1979, filho de Alice e Renato)
XANDE VALOIS – Lucas (1984, filho de Alice e Renato)
MARIA CAROLINA BASÍLIO – Gabriela (1979, filha de Alice e Vitor)
ISABELA KOPPEL – Gabriela (1984, filha de Alice e Vitor)
e
ADAIL IVAN DE LEMOS como ele mesmo, médico que dá um depoimento durante um seminário sobre tortura nos Anos de Chumbo
ADRIANA BELONGA – atendente no hospital onde Renato trabalha
ALEXANDRE BARBALHO – compra jóias de Cora
ALEXANDRE DAMASCENA – policial que dá voz de prisão a Gustavo, acusado da morte de Arnaldo
ALEXANDRE MOFFATTI – policial da delegacia de Amaral
ALFREDO CASTRO – Hernando Garcia (pai de Rimena, marido de Laura)
ANDRÉ GAROLLI – Padre Nuno (ajuda os perseguidos pela repressão, acaba preso e torturado)
ANDRESSA LAMEU – Francis (aluna de Natália)
ANTÔNIO ALVES – taxista quando Alice fotografa Vitor e Ive entrando em um motel
ANTÔNIO GONZALEZ – militar que anuncia Amaral na noite de sua homenagem
BETE MENDES como ela mesma, dá um depoimento durante um seminário sobre tortura nos Anos de Chumbo
CAIO BLAT – Túlio Menezes (militante contra a ditadura, jogou a bomba na entrada do prédio de Arnaldo, torturado, morreu na prisão)
CAIO LUCAS LEÃO – aluno de Natália
CHICO MELLO – homem que agride Leon quando ele usa saia na rua
CHRISTIAN MONASSA – ex-namorado de Nanda para quem ela comunica que tem AIDS e ele a trata mal
CLÁUDIA VENTURA – dona de casa que Alice está interessada em aluguar para montar o seu estúdio de fotografia
CLÁUDIO AMADO – motorista do táxi de onde Natália avista Amaral na rua, o que a deixa nervosa
CLÁUDIO GARCIA – capanga de Amaral
DANI ANTUNES – repórter que entrevista Vitor na coletiva na Amianto sobre as ossadas encontradas no terreno da construtora
DANIEL DIAS DA SILVA – maitre que discrimina Cátia e Josias em um restaurante por serem negros
DARÍLIA OLIVEIRA – Dandara (garota que se envolve com Rudá)
EDUARDO PARLAGRECCO – Charles (garoto de programa contratado por Cora)
FÁBIO GUARÁ – homem no carro que xinga Leon e Rudá por eles estarem se beijando na rua
FELIPE ROCHA – Julinho Nascimento (amigo de Monique que a convida para participar de um comercial de TV)
GABRIEL CONTENTE – aluno de Natália
GERALDO CARNEIRO – declama um poema em um sarau na livraria de Vera
GUILHERME PRATES – Ben (namorado tatuador de Nanda)
GUSTAVO DAMASCENO – Damião (foi policial na delegacia de Amaral, convertido a pastor, ameaça denunciá-lo e é assassinado por ele)
HÉLIO RIBEIRO – médico que atende Nanda em casa
ILMA NORONHA como ela mesma, cientista política que dá um depoimento durante um seminário sobre tortura nos Anos de Chumbo
JOÃO VITHOR OLIVEIRA – Breno (namorado e colega de redação de Cátia)
JOSÉ LORETO – Chico (amante de Monique por quem ela abandona a família)
JOSÉ SOUZA LEAL como ele mesmo, jornalista que dá um depoimento durante um seminário sobre tortura nos Anos de Chumbo
JULIANE TREVISOL – Sara (prostituta favorita de Arnaldo, passa a ser a de Vitor após a morte dele)
JÚLIO MACHADO – Marcos (credor de Cora)
JR REQUEJO – fotógrafo que acompanha Cátia no comício das Diretas Já na Candelária
LEONARDO JOSÉ – amigo de Arnaldo que discursa em seu enterro
LOURINELSON VLADIMIR – delegado que interroga Gustavo sobre o assassinato de Arnaldo
LUCA DE CASTRO – Dr. Rubens (chefe de Renato no hospital)
MABEL CÉZAR – repórter que entrevista Natália (deputada) sobre a nova Constituição
MANUELA LLERENA – menina que pede um autógrafo a Gustavo na livraria de Vera
MÁRCIO MACHADO – joalheiro com quem Cora compra um relógio
MARCOS FRANÇA – Dr. Afonso (advogado consultado por Alice sobre uma possível separação de Vitor)
MARCOS HOLANDA – porteiro do prédio de Ernesto
MARCUS DIOLI – um dos médicos que conversam com Renato quando ele está atrás de Alice em várias clínicas
MARIA ASSUNÇÃO – Socorro (empregada de Monique)
MARÍLIA MEDINA – Drª Cláudia (atende Rimena quando ela tem um sangramento após cair de um empurrão dado por Amaral)
MÁRIO MENDES – Jeremias (motorista dos Sampaio Pereira)
MÁRIO SÉRGIO PRETINI – general em um jantar na casa de Arnaldo
NECO IBAÑEZ – vigia do terreno da Amianto onde estão as ossadas
NICOLA SIRI – Daniel Carvalho (galerista que, a mando de Vitor, convida Alice para expor suas fotos em Miami)
PATRICK SAMPAIO – médico que atende Nanda em casa
PAULA FRESCARI – Cora (jovem, quando ela relembra que Vitor ainda criança matou um de seus amantes que a maltratava)
PAULO CARVALHO – amigo de Ernesto
RAVEL CABRAL – Mascarenhas (amigo de Ernesto)
REMO ROCHA – policial no depoimento de Gustavo quando ele é acusado da morte de Arnaldo
RÔMULO NORONHA como ele mesmo, professor que dá um depoimento durante um seminário sobre tortura nos Anos de Chumbo
SAMUEL TOLEDO – fotografa Alice de top-less na praia
SILVIO MATTOS – conversa com Vera e Maria na rua
TADEU AGUIAR – médico que faz o parto de Alice
THALES COUTINHO – motorista de Vitor e Alice
VITOR NOVELLO – aluno de Natália que a ameaça depois de ela falar em golpe e ditadura em sala de aula
ZECA CAMARGO como ele mesmo, apresentador do festival de música em que Gustavo tira o primeiro lugar

Os Dias Eram Assim foi a primeira novela a receber o nome de “supersérie”. O intuito foi diferenciar essas produções das novelas exibidas nos tradicionais horários das seis, sete e nove da noite. E também pelo fato de não ser contínua (como as demais novelas), mas por acontecer uma vez por ano.

Todavia, nada de super foi visto em Os Dias Eram Assim, a não ser uma trama batida, mal alinhavada, repleta de clichês e personagens maniqueístas.
Curiosamente, apesar das falhas na trama e no texto, foi a novela das 23 horas com a média final de audiência (Ibope da Grande SP) mais alta desde que a faixa foi implantada, em 2011: 21 pontos – tendo ultrapassado os 20 pontos da excelente Verdades Secretas (2015).
Na realidade, são dados que não servem de parâmetro para comparação, já que a Globo foi espertinha ao alterar o horário de exibição de Os Dias Eram Assim às quintas-feiras para depois de A Força do Querer, aproveitando-se assim do grande Ibope que a novela alcançava para alavancar a supersérie. Deve-se levar em conta também que as outras tramas das onze foram exibidas em horários e dias diversos no prime-time global.

Estreantes como autoras titulares, Ângela Chaves e Alessandra Poggi têm uma longa trajetória como roteiristas na Globo. Ângela começou na equipe do Você Decide (1997). Colaborou com Gilberto Braga em Celebridade (2003-2004), e com Manoel Carlos nas novelas Páginas da Vida (2006), Viver a Vida (2009) e Em Família (2014). Foi também coautora da minissérie Maysa – Quando Fala ao Coração (2008). Alessandra está na emissora desde 2000, onde começou no programa Gente Inocente. Escreveu várias temporadas como colaboradora de Malhação (de 2003 a 2010), de onde saiu para integrar a equipe de Miguel Falabella na novela Aquele Beijo (2011), e nas séries Pé na Cova (2013 a 2016) e Sexo e as Negas (2014).

Os Dias Eram Assim foi originalmente concebida para ser uma novela das seis. Deslocada para um horário tardio, a trama ganhou uma abordagem mais condizente com a faixa e seu público. A supersérie abraçou temas polêmicos (a repressão do governo militar e os primeiros anos da AIDS) que, somados à roupagem bonita (fotografia, direção cinematográfica e trilha sonora de clássicos da MPB), serviram apenas para disfarçar uma trama central insuficiente para sustentar os cinco meses em que esteve no ar. Sobrou tempo e faltou originalidade.

A bem da verdade, a história de Os Dias Eram Assim esgotou-se antes de sua metade, quando a mocinha Alice (Sophie Charlotte) descobriu que o amado Renato (Renato Góes) estava vivo. Até então, a novela seguiu com uma trama apoiada na abordagem política, com destaque para as cenas de tortura, bem dirigidas e interpretadas, envolvendo os personagens de Antônio Calloni, Marco Ricca, Gabriel Leone, Bárbara Reis e Mariana Lima.
Com o avanço da história para o ano de 1984 e o fim do Regime Militar na trama, ficou o rame-rame do vilão enlouquecido Vitor (Daniel de Oliveira repetindo um tipo que já havia interpretado anteriormente) sedando a mocinha de Sophie Charlotte (três vezes!), enquanto o policial Amaral (Marco Ricca) tocava o terror com seus desafetos.

Sem ter mais para onde seguir, a trama central cansou e restou a panfletagem política rasa em meio a imagens reais de arquivo que assassinaram a ordem cronológica dos fatos. A cronologia também foi abertamente ignorada na trilha sonora (tocou música de Legião Urbana nos anos 70 e de Chico Science nos 80, por exemplo).

Liberdade poética ou não, as incongruências já eram percebidas na proposta “atemporal” dos figurinos e caracterizações de atores – o que apenas confundiu o público, que não reconheceu nas roupas e penteados dos personagens as épocas retratadas. Muitos erros cronológicos diante da pretensão de reconstituir fatos históricos de relevância para o seguimento da ação.
A equipe de figurino e caracterização fugiu do clichê dos anos 1970 e 1980. Os figurinistas Marília Carneiro e Renaldo Machado e o caracterizador Rubens Libório optaram por criar visuais que fizessem referência às décadas nas quais a trama se passava, mas que não sublinhassem de forma definitiva o período. Isso se deu, sobretudo, com a mescla de peças garimpadas em brechós com outras contemporâneas.
“É uma interpretação menos lúdica da moda da época”, sintetizou Marília, responsável pelo figurino de outras duas produções clássicas passadas no mesmo período histórico: a novela Dancin’ Days (1978) e a minissérie Anos Rebeldes (1992).

Na segunda metade da trama, ganhou destaque a personagem Nanda (vivida por Júlia Dalávia), vítima da AIDS na época em que pouco se conhecia sobre a doença e o seu diagnóstico representava uma sentença de morte. Ainda que didática em várias ocasiões (como no discurso de Nanda para seus amigos sobre o perigo da nova doença), a abordagem emocionou e foi acertada – principalmente ao desassociar a AIDS dos homossexuais (primeiro grupo de risco reconhecido na época).

O elenco bem escalado suou para dar credibilidade a personagens maniqueístas em situações clichês. Júlia Dalávia foi o destaque entre os jovens. Mas foram os veteranos que se sobressaíram, principalmente Marco Ricca (Amaral), Antônio Calloni (Arnaldo), Natália do Valle (Kiki), Susana Vieira (Cora), Cássia Kiss (Vera) e Mariana Lima (Natália).

A supersérie começou a ser gravada, em janeiro de 2017, em Chiloé, arquipélago ao sul do Chile, locação escolhida para ambientar as cenas do exílio de Renato (Renato Góes) – também o destino de muitos exilados brasileiros durante os Anos de Chumbo. Durante duas semanas, parte do elenco gravou em Castro, principal ilha do arquipélago, além de outras localidades da região, acessíveis apenas por balsas, como a pequena Lemuy. Uma igreja em San Juan, tombada pelo patrimônio histórico, ambientou o casamento de Renato e Rimena (Maria Casadevall). No lago Huillinco, foi recriada uma minga, uma espécie de trabalho comunitário para o transporte aquático das casas costaneiras. O curanto, um assado com frutos do mar e carnes variadas, feito na terra, é outra tradição da cultura chilote que apareceu na produção.

Antes de viajar ao Chile para gravar as cenas do exílio de seu personagem, que é médico, Renato Góes fez visitas à sede dos Médicos Sem Fronteiras, no Rio. O objetivo era entrar em contato com a complexidade do trabalho desses profissionais. Para Sophie Charlotte, que viveu uma fotógrafa, o trabalho com a fotógrafa carioca Gabriela Carrera foi contínuo. Carrera assinou as fotografias que a atriz fez na ficção.

Pequenos prédios residenciais, comércios e outros edifícios históricos em ruas de bairros como Glória, Catete, Santa Teresa, Urca e Centro concentraram os trabalhos para mostrar o Rio de Janeiro das décadas de 1970 e 1980.
Na Copacabana erguida nos Estúdios Globo, havia três destaques: a livraria Egalité, de Vera (Cássia Kiss); a vila de casas onde morava a família Reis; e o centro cultural multidisciplinar, point que reuniu o núcleo da contracultura em um segundo momento da supersérie.

O título Os Dias Eram Assim é um verso da música Aos Nossos Filhos, o tema de abertura da supersérie, canção de Ivan Lins eternizada na voz de Elis Regina. A novidade é que a música na abertura é interpretada pelos protagonistas Sophie Charlotte, Renato Góes, Gabriel Leone, Daniel de Oliveira e Maria Casadevall. A ideia do diretor artístico, Carlos Araújo, foi apoiada pela parceria com os produtores musicais, Victor Pozas e Eduardo Queiroz.

Pela primeira vez desde que parou a produção de LPs (há vinte anos), a Som Livre lançou uma trilha em vinil, na verdade uma edição especial com 11 das 27 faixas do CD da novela. Detalhe para o logotipo antigo da Som Livre, da década de 1970.

Histórias de amor em tempos de Anos Chumbo também foram retratadas na minissérie Anos Rebeldes (1992) e na novela Amor e Revolução (SBT, 2011).
Por ocasião da estreia de Os Dias Eram Assim, a Globo disponibilizou no Globo Play (sua plataforma sob demanda) a minissérie Anos Rebeldes.

A AIDS também foi abordada com repercussão na minissérie O Portador (1991) e na temporada 1999-2000 da Malhação, através da personagem Érica, vivida por Samara Felippo, que descobriu-se soropositiva.

Trilha Sonora *

01. AOS NOSSOS FILHOS – Sophie Charlotte, Daniel Oliveira, Renato Goes, Gabriel Leone e Maria Casadevall
02. LINGUAGEM DO ALUNTE – Novos Baianos
03. DIVINO E MARAVILHOSO – Gal Costa
04. SANGUE LATINO – Secos & Molhados
05. DEUS LHE PAGUE – Chico Buarque
06. ATÔMICO PLATÔNICO – Vanusa
07. A LUA GIROU – Milton Nascimento
08. NOSSA CANÇÃO – Roberto Carlos
09. TEMPO PERDIDO – Tiago Iorc
10. COMO VAI VOCÊ – Johnny Hooker
11. EU TE AMEI COMO PUDE (FEITO GENTE) – Walter Franco
12. ANDO MEIO DESLIGADO – Os Mutantes
13. FLORES ASTRAIS – Secos & Molhados
14. AMOR – Secos & Molhados
15. É PRECISO DAR UM JEITO, MEU AMIGO – Erasmo Carlos
16. ÍNDIOS – Legião Urbana
17. MENINO DO RIO – Baby Consuelo
18. MIXTURAÇÃO – Walter Franco
19. NÃO SEI DANÇAR – Marina Lima
20. 20 E POUCOS ANOS – Fábio Jr.
21. JOANA FRANCESA – Chico Buarque
22. DEUS LHE PAGUE (ao vivo) – Elis Regina
23. AQUELE ABRAÇO – Gilberto Gil
24. FALA – Secos & Molhados
25. PODES CRER, AMIZADE – Tony Tornado
26. SOCIEDADE ALTERNATIVA – Raul Seixas
27. CÁLICE – Chico Buarque, Milton Nascimento

ainda
ATÉ QUANDO ESPERAR – Plebe Rude
BALADA DO LOUCO – Mauricio Destri
COMO NOSSOS PAIS – Belchior
CONGÊNITO – Luiz Melodia
CORAÇÃO DE ESTUDANTE – Milton Nascimento
DEBAIXO DOS CARACÓIS DO SEUS CABELOS – Gabriel Leone
DEPOIS DE TER VOCÊ – Maria Bethânia
IDEOLOGIA – Cazuza
MANDACARU ATÔMICO – Chico Science e Mangue Beat
NOITE E DIA (NIGHT AND DAY) – Nelson Gonçalves
O BÊBADO E A EQUILIBRISTA – Elis Regina
O LEÃOZINHO – Caetano Veloso
PÉTALA – Djavan
PODRES PODERES – Caetano Veloso
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES – Geraldo Vandré
QUE PAÍS É ESSE? – Legião Urbana
ROSA DE HOROSHIMA – Secos & Molhados
SOL DE PRIMAVERA – Beto Guedes
TEMPOS MODERNOS – Lulu Santos
VINTE ANOS BLUE – Elis Regina
VOCÊ É LINDA – Caetano Veloso

* Pela primeira vez desde que parou a produção de LPs (há vinte anos), a Som Livre lançou uma trilha em vinil, na verdade uma edição especial com 11 das 27 faixas do CD da novela. Detalhe para o logotipo antigo da Som Livre, da década de 1970:
01. AOS NOSSOS FILHOS – Sophie Charlotte, Daniel Oliveira, Renato Goes, Gabriel Leone e Maria Casadevall
02. LINGUAGEM DO ALUNTE – Novos Baianos
03. SANGUE LATINO – Secos & Molhados
04. DEUS LHE PAGUE – Chico Buarque
05. COMO VAI VOCÊ – Johnny Hooker
06. A LUA GIROU – Milton Nascimento
07. ANDO MEIO DESLIGADO – Os Mutantes
08. EU TE AMEI COMO PUDE (FEITO GENTE) – Walter Franco
09. NOSSA CANÇÃO – Roberto Carlos
10. NÃO SEI DANÇAR – Marina Lima
11. TEMPO PERDIDO – Tiago Iorc

Trilha Sonora Instrumental: música original de Victor Pozas e Eduardo Queiroz

01. Compasso
02. Alícia
03. Simulacro
04. Reveurs
05. Le fleur
06. Raposa
07. Delicat
08. Minha mentira
09. Vera
10. Chiloe
11. Nanda
12. Seduce
13. Chile
14. Leblon 80
15. Black suit
16. Fantomas
17. Claridade
18. Grades de ferro
19. Futuro obtuso
20. Meu corpo quer você
21. Vou contigo
22. Scaffold
23. Quadrícula
24. Subversivo
25. Saints
26. Makta
27. Eleze
28. Júpiter
29. Sogni
30. Pluie
31. Selfish
32. Casa aberta
33. Debris
34. Amaral
35. Ambicio
36. Speir
37. Menace
38. Dorm a la falda
39. Ferro frio
40. Nouveau
41. Intrigante
42. Resistência

Tema de abertura: AOS NOSSOS FILHOS – Sophie Charlotte, Renato Góes, Gabriel Leone, Daniel de Oliveira e Maria Casadevall

Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

E quando largarem a mágoa
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

Digam o gosto pra mim…

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