Sinopse

Um grupo de onze montanhistas se juntou para escalar a Agulha do Diabo, na Serra dos Órgãos, perto de Teresópolis, no Rio de Janeiro. Os montanhistas, com idades entre 16 e 50 anos e com graus de atividade variados, tinham a intenção de embarcar em uma aventura, onde iriam se divertir, desafiar suas habilidades e, quem sabe, crescer um pouco com a experiência. O que eles não esperavam é que, por conta de uma série de erros e de uma tromba d’água avassaladora, acabariam perdidos, e tendo que passar por uma verdadeira prova de sobrevivência.

Logo após a enxurrada, o montanhista mais experiente sofre um acidente e morre. O guia contratado para escalada descobre que quebrou a perna durante a tromba d’água. Assim, o grupo vai ter que se virar sem um líder. Além disto, eles vão descobrir que um dos integrantes – um homem misterioso – está lá por razões dúbias e suas atitudes são, no mínimo, desconfiáveis.

Uma equipe de busca é acionada para resgatar os montanhistas em uma missão de altíssimo risco. Mas como o guia, por suas próprias razões, deu informações equivocadas antes da escalada, os socorristas não têm a localização correta dos desaparecidos. Por isso, o resgate procura pelo grupo nos lugares errados e perdem tempo precioso para conseguir chegar até os escaladores. Eles não conseguirão salvá-los a tempo de evitar algumas tragédias.

Durante o período em que estão perdidos, os personagens vão testar seus limites físicos, mentais, morais e de caráter. Sofrendo as intempéries do clima, da natureza e da geografia, eles terão que lutar contra o pânico e a vontade de desistir, ao mesmo tempo que vão ter que decidir quando o interesse do grupo deve prevalecer sobre o do indivíduo – e vice-e-versa.

Record – 22h30
de 4 a 20 de janeiro de 2017
13 episódios

criação e roteiro de Gustavo Lipsztein
escrita com Marco Borges, Daniel Dias, Leonardo Gudel e Thomas Stavros
direção geral de Edgard Miranda
coprodução: Panorâmica e Chatrone

ÂNGELO PAES LEME – Salomão
CAMILA RODRIGUES – Juliana
NICOLA SIRI – Veredas
ROGER GOBETH – Solis
JULIANA SCHALCH – Suzana
SILVIO GUINDANE – Yordi
HEITOR MARTINEZ – João
CLÁUDIA MAURO – Claire
FLÁVIA MONTEIRO – Inês
GUSTAVO LEÃO – Sapo
MARIANA MOLINA – Lulli
GUILHERME DELLORTO – Dogui
EDUARDO MELO – Carlinhos
RHAISA BATISTA – Malena
HENRI PAGNONCELLI – Aurélio
IVONE HOFFMANN – avó de Yordi e Salomão
e
ALEXANDRE LIUZZI – Cardoso (líder dos bombeiros no resgate)
BRUNA ROLIM – Susana (menina)
CAMILA CAMARGO – Bianca (namorada de Yordi)
CÍCERO ARAÚJO – Sérgio (segurança)
EDINALDO RAFFA – paramédico
EDUARDO PINHEIRO – Salomão (criança)
GABRIEL LIMA – Yordi (criança)
ISADORA CECATTO – mulher no beco
JULIANA LUCCI – jornalista
LORENA CASTANHEIRA – meteorologista
LUIZ LOBO – namorado de Claire
MAFALDA RODILES – Bel (namorada de Veredas com quem Solis se envolve e juntos dão um golpe em Veredas)
MARCELO REZENDE como ele mesmo
MARIA EDUARDA MILLIANTE – Isabelly (filha de Yordi)
MARIA JÚLIA LIMA – Alice (filha de Juliana)
PRISCILA ASSUM – ex-mulher de Yordi
RACHEL RENNAHARK – Wanda Marques (repórter)

Aposta da Record num gênero pouco explorado na teledramaturgia brasileira: a ação misturada ao suspense e ao drama.

Com clara referência na série norte-americana Lost, Sem Volta apresentou um grupo de montanhistas que se perdeu em meio a uma expedição na floresta e que sofreu com as intempéries de uma região perigosa.

“A série nasceu porque acredito que descobrimos a verdadeira natureza das pessoas quando as jogamos numa situação extrema. Aí vemos quem é egoísta, solidário, corajoso e covarde”, explicou o criador Gustavo Lipsztein, em entrevista ao jornal O Globo.

Assim como a própria Lost, a trama também apostou em flashbacks para contextualizar os personagens para o público, uma narrativa não tradicional, em que cada episódio não seguia um tempo cronológico, mas entrava na história pessoal de cada personagem.

Tecnicamente falando, Sem Volta fez bonito. A produção usou todos os recursos e efeitos possíveis, e se deu bem, mesmo o público sabendo que foi usado cromaqui ou dublagem. Apesar de sequências de ação em demasia, em que a maioria em nada agregava à história, existiram outras bem boladas e até criativas.

O elenco era bom, com destaque para as ótimas interpretações de Roger Gobeth, Juliana Schalch, Silvio Guindane e Flávia Monteiro, que viveram personagens intensos e interessantes.

Explicou Carina Schulze, da Chatrone, uma das produtoras responsáveis pelo projeto, em entrevista ao blog Natelinha:
“Tanto em Lost quanto em Sem Volta, o perigo pode surgir de qualquer lugar – da natureza, de alguma força externa, dos personagens que não conseguem lidar adequadamente com conflitos, ou até de alguma coisa interna de cada personagem. Isto faz com que o público sempre esteja em estado de constante alerta.”

Além da capital fluminense, a equipe de Sem Volta ficou três meses gravando nos municípios de Teresópolis, Casimiro de Abreu e Petrópolis, em lugares como a Agulha do Diabo, formação rochosa com 2.050 metros localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis.

A produção promoveu um workshop de escalada para todos os atores do elenco e seus respectivos dublês.

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